Zoonoses Fará Doações De Cães E Gatos Nessa Sexta-feira


A gerente Lucia d'Andurain Morales adianta que as pessoas que comparecerem irão assim como entender a respeito de os cuidados que devem apadrinhar em conexão à saúde do animal e saúde pública. A Zoonoses fica no SAIN, Rodovia Contorno do Bosque, lote 4, Asa Norte, ao lado do Setor Militar Urbano. Mais infos são capazes de ser obtidas por meio dos telefones 3341-1900 e 3341-2084. Segundo a diretoria, serão doados quinze cães e quinze gatos.



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Nicastro compilou uma demonstração de cem vocalizações (miados) de doze gatos. Depois, fez com que dois grupos de voluntários (humanos, bem interpretado) ouvissem as gravações. Pediu que o primeiro grupo, com vince e seis pessoas, atribuísse notas de um a 7 conforme o grau de alegria comunicado em cada uma das vocalizações. O segundo grupo, com 28 indivíduos, deu notas pela mesma escala tomando como critério a urgência ou ansiedade dos miados.



Nicastro deste jeito analisou os miados acusticamente e confessa ter chegado a resultados consistentes. Vocalizações mais longas, do tipo miAAAUU, ganharam notas altas em ansiedade e baixas em alegria. É o que se ouve quando o gato está com fome. Com os miados mais curtos, foi o oposto: conceito alto em alegria e pequeno em urgência. Estes sons começariam em notas altas e depois baixariam. Todo animal de estimação enfrenta a dificuldade de comprar o que deseja dos seus donos humanos", declara Nicastro.







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Os gatos, convivendo com o homem há 5 000 anos, criaram seus meios vocais pra conquistar o que querem. Nicastro acredita que o miado teve um papel central pela prosperidade dos gatos. Ele esteve em um zoológico da África do Sul gravando os sons de um Felis silvestris lybica, o gato selvagem que é tido como ancestral do Felis catus aí no seu colo. A vocalização do gato selvagem não se revelou muito expressiva: só sugeria irritação.



Os primeiros gatos a serem adotados pelo homem teriam se destacado, segundo Nicastro, por emissões vocais agradáveis. Os gatos mais hábeis na manipulação vocal do ser humano teriam progressivamente cruzado entre si, gerando ninhadas de gatinhos cada vez mais espertos no emprego do gogó. Há controvérsias. O especialista em modo animal John Bradshaw, da Escola de Southampton, Inglaterra, reitera que o emprego dos miados para manipular os donos é efeito de aprendizagem individual e não da melhoria. Diferentes gatos usariam diferentes tipos de miado pra adquirir a mesma coisa. Nicastro, todavia, não está pronto a transmitir os pontos: "Traçar uma discernimento clara entre aprendizagem e melhoria é um problema. A expansão influi a respeito da aptidão ou a rapidez com que uma espécie aprende a fornecer vocalizações apropriadas".



Quem sabe um dia a ciência dê a palavra desfecho a respeito da importancia da melhoria no miado (ou do miado na melhoria). Mas não estará dando termo ao mistério que cerca o gato. Supõe-se que ele foi domesticado alguns milhares de anos depois do cão. Sua convivência com o homem vem sendo irregular, acidentada, com períodos de deificação e perseguição.



No velho Egito, o gato foi literalmente a salvação da lavoura. Domesticado pra controlar os roedores na cultura de grão ao longo do rio Nilo, acabou merecendo um espaço no panteão dos deuses. A deusa Bastet, que protege o deus-sol Rá de uma serpente, é uma gata. Uma lenda muçulmana conta que, certo dia, a gata de Maomé estava dormindo a respeito do manto do dono quando ele foi chamado pra uma competição. Maomé não cogitou acordá-la: preferiu cortar o manto com a espada.



As crendices cristãs não foram tão simpáticas com o gato. Pela Idade Média, ele foi caçado em toda a Europa por tua suposta agregação com feiticeiras - o que contribuiu para que a peste, transmitida na pulga dos ratos, fizesse sua colheita mortal entre os espantados cristãos. O gato seria reabilitado nos séculos seguintes, todavia, ainda hoje, subsistem novas superstições de provável origem medieval (gato preto dá azar etc.).



É uma linda representação da nossa relação com os bichanos. Independentes e orgulhosos, eles não se submetem a nossos caprichos autoritários. Os poetas têm uma predileção especial pelo gato. O francês Charles Baudelaire (1821-1867) dedicou-lhe alguns poemas notáveis de As Flores do Mal. O americano naturalizado britânico T.S. Eliot (1888-1965) foi mais longínquo e dedicou um livro inteiro aos felinos.



No Brasil, poetas contemporâneos como Haroldo de Campos, Ferreira Gullar e Nelson Ascher têm dado seguimento à tradição, tomando o gato como foco de seus versos. A imagem dos felinos pela cultura pop não é unívoca. Temos o simpático e psicodélico Felix, o gordo e cínico Garfield, e abundantes gatos atrapalhados e famintos, sempre frustrados pela perseguição da sua caça - os mais conhecidos são Frajola e Tom.



A dureza implícita de desenhos como Tom e Jerry foi levada a extremos sangrentos na genial paródia Comichão e Coçadinha, que figura em alguns capítulos de Os Simpsons. E não podemos esquecer os luxuriosos gatos de Striptiras, quadrinhos do brasileiro Laerte. No tempo em que escreve essa matéria, o repórter está sob a vigilância das pupilas oblongas do seu gato Sig, empoleirado sobre o assunto uma estante de livros. O melhor lugar pra ter um gato, de cada jeito, não é a respeito de os livros, contudo no colo - bem aí onde ele se acomodou no momento em que você, leitor, estava ainda no primeiro parágrafo. Bash Dibra usa a expressão "beleza" para recontar nossa intercomunicação com os gatos.