Via Visconde De Taunay & Via José Veríssimo

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A simpática Estrada Visconde de Taunay, no Méier, é usada, volta e meia, pelos adolescentes da localidade que andam de skate, bicicleta e patins. Era início de um sábado e o tráfego pesado tão típico dos dias de semana fornece espaço a uma calmaria quase utópica às ruas. Com a pista livre, um grupo de amigos criados em seus respectivos skates praticam manobras no asfalto liso do baixo aclive existente na pequena e simpática Estrada Visconde de Taunay. Eles vêm cautelosos ao acessar a Avenida Carolina Santos, outra via suavemente inclinada do bairro do Méier, na zona norte. Por ventura darão a volta na quadra, aproveitando a liberdade de serem, concretamente, os donos da rua.



E portanto começa a minha expedição por ali. Tal qual esses rapazes, comecei a criar minhas habilidades como ciclista sem rodinhas por essas bucólicas ruas do Méier, onde passei a infância. A Avenida Afonso Arinos, colada à Visconde de Taunay, era a mais emocionante de todas. Naquela época o teu ladeirão era sinônimo de adrenalina pra descê-la com meu par de patins roller. Ali aprendi a frear, à minha forma, e depois, com aquele pedaço de borracha que vinha na parcela de trás da bota.



Aprendi a fazer curvas assim como, sem mencionar os estabacos, principalmente se a descida da Afonso Arinos fosse engatada com a ladeira subsequente da Via José Veríssimo em direção à Via Dias da Cruz, a highway do Méier. Em primeiro momento, a esquina com a Avenida Carolina Santos; ao lado, os jardins vários, vários deles floridos.







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    • 93 08 "Camerando" seis de abril de 2016







No lado das casas, os canteiros são pequenos e mais humildes. Encontre que o anúncio da presença de raticidas é bem reconhecível. À direita, edifício residencial pela esquina com a Estrada Afonso Arinos. Uma das grandes características dessa região do Méier é o teu feitio renovador. Neste instante mesmo por intermédio da década de noventa os espaços vazios e poucos densos do bairro foram dando espaço a confortáveis condomínios nos moldes do da Barra, desses com varandões, modernosos. Muitas das casinhas típicas de subúrbio, já mal mantidas pela idade e na falta de manutenção, são alvo fácil de construtoras que levantam ali moradias voltadas pra classe média e categoria média alta da zona norte.



Se, por um lado, isso assim como colabora negativamente pro acréscimo do trânsito infernal nos acessos e saídas do Méier, por outro, há o lado positivo. Consiste em estar, continuamente, oferecendo ruas bonitas e ajardinadas no subúrbio, porção da cidade comumente conhecida pelos altos índices de urbanização e pouca arborização.



A Rodovia Visconde de Taunay é um desses exemplos. A despeito de seus prédios agora tenham mais de 20 anos, ela é verticalizada de um lado e inteiramente horizontalizada do outro. As casas são fácil diante de edifícios tão imponentes. Os jardins ficam do lado deles, sempre que pequenos canteiros em círculos improvisam, em tinta negra, o aviso de que há raticida por ali.



Mesmo deste jeito, acredito que os grandes vilões de lá são os donos de cachorros, que não catam a caquinha dos seus mascotes. Aliás, todas as ruas da cidade são contempladas, não há exceção. Parafraseando uma placa jocosa que puseram na Rua Goethe, em Botafogo (é mais ou menos dessa maneira): "Recolha as fezes do seu cão. O animal é ele, não você".