Venezuelanos Disputam Comida Com Cães No Lixo De Feira De Caracas
A cada começo de tarde, dezenas de pessoas rondam o depósito de lixo do feirão de Coche, no sul de Caracas, à espera da mercadoria vencida ou estragada. Sempre que uma lata de lixo é despejada, elas se agacham e, em silêncio, começam a revirar detritos. Adultos e meninas disputam espaço com cachorros sarnentos, num retrato ainda mais comum da instabilidade que devasta a Venezuela. Depois de horas no local, o desempregado Luis Losada, quarenta, exibe uma sacola de plástico com pedaços de mandioca e batata. Losada à Folha. Passavam das 14h, e ele não havia tomado café da manhã nem ao menos almoçado.
A alguns metros dali, rapazes em uniforme escolar sorriem depois de descobrir uma bolsa contendo alguma coisa semelhante com ração animal. Não há cifras, contudo comerciantes são unânimes em apontar ainda mais gente que espera o término da feira para procurar comida. Igor Perez, 41, feirante em Coche. Uma maçã vale um.000 bolívares. Neste momento os alimentos a preço regulado, usados por anos como apoio de apoio ao governo chavista, desapareceram das prateleiras, no sinal mais percebível do desabastecimento.
A recessão começou em 2012, após uma década de políticas hostis ao setor eficiente, como expropriações e controles de valor e de câmbio. A situação se deteriorou em 2014, com a queda do preço do petróleo, base da economia. O repercussão é uma taxa de pobreza de setenta e seis por cento, segundo estudo das universidades Andrés Bello, Central e Simón Bolívar. O índice era de cinquenta e cinco por cento em 1998, no momento em que Hugo Chávez foi eleito à Presidência. Losada, o desempregado. Associado do partido chavista, ele admite ter votado contra a sigla pela eleição parlamentar de dezembro, vencido pela oposição.
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A Operação Lava Jato e a Superintendência da Polícia Federal do Paraná tiveram quase um terço de seu orçamento cortado por este ano pelo governo federal. E uma pessoa tem dúvida de que o governo e os políticos agem contra os interesses do Estado? Como na fábula do lobo que guarda a porta do galinheiro, o país brasileira é refém de um sistema jurídico-político que segrega e separa o Brasil em dois, em 3, em mil.
Dividir pra governar, cortar verbas da Lava Jato pra estancar o rumo das investigações, e o povo que conviva com as tradicionais injustiças e impunidades. No picadeiro central do extenso Circo Brasil, a atração principal é a performance de Temer, o equilibrista. Sr. presidente, mire-se no exemplo do sr. Joesley, entendendo tuas situações, renunciou. Empreenda as suas bem como, para o bem do Brasil.
Eu e Michel Temer estudamos na mesma universidade, somos quase contemporâneos, entretanto o conheci mesmo na cidade de Tietê, terra da minha mulher. Lá em Tietê ele pôs quem quis comparecer para a Polícia pela Polícia. Diziam que era um político habilidoso. Eu sempre o localizei, além de muito educado, um político de bastidores, no proscênio um político sem nenhuma capacidade, basta olhar as trapalhadas. Ademais, coitado, pessimamente assessorado por causa de seus conselheiros advogados, que o responda o último capítulo envolvendo os protagonistas Osmar Serraglio e Torquato Jardim. Na era petista, além da demora de Lula e Dilma pra trocar seus ministros, os novos nomeados também eram incompetentes.
Pelo menos por este quesito o governo Temer é melhor. Sai um fraco Osmar Serraglio e entra no Ministério da Justiça o experiente jurista e ex-afiliado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Torquato Jardim. O mesmo ocorreu, também, depois do pedido de demissão da estabelecida e eficiente Maria Silvia Bastos Marques, que presidia o BNDES e foi celeremente substituída por outro competente economista, Paulo Rabello de Castro, que até portanto dirigia o IBGE.
E o mercado aprovou. Realmente, o que estamos investigando no governo são vingancinhas, conchavos, dança das cadeiras pra ver quem cai primeiro e quem se livra da queda. E a nação, "excelências"? Em meio a tanta neblina, descomplicado será nos deixarmos confundir. Onde está o farol que vai nos levar a um porto seguro?
Há novas cartas náuticas que poderão nos conduzir a um desastre, a jato. Na Biologia, marcadores são seres vivos sensíveis que primeiro acusam transformações ambientais. Por eles monitoramos as agressões ao ecossistema. Maria Silvia Bastos Marques e Pedro Parente eram nossos marcadores políticos. A saída de Maria Silvia do BNDES revela que o meio ambiente político continua a merecer mais cuidados.
Olho em Pedro Parente! A recém-saída presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, não poderia se dar bem num antro de bandidos e ladrões do dinheiro público. Infelizmente, não temos homens estadistas e preocupados com o país, temos, sim, gente da pior espécie formando o oceano. E como vencer este oceano?
Nadar até a maré e ceder adeus às aguas revoltosas. Uma desanimado constatação, vemos os bons saindo pra ceder local aos oportunistas. Senhora Maria Silvia, seu território é pela Presidência do Brasil. Vamos ficar de olho no próximo presidente do BNDES, que não conheço, todavia que terá a função de zelar pelo banco dos brasileiros.
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