Valentina De Botas: Sozinha, Dilma Consegue Permanecer Mal-acompanhada

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Sexta-feira treze, a passada. Não tenho superstições: elas dão azar. Sorrio da minha brincadeira. Ainda sorrio, apesar do estado refundado em cafajestice. Porém é um sorriso de outro jeito, um sorriso desfalcado. Quantos mais fantasmas do que o país poderia ter sido ainda germinarão em outros? Ouçamos Quintana: da vez primeira em que me assassinaram, perdi um jeito de sorrir que eu tinha. O poeta fala de dentro do meu coração que, num alumbramento entre os brasis melhores que o Brasil poderia ser, quem sabe misture imaginação e lembranças. Quantas vezes o futuro do povo será assassinado até que baste, forçando a reinvenção indispensável do sorriso que, não obstante, reinventa-se sempre desfalcado de um jeito que tinha?



Augusto Nunes mostra como Dilma não deu azar, dilma deu em dilma. Sozinha, consegue permanecer mal-acompanhada; isolada, o caráter miúdo necessita de as piores companhias. Quando presidente, com a chave do cofrão público, o jeca domou a apoio aliada e, mesmo que a rústica maestria política dele submeta-se ao mau-caratismo, ela existe. O embusteiro exerceu menos esta e mais aquele por possibilidade; Dilma também, contudo não por possibilidade, pois aquela competência rústica dele limita-se, pela presidente, à rusticidade.



Entre a parvoíce incônscia e o autoritarismo voluntarioso, a política tosca não domina nem sequer quer saber como aproximar-se de um Congresso sem demora arredio. Supõe os horizontes do déspota, aqueles em que cidadãos e os demasiado poderes da república prestam-lhe naturalizada obediência. Inexistência aos dois embusteiros uma sequência no genoma político que os incapacita à assimilação do que são e pra que servem a democracia e a república. Na obstinação em ter mais poder, a presidente bisonha o enfraqueceu ao desprezar a advertência de Napoleão: entre o sublime e o vulgar basta um passo.



Imune ao traço de ser sublime, o governo ridículo de Dilma erra na possibilidade das ações e dos agentes. O espantoso é a realidade desvelada como se oculta estivera no momento em que terá sido a toda a hora óbvia. Ao se amoitarem pra salvar a própria pele e o butim miliardário, o jeca, o marqueteiro e a fraude - a trinca que governa a nação - assassina outra vez o futuro da nação. Incorrem prontamente pela camuflagem da verdade, em uma narrativa que torna o transbordamento da roubalheira em sanha investigativa − é a inverdade, o pão da alma da súcia. Lulopetistas mentem da aurora à madrugada. Mentem pela cara dura e na discussão mole; pela política feroz pela existência mansa. Na busca por socorro, Dilma permanece fiel à impostora que o jeca farsante sagrou.



Apanha e entrega, professora? Não é bem assim sendo. Você bota um anel no pescoço dele, e o biguá pega o peixe entretanto não podes engolir. Desse modo você tira o peixe da goela do biguá. Bobo que ele é. Não. É vantajoso. Ai de nós se não fossem os animais que nos ajudam de todas as maneiras.




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Desta forma que eu digo: carecemos adorar os animais, e não maltratá-los de jeito nenhum. Entendi, a gente precisa adorar, acatar, pelar e comer os animais, e aproveitar bem o pêlo, o couro e os ossos. Texto extraído de Drummond, Carlos de. De notícias e não notícias faz-se a crônica.



O lobo-guará (nome científico: Chrysocyon brachyurus) é uma espécie de canídeo endêmico da América do Sul e único integrante do gênero Chrysocyon. Por ventura, a espécie vivente mais próxima é o cachorro-vinagre (Speothos venaticus). Ocorre em savanas e áreas abertas no centro do Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia, sendo um animal característico do Cerrado.



Foi extinto em divisão de tua circunstância ao sul, entretanto ainda precisa acontecer no Uruguai. É o maior canídeo da América do Sul, podendo atingir entre vinte e 30 kg de peso e até 90 cm pela altura da cernelha. Suas pernas longas e finas e a densa pelagem avermelhada lhe conferem uma aparência típico. O lobo-guará é adaptado aos ambientes abertos das savanas sul-americanas, sendo um animal crepuscular e onívoro, com interessante papel pela dispersão de sementes de frutos do cerrado, principalmente a lobeira (Solanum lycocarpum). Solitário, os territórios são divididos entre um casal, que se acha no período do estro da fêmea. Esses territórios são bastante amplos, podendo possuir uma área de até 123 km². A comunicação se dá principalmente a partir de marcação de cheiro, contudo bem como ocorrem vocalizações iguais a latidos.



Apesar de não ser considerado em perigo de extinção pela IUCN, todos os países em que ele ocorre o classificam em qualquer grau de ameaça, apesar de não se saber a real situação das populações. Estima-se que existam em torno de vinte e três 1 mil animais na meio ambiente, sendo um animal popular em todos os zoológicos.



Está intimidado principalmente por causa da destruição do cerrado para ampliação da agricultura, atropelamentos, caça e doenças advindas dos cães domésticos. Mas, é adaptável e tolerante às alterações provocadas pelo ser humano. O lobo-guará ocorre atualmente em áreas de Mata Atlântica já desmatadas, onde não ocorria originalmente. Algumas comunidades carregam superstições sobre o lobo-guará e podem até nutrir certa aversão ao animal. Contudo em geral o lobo-guará provoca simpatia em humanos e dessa maneira é usado como espécie bandeira na conservação do Cerrado.



A vida em cativeiro provoca transformações no comportamento natural dos animais que, em casos mais graves, podem provocar uma doença típica dos humanos: a depressão aguda. Este tipo de dificuldade poderia levar a um tratamento com antidepressivos de tarja preta, como foi o caso de certas aves do Zoológico de São Paulo.