Um Banqueiro Suíço Ajudou Americanos A Sonegar Impostos. Foi Crime?
Logo você receberá os melhores conteúdos em teu e-mail. Depois disso, Butrus entrou em contato com Buck por intervenção de celulares pré-pagos que ela comprou numa farmácia Walgreens. A cada seis meses ou mais, voava para Zurique a fim de afastar o dinheiro diretamente com Buck. O arranjo permitiu a Butrus impedir o pagamento de dezenas de milhares de dólares em impostos a respeito da renda.
E isso não teria sido possível sem Buck e o Banco Frey. Em tal grau quanto o chocolate e os relógios, a Suíça é conhecida pelo segredo bancário. Isso fez do país o destino de dinheiro que os ricos queriam camuflar. Pela última década, bem como fez dos bancos suíços o alvo para um ataque pelo governo dos EUA, cansado de que os americanos escapassem de impostos sobre o dinheiro em contas offshore. Diversos bancos jogaram limpo, divulgando o nome de seus compradores pras autoridades dos Estados unidos. Muitos americanos, incluindo Butrus, procuraram novos lugares pra estacionar o teu dinheiro. O Banco Frey estava entre os poucos a desafiar a ofensiva sensacional.
E Buck, bem-apessoado e autoconfiante, de 28 anos no momento em que conheceu Butrus, era o rosto público do banco, responsável pelo desembarque e depois na gestão das contas dos EUA. Isso colocou Buck pela mira do governo. Em 2013, um enorme júri federal o indiciou por conspirar para ajudar os americanos a impossibilitar impostos. Parecia um outro golpe contra o segredo bancário suíço. Mas as coisas não aconteceram como os promotores inventaram - e a cadeia de eventos poderia ter grandes consequências para a luta dos Estados unidos pra impossibilitar que as pessoas sonegassem impostos recorrendo a contas bancárias offshore.
Buck cresceu pela Alemanha. Seus pais tinham sido campeões de dança no gelo; tua mãe competiu em patinação artística pra Suíça nos Jogos Olímpicos de 1972 no Japão. Teu pai dirigia uma companhia de seguros, e Buck achou que um dia iria assumir seu controle. Entretanto um conhecido da faculdade de administração disponibilizou-lhe um emprego no começo de 2007 no Banco Frey. O banco era minúsculo, com cerca de vinte funcionários. Buck compartilhou um escritório com quatro pessoas, incluindo a recepcionista do banco.
Nós nos dávamos muito bem", alegou ele. O negócio girava cerca de compradores que o fundador do banco, Markus Frey, acumulou no decorrer dos anos, de acordo com Buck e o testemunho judicial de outro ex-funcionário do banco. No início, não havia questão nos americanos. Desta forma, em 2008, um terremoto interessante sacudiu as bases do sistema bancário suíço.
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Os promotores dos Estados unidos começaram a apresentar acusações criminais contra banqueiros e executivos que haviam montado contas pros americanos. Em 2009, o UBS, o vasto banco suíço, admitiu ter ajudado americanos a camuflar dinheiro do Internal Revenue Service (IRS, a Receita Federal dos EUA) e concordou em fornecer às autoridades os nomes de seus compradores que sonegavam impostos. Logo, os bancos suíços estavam assustando os compradores dos Estados unidos.
Não o Banco Frey. Não tinha agências nos EUA, e os executivos não consideravam sua responsabilidade controlar se seus freguêses estavam pagando impostos. Nós decidimos que não havia porquê pra impedir preservar negócios com compradores americanos", comentou Buck em uma entrevista. Os executivos consultaram especialistas legais pra garantir que não se cruzassem as linhas.
Nós de fato tentamos assegurar que a maneira como operávamos era correta". No decorrer dos anos seguintes, centenas de milhões de dólares em depósitos dos EUA fluíram de bancos suíços - instituições robustas como o Credit Suisse e o Julius Baer - pro Banco Frey. O número de compradores dos EUA quase triplicou, de acordo com registros do tribunal.
Butrus era um deles. C. Richard Lucy, ex-executivo da Goldman Sachs e Bank of America em Nova York, outro. No encerramento de 2009, o contato de Lucy no Julius Baer, onde tinha uma conta por muitos anos, disse que ele teria de transferi-lo pra outro local. Lucy viajou pra Zurique e reuniu-se em por volta de quinze bancos. Ninguém aceitaria seu dinheiro, segundo o testemunho no tribunal.
Várias vezes o nome do Banco Frey surgiu como o de um banco novo que buscava algumas contas agressivamente", ele testemunhou (Não respondeu aos pedidos de comentários). Com certeza, no momento em que Lucy apareceu nos escritórios do Banco Frey, Buck disse que abriria uma conta pra ele. Lucy ficou espantado com as garantias de Buck de que seu banco não tinha nada com que se preocupar com as investigações de evasão fiscal dos EUA.
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