Tempo De Borbulha: Conheça Um Espumante Para Cada Gosto

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Com a socorro da sommelière Marina Bertolucci, provei um mar de borbulhas. Concluímos que apresenta sim pra sair do comum nessa virada do ano, escolher algo contrário do de imediato famoso, seja uma casta pouco habitual ou de uma nova localidade. Contudo há de se ter cuidado pela hora de obter pelo motivo de há muito gato por lebre no mercado.



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Deixamos estes de lado e focamos no que importa. Publicamos nesse lugar uma seleção eclética e deliciosa de borbulhas que farão a comemoração deste fim de semana mais feliz e animada. Seu serviço será somente preservar a garrafa gelada e as taças cheias (quer dizer, a todo o momento meio cheias, para que não esquentem). Um corte de Chardonnay e Airen, o mais barato é bem como o mais gracioso da seleção. Traz aromas bem florais e um toque de fruta branca (pera, maçã verde). Teu perlage é bem fino.



Pouco alcoólico, oferece mais durabilidade à festividade e é ideal para a hora do coquetel, em que a harmonização é mais livre. No nariz, além do tostado potente, lembra um panetone, com aromas de panificação e de frutas secas. Bem que o perlage não seja tão bonito e não forme mousse, é fino e agradável na boca.







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Bom pra hora do brinde ou para ver de perto a ceia. De cara este espumante mostra que é conhecido do verão: muito cítrico, refrescante e fino. Trata-se de um cem por cento Chardonnay montado pelo recurso usual. Na boca, quem aparece são delicadas frutas brancas e uma acidez agradabilíssima. Ótimo pra uma comemoração longa. Amarelo dourado, tem o perlage bem fino e em grande quantidade. Os aromas são de amêndoas tostadas (um toque oxidado?), e o desejado brioche. Na boca, tem a acidez típica da região, bom volume, e encerramento longo e feliz. Um corte quase clássico, inclui as catalãs Xarel-Lo, Parellada e Macabeo e um toque de Chardonnay. Tem suave aroma oxidado e de amêndoas, resultado de 15 meses com as leveduras. Dourado, tem perlage fino e resistente. Sensacional chance de provar um Cava amadurecido. Para um Réveillon em torno da mesa, esse rótulo poderá ser a melhor escolha.



Tem aromas cítricos e minerais, é fresco, bastante estruturado e versátil. Sem discutir que trata-se de um cem por cento Arinto, o que vai fazer com que o brinde fuja totalmente do comum. Talvez essa seja a sugestão mais hipster e festiva da seleção. Primeiro já que vem do Jura, nova divisa dos vinhos dos modernos. Segundo porque é um crémant zero dosage, isto é, sem açúcar, o que o deixa mais seco e maleável.



Novidade no Brasil, este rosé é batizado de "selvagem" no rótulo e, meu palpite, é que a culpa é da cor, um rosé forte, vivo, potente, nada do provençal casca de cebola. No nariz, a selvageria fica de lado, é bastante discreto. Na boca, muitas frutas vermelhas, muito bom acidez e perlage ótimo.