Rua Visconde De Taunay & Via José Veríssimo
A simpática Estrada Visconde de Taunay, no Méier, é usada, volta e meia, pelos jovens da localidade que andam de skate, bicicleta e patins. Era começo de um sábado e o tráfego pesado tão típico dos dias de semana dá espaço a uma calmaria quase utópica às ruas. Com a pista livre, um grupo de amigos fabricados em seus respectivos skates praticam manobras no asfalto liso do anão aclive existente pela pequena e simpática Rua Visconde de Taunay. Eles vêm cautelosos ao acessar a Rodovia Carolina Santos, outra avenida suavemente inclinada do bairro do Méier, pela zona norte. Eventualmente darão a volta na quadra, aproveitando a liberdade de serem, realmente, os donos da estrada.
E sendo assim começa a minha expedição por ali. Tal qual esses bebês, comecei a montar minhas habilidades como ciclista sem rodinhas por essas bucólicas ruas do Méier, onde passei a infância. A Avenida Afonso Arinos, colada à Visconde de Taunay, era a mais emocionante de todas. Naquela época o teu ladeirão era sinônimo de adrenalina pra descê-la com meu par de patins roller. Ali aprendi a frear, à minha forma, e depois, com aquele pedaço de borracha que vinha na divisão de trás da bota.
Aprendi a fazer curvas bem como, sem mencionar os estabacos, principalmente se a descida da Afonso Arinos fosse engatada com a ladeira subsequente da Avenida José Veríssimo em direção à Estrada Dias da Cruz, a highway do Méier. Em primeiro instante, a esquina com a Estrada Carolina Santos; ao lado, os jardins incontáveis, diversos deles floridos.
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No lado das casas, os canteiros são menores e mais humildes. Acesse que o anúncio da presença de raticidas é bem reconhecível. À direita, edifício residencial pela esquina com a Via Afonso Arinos. Uma das grandes características dessa região do Méier é o seu caráter renovador. Imediatamente mesmo através da década de 90 os espaços vazios e poucos densos do bairro foram dando espaço a confortáveis condomínios nos moldes do da Barra, desses com varandões, modernosos. Várias das casinhas típicas de subúrbio, neste instante mal mantidas na idade e na falta de manutenção, são alvo acessível de construtoras que levantam ali moradias voltadas pra classe média e classe média alta da zona norte.
Se, por um lado, isto bem como coopera negativamente para o acrescento do trânsito infernal nos acessos e saídas do Méier, por outro, há o lado afirmativo. Consiste em estar, continuamente, oferecendo ruas bonitas e ajardinadas no subúrbio, divisão da cidade comumente conhecida pelos altos índices de urbanização e pouca arborização.
A Avenida Visconde de Taunay é um desses exemplos. Ainda que seus prédios neste momento tenham mais de 20 anos, ela é verticalizada de um lado e totalmente horizontalizada do outro. As casas são fácil diante de edifícios tão imponentes. Os jardins ficam do lado deles, no tempo em que pequenos canteiros em círculos improvisam, em tinta negra, o aviso de que há raticida por ali.
Mesmo dessa maneira, acredito que os grandes vilões de lá são os donos de cachorros, que não catam a caquinha dos seus mascotes. Aliás, todas as ruas da cidade são contempladas, não há exceção. Parafraseando uma placa jocosa que puseram pela Avenida Goethe, em Botafogo (é mais ou menos desta maneira): "Recolha as fezes do teu cão. O animal é ele, não você".
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