Revelamos dezenove Verdades A respeito da Prisão De Ventre

Um em cada 7 brasileiros tem dificuldade de comparecer ao banheiro. São quase trinta milhões sofrendo com a chamada constipação intestinal, ou simplesmente prisão de ventre. As principais vítimas (setenta e cinco por cento) são mulheres. Os números ajudam a captar por que o intestino confinado é a queixa isolada mais freqüente nos consultórios do gastroenterologista. Apesar da popularidade do tópico, ainda há algumas questões até entre os atormentados pelo desajuste intestinal há anos.
Diversos relatam gastar fábulas de dinheiro em dietas, laxantes e consultas, e prometem que nada funciona. Consequência: os mitos acabam prejudicando o diagnóstico e o tratamento. As pessoas tomam laxante só visto que não conseguem evacuar todo dia. Paulo José Pereira de Campos Carvalho, coordenador do Núcleo de Fisiologia Gastrintestinal do Hospital Albert Einsten (SP) e integrante do Control (Centro de Estudos das Disfunções Urinárias e de Evacuação do Hospital São Luiz, SP). O gastroenterologista Flávio Antonio Quilici, professor da Escola de Ciências Mé dicas da Pontifícia Universidade Ca - tó lica de Campinas (PUCC), concorda e adiciona.
Além disso, há o emprego indiscriminado de medicamentos. Maria do Carmo Friche Passos, da Universidade de Medicina da Faculdade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para desmitificar o tópico, Viva Saúde consultou alguns dos principais especialistas no distúrbio. Confi- ra, a escoltar, dezenove revelações a respeito de este incômodo que razão dores, inchaço na barriga, gases e até mau humor. Não é só já que você não consegue evacuar diariamente que sofre de prisão de ventre.
A constipação intestinal é caracterizada por uma perda da freqüê n - cia de evacuações acompanhada por fezes ressecadas e endurecidas. Entretanto só tem a doença quem vai ao banheiro menos de 3 vezes por semana. Uma outra legal fonte para identificar se há ou não a constipação é o tipo de fezes, que normalmente necessitam ser pastosas, não-fragmentadas e umedecidas. Se elas apresentarem esse aspecto, mesmo que a evacuação ocorra de 3 em 3 dias, a pessoa não tem que se preocupar. De imediato os que irão ao banheiro diariamente e exercem o chamado "cocô de cabrito", porventura têm o intestino confinado. O intervalo entre as idas ao banheiro varia entre os sexos.
Nos homens, este tempo é de trinta horas em média e nas mulheres, de 40 a sessenta horas. Contudo isso varia conforme o tamanho do intestino, a tua força de contração e a dieta alimentar de qualquer um. O intervalo das mulheres costuma ser maior, já que a potência de contração intestinal delas é menor. O 'intestino preso' é um mal que atinge mais as mulheres.
- Deixar а urina em casa
- dez programas em SP perfeitos para quem adora jazz
- Esfregar no rosto pra retirar as espinhas (ai!)
- Nuno e as Coisas Incríveis - Ilustrador(a): Andre Neves - Editora: Jujuba Editora
- Remova aquela maquiagem que acabou caindo sem desejar na roupa com um pouquinho de vaselina
- Por que devo amparar um cão
- Você estuda/estudou música
- Como exibir o cão ao gatinho? Especialista dá dicas
Sim. Elas têm digestão e trânsito intestinal naturalmente mais lentos, por dúvidas hormonais. Porém o principal pretexto para a diferença é cultural. Como as mulheres são educadas desde cedo a não evacuar e nem soltar gases em locais "inapropriados", diversas desenvolvem a chamada síndrome da obstrução de saída. Se a pessoa deixa de evacuar no momento em que o corpo humano pede, o desejo passa e as fezes ficam mais tempo do que deveriam no intestino grosso.
O bolo fecal perde água, resseca, endurece e aí fica difícil de ser eliminado. Com o tempo, o costume de contrair-se, mesmo antes de ter a vontade de deslocar-se ao banheiro, inibe o reflexo espontâneo de abertura do ânus e esta ação involuntária desaparece, resultando a evacuação cada vez mais complexo.
Replies