Os Humanos E As Extinções Do Pleistoceno
Tais como, o número de gêneros de mnamíferos da Era Cenozóica (a Era atual) atingiu um pico no Mioceno Médio (vinte e três milhões de anos) e um segundo, no início do Pleistoceno (um,sete milhão de anos). Apenas sessenta por cento dos gêneros conhecidos do Pleistoceno são viventes hoje em dia, e as formas extintas acrescentam a maioria das espécies de grandes mamíferos terrestres - aqueles que pesavam mais de vinte quilogramas. Estes grandes mamíferos, somadas às enormes espécies de répteis e aves, são coletivamente chamados de megafauna do Pleistoceno.
Os primeiros humanos que chegaram à Austrália se depararam com uma megafauna que incluía representantes de quatro grupos: marsupiais, aves que não voavam, tartarugas e equidnas. Os maiores animais terrestres australianos, no Pleistoceno, eram imensas espécies de mamíferos herbívoros do gênero Diprotodon, dos quais o superior, provavelmente, pesava cerca de dois mil quilogramas. Os maiores cangurus pesavam duzentos quilogramas e alguns deles conseguem ter sido carnívoros. Os maiores equidnas chegavam a pesar de vinte a trinta quilogramas e chegavam à cintura de um humano.
O pássaro Genyornis newtoni era duas vezes mais grande do que um humano e as tartarugas de chifre, da família Meilanidae, eram quase tão grandes quanto um "fusca". Quem sabe, a espécie mais expressiva da megafauna australiana foi o lagarto monitor, de 6 metros de comprimento (tão vasto quanto um Allossauro de tamanho médio).
As tartarudas, o lagarto monitor, o Genyornis e todas as espécies de marsupiais que pesavam mais de 100 quilogramas se extinguiram no encerramento do Pleistoceno (Gillespie et al. Martin & Klein, 1984; Miller et al. O que causou essas extinções dos grandes animais ao conclusão do Pleistoceno? Que tipos de dado indicam os humanos como causas, diretas ou indiretas, das extinções do Pleistoceno? O argumnento mais contundente em prol da responsabilidade humana é a aparente correspondência temporal da chegada dos humanos aos continentes e às ilhas e a extinção da megafauna.
As primeiras extinções parecem ter sucedido pela Austrália, em algum momento entre 50000 e 40000 anos. Na América do Sul e na do Norte, no mínimo oito espécies de grandes mamíferos sobreviveram até cerca de 10000 anos. Disperção das populações humanas. Os humanos deixaram a África cerca de 100000 anos atrás e se dispersaram em direção ao leste da Eurásia e entrando pelas Américas.
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As datas de extinções da megafauna do Pleistoceno correspondem às estimativas de no momento em que os humanos chegaram à Austrália, as Américas e as grandes ilhas como Nova Zelândia, Madagascar e as ilhas ao norte da Sibéria. Estas extinções ocorreram tanto antes quanto após a Glaciação de Wiscosin, em momentos nos quais os climas não estavam se alterando rapidamente. Ademais, a maioria das espécies de aves e mamíferos que se extinguiram eram grandes, enquanto que as espécies pequenas foram bem menos afetadas.
Juntos, estes fatores apontam os humanos, ao invés de da modificação climática, como a desculpa primária pras extinções. Entretanto como um número relativamente pequeno de humanos poderia produzir efeitos continentais sobre as faunas, as quais sobreviveram a sucessivos avanços e retrações glaciais? Pela América do Norte, altas taxas de extinção de mamíferos ocorreram, principalmente após os picos da Glaciação de Wisconsin.
Mastodontes, mamutes e preguiças gigantes se extinguiram há por volta de 10000 anos. Martin especula que os grandes mamíferos eram caçados por humanos nômades invasores e muitas ecidências arqueológicas corroboram essa visão. Sítios de matança foram encontrados com diversos ossos de inúmeros indivíduos das espécies caçadas, algumas vezes com marcas de corte por instrumentos líticos e com pontas de flechas presas nesses ossos.
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