Obesidade Canina - Prevenção, Causas E Tratamento
Ela é responsável por abundantes problemas de saúde. Nos casos da obesidade canina, a responsabilidade é exclusiva dos donos. A maior quantidade dos casos de obesidade canina, como este acontece entre os humanos, é provocada por alimentação inadequada ou excessiva, aliada à inexistência de exercícios físicos. As exceções são várias modificações hormonais e dificuldades ósseos ou musculares que impossibilitem ou limitem a locomoção. Os animais com sobrepeso apresentam-se até quinze por cento acima do peso corporal considerado adequado, sem alterações sensíveis na proporção entre tronco, pescoço e membros. Valores acima nesse percentual indicam a obesidade canina.
Muitos proprietários acreditam que a oferta ilimitada de alimentos pros cães é uma interessante prática, uma vez que os animais teriam condições, por si sós, de marcar as porções diárias adequadas. Esse é um erro complicado: os cachorros (e também os gatos) tendem instintivamente a devorar tudo o que estiver ao teu alcance.
Pela natureza, felídeos (linces, onças, tigres, etc.) e canídeos (lobos, raposas, coiotes, etc.) consomem toda a carne disponível, inclusive disputando carcaças com animais oportunistas, como abutres e hienas. É uma maneira de formar depósitos de gordura - que conseguem ser transformados em energia pras atividades metabólicas, que são indispensáveis nos períodos em que a caça escasseia, como no inverno e pela estação chuvosa. Os animais domésticos apresentam a mesma conduta, apesar de a maioria nunca conviver com períodos de "vacas magras". Trata-se de uma estratégia evolutiva de sobrevivência, bastante aproximado à que faz os humanos de ambos os sexos acumularem principalmente gordura no abdômen e quadril. Entretanto, ao oposto do que pensavam os antigos, "gordura não é sinônimo de saúde".
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Até a década de 1960, pais orgulhosos exibiam bebês rechonchudos para sobressair que as gurias estavam sendo bem cuidadas. E, como os cães são praticamente filhos dos humanos, o mito se transferiu para eles. Através do desmame, o tutor precisa educar o novo associado da família a "não fazer cara de pidão" durante as refeições e lanches dos parentes humanos.
Os petiscos devem ser reservados pro adestramento, nunca utilizados como estratégia pra "abrir o apetite". A oferta de alimento pros cães deve escoltar uma rotina relativamente severa. O recipiente de ração (ou de alimentação natural) precisa ser apresentada a toda a hora em horários preestabelecidos, com as mesmas porções, a não ser que o veterinário recomende um acrescentamento ou redução. Os cães não devem de lanchinhos entre as refeições, nem experimentam grandes prazeres com a comida, que, pra eles, é só uma inevitabilidade fisiológica.
Assim como por motivos de higiene, o comedouro necessita permanecer disponível durante um momento pré-definido. Esta estratégia evita que o alimento coma à hora que quiser (o que ele entende como um ato de submissão por divisão da família humana). No instante da refeição, é maravilhoso deixar o cão sozinho, sem que ele consiga perceber eventuais observações.
Os especialistas contraindicam o oferecimento de recompensas, mesmo quando os animais se recusam a alimentar-se. Caso eles "limpem o prato" antes do tempo estipulado, é necessário atrair a atenção pra outra atividade e só desta forma retirar o recipiente. A avaliação meramente física podes ser bastante subjetiva. Com exceção de veterinários e criadores, que conhecem as características gerais de cada raça, é muito dificultoso que um leigo identifique a obesidade canina apenas com o enxergar e o toque. Seja como for, os proprietários sabem identificar o modelo, silhueta e conduta geral de seus companheiros de 4 patas.
Assim sendo, em boa parcela dos casos, é possível avaliar o comprometimento do organismo e a perda da vivacidade. Essas situações precisam ser informadas no decorrer da consulta, pro veterinário; elas servirão de subsídios pro diagnóstico. Este é um dos motivos por que o acompanhamento regular das condições fisiológicas é tão respeitável, no momento em que se trata de medicina preventiva e corretiva.
A melhor forma de acompanhamento do peso corporal é o exame biométrico, uma avaliação clínica básica sobre o estado geral de saúde que acrescenta a verificação do perfil lipídico, peso, altura, índice de massa corporal, entre outros. Esse diagnóstico é elaborado anualmente com os cães adultos e pelo menos bimestralmente entre os animais em fase de desenvolvimento físico.
Com essas avaliações, é possível reconhecer precocemente o ganho de peso anormal e é sempre mais fácil reverter o sobrepeso: no momento em que a obesidade canina se instala, os depósitos de gordura de imediato estão delineados. Do mesmo jeito que o sobrepeso, a obesidade em cachorros é considerada pelos especialistas em saúde e nutrição animal como uma doença por si só, independente de estar associada a novas condições patológicas. A gordura em excesso naturalmente forma coágulos (trombos) que passam a circular mais ou menos livremente pela corrente sanguínea, que fica prejudicada. Estes coágulos conseguem se firmar às paredes das artérias e veias. Nesse estágio, surgem a aterosclerose e a trombose, enfermidades responsáveis por problemas cardíacos, cerebrais e vasculares inclusive no curto tempo, sobretudo entre os cães de pequeno porte.
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