O Que é (e O Que Significa) O Parto Normal Após Cesárea
O Que é (e O Que Significa) O Parto Normal Após Cesárea
Janaina e Patrícia não se conhecem, no entanto têm muito em comum. Entretanto o que é o VBAC, afinal? O que ele significa pras mulheres que passaram por uma cesárea no momento em que desejavam ardentemente um parto normal? A idealização do parto costumeiramente difere da realização dele, e, precisa-se assinalar nesse lugar, em várias escalas. Patrícia Teixeira (GO), 35, mãe de Ana Luisa, quatro anos, e Isabela, 7 meses, a toda a hora quis ter parto normal. Ela precisaria estar preparada.
Assim sendo, Patrícia fez pilates, hidroginástica, fisioterapia pra parto normal - e em toda consulta insistia no que queria. Até comparecer às 31 semanas da gestação, com a rapaz na posição cefálica (de cabeça pra baixo), no momento em que insistiu com teu obstetra a respeito do parto normal e ele finalmente argumentou que só faria cesárea. Sai desesperada do consultório chorando e neste instante fui em busca de outro médico.
Localizei um que era fonte em parto humanizado. Fiz uma consulta e com trinta e cinco semanas minha bolsa rompeu e fui pro hospital com um cm de dilatação. O médico alegou que ia demorar, que ia ainda que, que quando as contrações estivessem de cinco em 5 min era para eu ligar. Só que eu não sinto dor. Quando a angústia apertou eu já estava com dilatação total, liguei para ele, mas antes dele regressar senti que a moço ia nascer, senti ela descendo.
Me deu um desespero porque ela era prematura e não tinha ninguém no hospital (pediatra, obstetra)”. Com pânico, Patrícia travou, como ela mesmo define. Caiu no chão e pensou que sua filha não conseguiria nascer. Agora no centro cirúrgico, Patrícia ficou mais 5 horas tentando, fazendo força. Contudo entrei em exaustão, não conseguia mais e pedi a cesárea. Foi muito custoso, doeu além da medida voltar quase lá.
Isso aumentou ainda mais minha desejo de parir. Fui atrás de entendimento pra assimilar o que tinha acontecido. Cheguei à conclusão que foi meu psicológico que atrapalhou. Preparei meu corpo, todavia não preparei minha mente, não permiti que minha filha nascesse. Na segunda gravidez imediatamente tinha meu GO, o mesmo do primeiro parto, tinha um pediatra fascinante também, contratei uma doula que fez muita diferença. A equipe estava ok! Menos um estresse. E comecei a aprontar meu psicológico, me imaginava parindo em cada lugar, imaginava que eu ia deixar minha filha nascer e me visualizava principalmente tendo minha filha no banheiro da minha moradia, de madrugada, sozinha”. Com trinta e nove semanas, as contrações chegaram. No momento em que ligou pro médico, a bolsa estourou e a dor aumentou.
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Ele pediu que ela fosse ao hospital, contudo ela foi, com muita aflição, pro banheiro, ligou o chuveiro e ficou lá (a água quente é um ótimo calmante pra das dores das contrações). Ela conta: “Meu marido ligou para o obstetra, pro pediatra e eles foram pra minha casa. O obstetra me examinou e eu estava com dilatação total, pediu toalhas, ia fazer o parto no banheiro mesmo. Só que meu marido chamou uma ambulância, eles chegaram e não esperaram a piá nascer, quiseram me conduzir pro hospital.
Foi uma loucura, eu mal conseguia me revirar, com muito gasto me colocaram pela cadeira de rodas e me levaram para a ambulância. Cheguei no hospital às 20h, Isabela nasceu às 20h15. No total, foi um hora e 15 minutos de trabalho de parto. E ela tinha que nascer ligeiro, pelo motivo de os batimentos estavam caindo e já tinha feito mecônio.
Nasceu, veio direto para os meus braços, nem sequer chorou, ficou me olhando, logo mamou e ficou grudada no peito por vinte e quatro horas. Não tomou banho, só no dia seguinte. Foi belo, transformador e curou a ferida que tanto sangrou do primeiro parto. Ter uma equipe que te apoia é imprescindível. É importante crer que queremos parir e que bebês sabem nascer”. A história de Janaina Iacomo (SP), 38, tem um intervalo de dez anos. Ela teve o primeiro filho aos vinte e oito anos numa cesárea nunca desejada. Ao espiar os 10 anos passados, Janaína sabe que o casamento mau e o momento que vivia, muito quebrável, contribuíram pra que ela terminasse numa cesárea.
Seu primeiro filho nasceu com o pescoço meio torto, como se estivesse impossibilitado de se revirar no útero. Apesar de o neonatologista da maternidade ter explicado que essa condição era passageira, para Janaína era mais uma explicação para a operação: o fedelho não conseguira se encaixar e desta maneira ela não entrara em trabalho de parto. 8 anos depois, um novo casamento e outra gestação, Janaína se preparou. Imediatamente mais potente e inteira, procurei uma médica que fosse do time dos partos naturais.
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