O Niver De SP E A Programação Alternativa Pro Feriadão (e Mais
Eu sou homem e entendo. Todo homem entende. Não responda que não entende do que elas estão postando. Você sabe muito bem. Nós sabemos. Elas não estão loucas. Não são histéricas. Olha os detalhes da ferocidade. Os números gritam. Elas bem como. A cultura machista (em mim, em você) agoniza. Nós precisamos ser melhores, sim, respondi a um camarada, conversando sobre a dúvida feminista. Todos gostam de afeto e sexo, mas não é disso que se trata.
Afinal, eu e você sabemos muito bem o quanto pisamos na bola. Ele sorriu, nervoso, de canto de boca. Nosso perdão envergonhado e quase mudo começa a se ouvir. Nós sabemos, meninas. Desculpem, desculpem… Nós sempre soubemos de tudo! Ouça o que elas estão descrevendo nesses clipes. Homens: não digam que não sabem, que não se reconhecem em nada disso. Vamos estudar com elas. Você aí, homem como eu, meu semelhante, meu colega.
- Robôs ganham novos formatos e estão cada vez mais inteligentes
- 1 xícara de queijo parmesão ralado
- cinco Madara Uchiha
- 31 Patins, pra Mim? e Pega com finalidade de Mim? Vinte de novembro de 2017
Escute nesse lugar, meu querido, não se faça de desentendido, não finja que não é contigo. Abra os olhos, os braços, a cabeça. E as receba. Destape seus ouvidos, ouça as queixas e perceba: elas estão agindo, reagindo, se insurgindo. As velhas estruturas estão ruindo. Um novo universo vem surgindo. E é melhor. Não ignore, não deboche, não seja mais o ‘macho escroto branco a toda a hora no comando’. Homens, nós sabemos super bem do que elas estão comentando. Cá entre nós: nós sabemos!
Nós sabemos muitíssimo bem do que elas estão citando. Nós sabemos super bem ‘de tudo’ o que elas estão falando. Homens, sejamos homens: nós sabemos muito bem tudo o que sempre fizemos (tão normal e naturalmente) de mal. Sabemos que elas têm justificativa do que dizem sobre nós. Nãopoetizeomachismo. É uma tomada de atitude de mulheres que sofreram abusos e discriminações em saraus, slams, batalhas de mcs e em muitos espaços culturais. Entrem pela página, leiam os relatos e vejam imagens das membros (a imagem acima, da capa da página, é de Ariane Sartori).
Isso não é a respeito da obra dos homens. É sobre o quanto uma frase em uma obra pode nos depreciar. Poderá nos fazer mal. Pode cancelar nossa guerra. Podes nos deslegitimar. É a respeito nós. É sobre isso como nos sentimentos diante de obras aplaudidas e ovacionadas, mas que nos machucam e ferem. Que nos agridem. É sobre o assunto agressões.
E não se engane. Isto não é um campeonato de opressão. E nem um jogo para ver quem sinaliza mais o dedo. Isto não é sobre isto ódio - mesmo que muitas vezes ele transborde, por tudo que somos obrigadas a viver e sofrer - tampouco sobre exposição. Isso não é sobre isto moral - se temos ou não (moral) para discursar a respeito de tal macho que nos violou. Isto é sobre nossos direitos.
Tão básicos quanto os de qualquer homem: respeito. Respeito pelo que pensamos. Através do nosso corpo. Pelo que poetizamos. Que militam causas primordiais para o nosso público. Que bradam isto nos microfones, nos poemas impressos. Oralmente e no impresso. Que nos realizam acreditar num mundo melhor. Homens que leem nossos relatos. Nossas estatísticas. Eles sabem que o feminismo nunca matou ninguém, contudo que o machismo mata diariamente. Eles que vão aos nossos saraus feitos exclusivamente pras mulheres.
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