O Niver De SP E A Programação Alternativa Para o Feriadão (e Mais


Eu sou homem e imagino. Todo homem entende. Não responda que não entende do que elas estão explicando. Você sabe super bem. Nós sabemos.is?rl55sw9Fz9SOtW8YVF8IL5dyXQmhi2V4FLPa0amCzRU&height=160 Elas não estão loucas. Não são histéricas. Olha os detalhes da brutalidade. Os números gritam. Elas assim como. A cultura machista (em mim, em você) agoniza. Nós necessitamos ser melhores, sim, respondi a um colega, conversando a respeito da questão feminista. Todos gostam de amor e sexo, todavia não é disso que se trata.



Afinal, eu e você sabemos muito bem o quanto pisamos na bola. Ele sorriu, nervoso, de canto de boca. Nosso perdão envergonhado e quase mudo começa a se ouvir. Nós sabemos, crianças. Desculpem, desculpem… Nós a todo o momento soubemos de tudo! Ouça o que elas estão compartilhando nesses clipes. Homens: não digam que não sabem, que não se reconhecem em nada disso. Vamos entender com elas. Você aí, homem como eu, meu aproximado, meu comparsa.




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Escute neste local, meu querido, não se faça de desentendido, não finja que não é com você. Abra os olhos, os braços, a cabeça. E as receba. Destape seus ouvidos, ouça as queixas e perceba: elas estão agindo, reagindo, se insurgindo. As velhas estruturas estão ruindo. Um novo universo vem surgindo. E é melhor. Não ignore, não deboche, não seja mais o ‘macho escroto branco sempre no comando’.is?P2GMqrljpJRjB-hXz7IHVjZwN4WgaWtBdJSIJvkr0TQ&height=200 Homens, nós sabemos super bem do que elas estão explicando. Cá entre nós: nós sabemos!



Nós sabemos muitíssimo bem do que elas estão descrevendo. Nós sabemos muito bem ‘de tudo’ o que elas estão falando. Homens, sejamos homens: nós sabemos super bem tudo o que sempre fizemos (tão normal e naturalmente) de mal. Sabemos que elas têm justificativa do que dizem sobre isto nós. Nãopoetizeomachismo. É uma tomada de atitude de mulheres que sofreram abusos e discriminações em saraus, slams, competições de mcs e em abundantes espaços culturais. Entrem na página, leiam os relatos e vejam fotos das membros (a foto acima, da capa da página, é de Ariane Sartori).



Isto não é a respeito da obra dos homens. É sobre o quanto uma frase numa obra pode nos depreciar. Poderá nos fazer mal. Poderá invalidar nossa guerra. Podes nos deslegitimar. É sobre o assunto nós. É sobre isso como nos sentimentos diante de obras aplaudidas e ovacionadas, mas que nos machucam e ferem. Que nos agridem. É sobre o assunto agressões.



E não se engane. Isso não é um campeonato de opressão. E nem ao menos um jogo para observar quem indica mais o dedo. Isto não é sobre isto ódio - a despeito de várias vezes ele transborde, por tudo que somos obrigadas a viver e sofrer - tampouco a respeito exibição. Isto não é sobre isso moral - se temos ou não (moral) para expor sobre tal macho que nos violou. Isto é a respeito nossos direitos.



Tão básicos quanto os de qualquer homem: respeito. Respeito pelo que pensamos. Pelo nosso corpo. Pelo que poetizamos. Que militam causas significativas para o nosso público. Que bradam isto nos microfones, nos poemas impressos. Oralmente e no impresso. Que nos realizam crer num mundo melhor. Homens que leem nossos relatos. Nossas estatísticas. Eles sabem que o feminismo nunca matou ninguém, no entanto que o machismo mata diariamente. Eles que vão aos nossos saraus feitos exclusivamente pras mulheres.