O Mistério Do Teletransporte


No ano passado um físico austríaco conseguiu fazer um fóton falar com outro a distância e comprovou que o teletransporte é possível.is?7hjvSAijOBb2AEXxAdZ4UondKv5fbb5HPNJ_LTeKilc&height=220 O truque foi utilizar um misterioso dispositivo - conhecido como entrelaçamento - que liga partículas de claridade. Empreenda aqui esse enigma, que tira o sono dos cientistas. Você com certeza já enfrentou uma espera interminável num aeroporto e sentiu desejo de sumir dali e reaparecer no lugar pra onde pretende ir. Entretanto não desanime. O teletransporte de imediato obtido por Zeilinger e Martini é uma assombrosa proeza.



Em poucas expressões, o que eles conseguiram foi transferir a inclinação de um fóton, a partícula subatômica de claridade, pra outro situado a alguns metros do primeiro. Foi mais ou menos como transportar a rotação de um pião para outro pião no quarto ao lado sem que eles se tocassem.



É exótico, no entanto não chega a ser complicado. Para começar, um fóton é produzido por uma lâmpada fraca (encontre no infográfico ao lado). Logo depois, a partícula é jogada contra um cristal que a divide ao meio, desenvolvendo dois fótons gêmeos. E aqui entra o mistério do entrelaçamento. Por terem sido criadas ao mesmo tempo, alguma potência enigmática faz com que as partículas fiquem ligadas para todo o sempre por uma lei inflexível: se uma deita para a esquerda, a outra no mesmo instante tomba pra direita e vice-versa.



A partir daí tudo fica fácil. Mesmo se as partículas estiverem separadas por milhares de quilômetros, quando se aplica certa energia a uma delas, esta se inclina numa direção e a outra, automatica e instantaneamente, cai pro lado oposto. Ou seja: a inclinação viaja, é teletransportada de um fóton para outro.




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Ninguém entende esclarecer como isso ocorre. Todavia ocorre. "De alguma forma, misturar em uma partícula perturba a outra", declara o físico experimental Paulo Henrique Souto Ribeiro, que procura o tópico na Faculdade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sonhe que este cachorro é um fóton, um átomo de claridade. É inexplicável. Átomos de claridade fabricados ao mesmo tempo comunicam-se de modo intrigante.



No momento em que você mexe em um deles neste local, o irmão gêmeo responde lá longínquo. E ninguém sabe como isto ocorre. Para conseguir teletransportar a mancha do cachorro-fóton da página anterior para o da página sessenta e um, Zeilinger precisou determinar certas condições. Em primeiro lugar, os shar-peis têm que ser gêmeos, pra ficarem para sempre ligados. Em segundo local, eles não podem ter manchas ao nascer.



Elas só irão mostrar-se quando o pesquisador misturar com um dos cachorros. Pra realizar a experiência, Zeilinger fica com um cão e manda o outro pra um canil longe.is?7hjvSAijOBb2AEXxAdZ4UondKv5fbb5HPNJ_LTeKilc&height=220 O entrelaçamento entre as partículas de iluminação pode ser usado como um código para se enviar mensagens perfeitas. Ou, deste modo, para aperfeiçoar o desempenho de novos tipos de micro computador.



Mesmo não sendo interpretado com toda clareza, o teletransporte precisará, nos próximos anos, tornar-se uma ferramenta de extenso utilidade em imensas inovações que neste instante estão sendo criadas em laboratórios do mundo todo. O pretexto é que a rotação dos fótons - e outras propriedades, como a inclinação dessas partículas - podes ser utilizada como um código aproximado com o que se emprega nos pcs atuais. Basta convencionar que, se um fóton gira pra direita (como os ponteiros do relógio) isto ou melhor sim. Se ele rodopia pra esquerda, significa não.



A partir daí, não é trabalhoso sonhar que, com um grande número de fótons, fornece para digitar mensagens de qualquer tipo. Portanto, é só teletransportar as rotações entre fótons distantes e estará gerado um meio de intercomunicação de rapidez e precisão impressionantes. A extenso vantagem desse sistema é que ele será imune a erros de transmissão já que, durante o teletransporte, as rotações não sofrem interferência, como as que ocorrem no rádio, na televisão e no telefone. Outra tecnologia promissora são os computadores quânticos, nos quais os transístores vão tornar-se quase tão pequenos quanto átomos (que são dez milhões de vezes menores que 1 milímetro).



Máquinas nesse tipo realizam cálculos a uma velocidade incrivelmente maior do que as existentes. Elas não surgiram ainda, mas neste momento há protótipos experimentais sendo testados em imensos universidades dos Estados unidos e da Europa. Com a ajuda do teletransporte, esses aparelhos poderão tornar-se ainda mais garantidos, acredita o especialista Charles Bennet, da IBM, que, em 1992, lançou as bases teóricas da locomoção instantânea.