O Mistério Da Erva Romana Mais Valiosa Que O Ouro

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Diversos e vários anos atrás, na antiga colônia grega de Cirene, havia uma erva chamada silphium. Não parecia nada especial para que pessoas a olhasse, contudo tua seiva, e também perfumada e saborosa, tinha utilidades práticas. E silphium por vezes valia mais que ouro no mercado. Passaríamos páginas por aqui comentando seus usos. Seu caule era comestível, como essa de suas raízes, geralmente servidas como um petisco marinado em vinagre. Cozida próximo com lentilhas, a erva atuava como conservante.



E criadores de carneiros e ovelhas obtinham carne mais macia se alimentassem seus animais com silphium. Tuas flores amarelas eram matéria-prima pra perfumes, ao passo que a seiva, depois de desidratada, podia ser ralada para conceder tempero a pratos como flamingo grelhado, por exemplo. O condimento, conhecido como "laser", era fundamental pela alta cozinha do Império Romano.



A erva tinha ainda aplicações médicas e era usada pra uma série de condições, de hemorroidas a mordidas de cães. No final das contas, silphium era benéfico no quarto: além de afrodisíaco, a erva poderá ter sido um dos primeiros métodos anticoncepcionais por teu potencial de "purgar o útero". Há historiadores que dizem que o formato de coração de suas raízes poderá ser uma das origens de nossa agregação do romance com o símbolo.



E os romanos amavam em tal grau a silphium que faziam fonte a erva em poemas e canções, eternizando-a bem como na sua literatura. Por séculos, soberanos detinham o monopólio a respeito da planta. Isto fez de Cirene, localizada onde hoje fica a cidade líbia de Shahhat, um dos lugares mais ricos da África. A erva era representada até no dinheiro usada pelos locais. O famoso imperador romano Júlio César gostava em tal grau do silphium que chegou a armazenar mais de 680 kg da erva no Tesouro Romano. Todavia, a planta hoje não existe mais e só algumas imagens estilizadas e relatos de naturalistas permanecem. Deste jeito, a verdadeira identidade da erva favorita dos romanos é um mistério. Para alguns historiadores, a planta foi extinta, contudo outros especialistas acham que ela ainda podes haver no Mediterrâneo como uma variante. E podemos levar a erva de volta?



Reza a lenda que a silphium foi descoberta depois de uma imensa tempestade na costa leste da Líbia, há mais de dois,5 mil anos. A partir dali, a erva teria se espalhado pela localidade, crescendo de modo abundante em colinas e planícies. Isso pode soar diferente, em razão de o norte da África não é muito conhecido por teu potencial agrário. Porém a região de que estamos comentando, conhecida pela antiguidade como Cirenaica, marcada por verdejantes planaltos, é conhecida na abundância de água.



Muitas partes hoje recebem 85 cm de água por ano, um índice de pluviosidade igual com o do Reino Unido. A localidade foi originalmente colonizada pelos gregos e anexada pelos romanos em torno de 96 a.C. - várias décadas depois, Cirene foi dada por Atenas a Roma. Quase de imediato, os estoques de silphium começaram a encurtar em um ritmo alarmante. Apenas 100 anos mais tarde, a erva tinha desaparecido - Plínio, um dos mais populares historiadores romanos, escreveu que mudas da erva eram sumariamente extraídas e enviadas de presente ao imperador Nero por volta dos anos cinquenta e seis a 84 d.C..







    • Cole a porção do porta-guardanapo e encaixe o guardanapo






    • O recinto desinsetizado deve permanecer ventilado por um momento mínimo de 60 minutos






    • Não castigue o animal






    • Extenso melhoria do sistema imunológico, digestão e funcionamento do intestino






    • três - IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS







O grande defeito é que a planta é o que se pode chamar de temperamental: só crescia em Cirenaica e ocupava uma área total de 201 km de comprimento por quarenta km de largura. Por mais avançadas que fossem pra data, as civilizações grega e romana não conseguiram reproduzir a silphium em algumas regiões. Em vez disso, a erva era colhida em sua maneira silvestre, e se bem que houvesse controle rigoroso da extração, havia um próspero mercado negro para o objeto. A seiva ressecada, a título de exemplo, era comercializada por traficantes nas ruas a preços exorbitantes. E não improvavelmente os fregueses levavam "gato por lebre", adquirindo sem saber a "assa-fétida", um tempero popular na Índia e popular pelo seu odor sulfuroso - e que os romanos acabaram levando em conta um subcessor razoável pra silphium.



Traficantes assim como "malhavam" a erva, misturando-a a mostarda e algumas plantas como o zimbro - mais popular hoje por teu papel pela preparação do gin. Todavia porque o silphium não podia ser cultivado? Mesmo um dos mais conhecidos botânicos da antiguidade, Teofrasto, não conseguiu explicar a justificativa. Não adiantou tua amizade com Aristóteles - que e também filósofo é o pai da Biologia. Porém Teofrasto pelo menos observou qualquer coisa importante: as plantas tendiam a crescer melhor em terras escavadas um ano antes. Há algumas razões que conseguem esclarecer isso. Monique Simmonds, vice-diretora de Ciências de Kew Gardens, o principal jardim botânico do Reino Unido. Ela cita como modelo as papoulas. Uma única planta pode fornecer até 60 1000 sementes, todavia elas precisam ser expostas à claridade para germinar. Sem isso, só ficarão na terra até que sejam comidas ou apodreçam.



Por isso, papoulas vingam em solos "conturbados", em que a claridade pode invadir fendas no solo. No entanto há outras explicações - e o melhor território para procurar pistas talvez seja outra planta que desafia fazendeiros: o mirtilo tipo huckleberry. Nos Estados unidos, centenas de milhares de pessoas anualmente invadem os parques nacionais com cestas em punho em procura de uma fruta cobiçadíssima em torno do mundo - e nem ao menos possíveis encontros com ursos desanimam a turma.



As frutas avermelhadas - ao contrário do mirtilo azul mais comum - realizam quota de geleias, molhos, tortas, sorvetes, drinques alcoólicos e até curries. E, todos os anos, a busca é superior à oferta, que não há uma única fazenda de huckleberries na América do Norte. Colonizadores europeus bem que tentaram trazer a fruta, entretanto falharam.