O Futebol Tem Uma Carga De Autoritarismo Grande, Diz Micale

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O baiano Rogério Micale entrou para a história do futebol brasileiro ao comandar a seleção pela conquista da medalha de ouro inédita nos Jogos Olímpicos do Rio. Cinco meses depois, ele admite que a existência não é mais a mesma, todavia continua "passeando com teu cachorro". Responsável pelo armar um time ofensivo nos Jogos do Rio, ele anunciou que vai repetir o esquema de 4 atacantes no Sul-Americano sub-vinte.



O campeonado, que classifica quatro seleções pro Mundial da Coreia do Sul, será a sua próxima tarefa. A competição começa na quarta (dezoito, no Equador. Folha - Você começou o ano como desconhecido e obteve um título inédito pro Brasil. Rogério Micale - A minha história é intrigante.




  1. Cabeça amplo e redonda; crânio largo

  2. 272 "Vegetto é absorvido." Um problema que podes sair caro vince e seis de Julho de 1995

  3. um copo de leite integral de caixinha

  4. 13 "Japão" 2014



Sou como cada outro brasileiro, que trabalha, se dedica, é apaixonado pelo que faz. Me sinto vocacionado pra ser treinador de futebol. Que isto sirva de inspiração. Que possamos iniciar um ano novo batalhando. Imagino que está muito custoso. Acho que queremos variar a realidade com trabalho, persistência e preparo. Como é a existência depois da Olimpíada?



Mantive a simplicidade, no entanto é lógico que não tem sido a mesma coisa. O afeto das pessoas é muito interessante. Os mais velhos se identificam muito, me abraçam. Acho que é na batalha, pelas opiniões, por ter me superado. Mas a vida voltou ao normal. Continuo andando com o meu cachorro. Qual a amplo lição que a Olimpíada lhe deu? Que o relacionamento humano é muito primordial. Tem muito tabu no meio de futebol.



Tem uma carga de autoritarismo muito extenso. O treinador manda e os outros obedecem. Estamos diante de uma nova fase de liderança, de dividir a responsabilidade. Todos fazem quota das decisões. Conto com uma comissão técnica multidisciplinar. Todos podem opinar a favor daquela circunstância. O jogador faz quota disso. É ele que exerce no campo. Até na comemoração o grupo fez questão de estar junto. Todos foram pro hotel e comemoramos juntos. Como foi a participação do Neymar naquele time? Ele foi excepcional. Talvez nunca mais visualize o Neymar para trabalhar. Conversávamos muito sobre o assunto futebol e outras coisas.



Ele trabalha em uma das maiores escolas do futebol mundial e tem muito a favorecer em termos de conteúdo. Conte qualquer toque que o Neymar te deu na Rio-2016. Um toque que ele me deu foi antes do jogo contra Honduras. Eles jogavam com uma linha de cinco defensiva e estava estudando em meu quadro uma forma de sobrepor essas linhas do rival. O Neymar argumentou que, no Barcelona, no momento em que enfrenta um inimigo assim, o time abria uma linha de três ou quatro. Ali desenvolvi um plano B pro jogo, que, na verdade, não precisou ser adotado. Ele fez o primeiro gol com quatrorze segundos.



Você escalou um time com quatro atacantes, alguma coisa incomum. Fui denominado como demente. O futebol que se joga no Brasil não é o que se joga fora. Carecemos nos encaixar pra não sofrer. A resposta com quatro atacantes foi boa. Tínhamos um time com jogadores ofensivos. Os outros bem como sabiam jogar. Tínhamos o Renato Augusto, o Marquinhos, o Rodrigo Caio.