O Dia Em Que Meu Cachorro Virou Jantar Na China
Na semana passada, em torno de dez 1 mil cachorros e incontáveis gatos foram falecidos num festival anual no sudoeste da China para celebrar o dia mais comprido do ano. Contudo pra similar da BBC em Hong Kong Juliana Liu foi uma lembrança de um dos dias mais traumáticos de sua infância, na cidade chinesa de Changsha. No momento em que eu tinha três anos, após passar meses implorando aos meus pais, eles enfim me deram um cachorrinho.
Aquele dia em que meu tio, um caminhoneiro, trouxe um vira-lata amarelo da distante casa da minha vó, foi o mais feliz da minha até desta forma curta existência. Eu o chamei de "Cãozinho". Prontamente, nos tornamos inseparáveis. Como filha única nascida em 1979 no início da política chinesa de um só filho, eu sempre fui sozinha e Cãozinho ficou meu melhor comparsa. Ele amava correr pra fora do nosso apartamento de um quarto, devorando cada sobra de arroz.
- Um - Não compre por impulso. O cachorro é um ser vivo, não um material
- cinco O crocodilo na mitologia egípcia
- Condicionador sempre
- Iluina dos reis tavares falou: Trinta e um/01/doze ás 13:42
- 01 "Mônica e Cebolinha no Universo de Romeu e Julieta" 24 de dezembro de 1978
- 80 26 (Especial de Aniversário) "Mauricio oitenta" vinte e sete de outubro de 2015
- Frase adocicado e sorridente
No entanto esses dias felizes não duraram muito. Depois de só um inverno, meus pais me disseram que Cãozinho tinha que deslocar-se embora. Em cidades chinesas no início dos anos 1980, ter um animal de estimação era considerado um modo altamente indesejável, burguês. Nenhum dos meus vizinhos tinha um. E também não era totalmente ótimo. Não havia nenhum acesso a vacinas animais ou veterinários e, deste jeito, esses animais poderiam representar um traço à saúde pública. Um dia, minha mãe disse que iríamos fazer compras - e, quando voltamos novas horas depois, Cãozinho não existia mais.
Ele havia sido pendurado pelas pernas no nosso quintal comunal e se transformado num ensopado. Ninguém prestou atenção nas minhas lágrimas. Ouvi os vizinhos dizerem que logo eu esqueceria tudo isto. Eles estavam em festa. Nos anos que antecederam o boom econômico da China, quando pequenas porções de comida ainda eram racionadas, era inusitado ter a chance de consumir um animal inteiro.
Recusei-me a consumir o cozido - e eu nunca comi cachorro na vida. Na China, a tradição de consumir cachorro vai além da história escrita. Por outro lado, não é o tipo de coisa que as pessoas comem todos os dias. É uma especiaria, e acredita-se que dá potência, vigor e virilidade a quem a come. Por volta de 716 milhões porcos e quarenta e oito milhões de bovinos são abatidos no povo por ano.
O número de cães abatidos é bem menor - um grupo de direitos de animais calcula o número em em torno de 10 milhões. Entretanto de onde vêm estes cães? Uma investigação de 4 anos sobre a indústria de carne de cachorro pelo grupo Animals Asia concluiu que a maioria dos cães consumidos na China são roubados. Havia muito menos barracas que vendiam carne de gato e cão no festival de Yulin por este ano do que em 2014, citou ele. Em 2014, ativistas de direitos dos animais interceptaram 18 caminhões que transportavam cães destinados a alimentação, convertendo no resgate de em torno de oito mil animais, citou ele. Li relaciona a ascensão do ativismo de proteção animal pela China ao ano de 2011, no momento em que, na primeira vez na história, mais pessoas viviam em cidades do que no campo no povo.
Moradores urbanos, diz ele, vêem cães e gatos mais como animais de estimação, e não como animais de serviço - cães de guarda, como por exemplo - ou referências de carne. Em maio, em uma visita a Shanghai, vi uma cena que me encantou. Sempre que caminhava, parei uma jovem turista chamada Yang Yang, que levava seu anão cãozinho junto ao peito - da mesma maneira que eu levo meu guri "humano".
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