O Casal De Cientistas Brasileiros Que Se Destaca Pela Briga Contra A Malária
RESUMO Ruth e Victor Nussenzweig, oitenta e oito, ela, parasitologista, ele, imunologista, desenvolveram estudo-chave pra geração de uma vacina contra a malária a ser testada em breve. Radicados em NY há mais de 50 anos (a contragosto, segundo dizem), lembram realizações e dissabores da existência dedicada à ciência. Diante do chiste, tua mulher, Ruth Nussenzweig, oitenta e oito, a maior responsável por uma descoberta fundamental sobre a malária, limita-se a erguer as sobrancelhas.
A discussão acontece no apartamento do casal na avenida Bleecker, em Nova York. É nos Estados unidos que, há meio século, eles dão vazão ao furor científico que Victor compara à pulsão sexual. O Brasil, apesar da distância, está a toda a hora presente naquela moradia. Nas paredes, com quadros primitivistas como os do pintor Agostinho Batista de Freitas (1927-noventa e sete). Mas também nos traumas da ditadura e nos estudos sobre isso doença de Chagas e leishmaniose. No decorrer de duas horas de entrevista, os vermes, mosquitos e micróbios do gênero Plasmodium que ocuparam o centro da existência profissional dos Nussenzweigs são esconjurados com frequência.
Causador da malária, o parasita infectou em 2015 estimados 212 milhões de pessoas no universo e matou 429 mil, a maioria garotas da África. Victor, recorrendo ao acrônimo que dispensaria em outros momentos da conversa, no momento em que a cuidadora Esmeralda não estava na sala ampla do prédio de apartamentos da Escola de Nova York (NYU).
O imunologista se referia ao fato de a fêmea do anofelino depender de proteínas do sangue de mamíferos pra amadurecer seus ovos. Ruth, a menos falante do casal, respira com alguma contrariedade e compensa a ênfase minguante nas frases com um ligeiro arregalar dos olhos claros, intensos. A pesquisa de 1967 usou camundongos e a pluralidade Plasmodium berghei do parasita, que provoca malária em roedores.
- Alex citou
- As necessidades das pessoas que visitam o abrigo
- 131 quinze "Aranhinha I" 5 de julho de 2017
- Dravinia (conversa) 16h30min de 17 de abril de 2017 (UTC)
- Apelido para estagiário que faz de tudo quando entra pela firma
- O cão demonstra-se nitidamente relutante em ser tocado
- O mistério da homossexualidade em animais
- seis Receção seis.Um Audiências
Pela maioria dos casos, seres humanos caem doentes com P. falciparum e P. vivax, que chegam ao sangue a partir de picadas de mosquitos do gênero Anopheles e se instalam no fígado da pessoa, onde amadurecem e se reproduzem. Inconfundíveis da malária, também chamada de impaludismo e maleita, são os acessos de calafrios seguidos de volumoso suor.
A espécie mais perigosa para humanos é o P. falciparum, que predomina na África, onde ocorrem 90 por cento dos casos e 92% das mortes registradas no universo. No Brasil, o mais comum é o P. vivax, causador de uma infecção mais benigna, recorrente na localidade amazônica. Em 2016, notificaram-se no povo 129 1000 casos (0,06% do total mundial), uma diminuição de setenta e sete por cento na comparação com 2006, e apenas trinta e quatro mortes (0,08% da cifra global).
O experimento de Ruth com roedores marcou o ponto de partida para a duradoura pesquisa de uma vacina. Até sendo assim, acreditava-se que a imunização talvez fosse inadmissível, uma vez que as pessoas afetadas não adquiriam defesa contra a doença, mesmo depois de repetidos capítulos. Só nesta ocasião a pesquisa veio a ceder frutos, e não de todo maduros. O mais avançado deles, desenvolvido por intermédio do serviço dos Nussenzweigs e batizado de Mosquirix pela farmacêutica Glaxo SmithKline (GSK), será testado em larga escala a partir do ano que vem em três países africanos: Gana, Maláui e Quênia.
A Mosquirix, também conhecida como RTS,S, não é a vacina dos sonhos de ninguém. A taxa de imunização entre gurias é de 36 por cento, 4 anos depois da injeção. Neste momento se trata de mostrar que o mesmo grau de proteção pode ser alcançado nas condições reais dos serviços de saúde africanos. Parece muito dinheiro pra uma vacina de baixa eficiência.
Aplicada em massa na África, a RTS,S poderia em começo evitar até um terço das mortes de moças por malária -dezenas de milhares, talvez até uma centena. Um feito que poderia chamar a atenção do comitê do Nobel em Medicina. Michel Nussenzweig, sessenta e dois, professor titular da Escola Rockefeller e também associado da Academia de Ciências dos Estados unidos (leia texto a respeito ele ). O clã Nussenzweig é uma usina de cientistas. Em que pese a letra divergente no sobrenome, o físico Herch Moysés Nussenzveig, da Faculdade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é irmão de Victor e, como esse e Ruth, integrante da Academia Brasileira de Ciências. Paulo Nussenzveig, físico da USP, é sobrinho do casal.
Replies