Nuno Leal Maia Lembra Carreira Em Campo E Dá Palpites Sobre Novos Rumos Do Futebol


O talento de Nuno Leal Maia não ficou restringido aos seus trabalhos no teatro e pela tv. Além de se evidenciar em personagens como o professor Fábio de "A Gata Comeu", o Gaspar Kundera de "Top Model", e o Professor Pasqualete de "Malhação", o ator lidou assim como com as numerosas faces do futebol.



Estou manso. Mais no mar, meu negócio já é nadar. Não sou mais de ter essa "bala" toda, acho trabalhoso voltar ao futebol - lembra o ator, que participou há pouco tempo da série "Juacas", da Disney Channel, que será muito em breve reexibida pelo SBT. Em entrevista ao LANCE! Nuno Leal Maia fornece palpites sobre a Seleção Brasileira e o futebol mundial. Com a autoridade de quem neste momento esteve em campo próximo a grandes craques, entretanto não se tornou profissional.



Joguei no juvenil e também no máster. Na data de juvenil, eu fazia muita musculação e desse modo era muito "pesado". Como eu jogava pela lateral esquerda e necessitava marcar, pra mim era muito difícil. Eu era a "estrada Nuno Leal Maia" (risos), dessa forma não virei profissional, e finalizei indo pro teatro.







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Inclusive, lá eu reencontrei com o Clodoaldo, que foi meu colega no juvenil. Após a frustração como atleta profissional, Nuno Leal Maia cursou Escola de Artes e Intercomunicação pela USP, teve teu primeiro papel pela tv em "Estúpido Cupido", na Rede Globo, e ganhou sucesso anos depois como protagonista em "A Gata Comeu".



Curiosamente, ele reencontrou-se com o futebol na dramaturgia: interpretou o jogador de futebol Bertazzo, na novela "Vereda Tropical", em 1984, e o protagonista fez um teste no Santos, teu clube de coração. E com certo a "contracenar" com Serginho Chulapa. Na "existência real", o primeiro reencontro com o futebol ocorreu em 1988, e por causa um protagonista. Foi pelo motivo de eu fazia um bicheiro numa novela (Tony Carrado, pela novela "Mandala"), e lá no Bangu estavam o Castor (de Andrade) e o Carlinhos Maracanã. Porém, na realidade, no Bangu eu ficava mais com o Neco, que era diretor. Eles gostavam de expor como um "bicheiro", não era eu quem decidia as contratações, como por exemplo. Depois da passagem pela equipe banguense, retomou sua trajetória como ator e destacou-se em novelas como "Top Model" e "Vamp".



Em 1993, veio sua primeira chance como treinador, pra comandar o São Cristóvão. Um colega meu do time de artistas acabou me levando pra comandar o São Cristóvão. Cheguei a armar o time, no momento em que começou a permanecer encorpado, abundantes jogadores tinham saído do clube. Fui perguntar pra diretoria, e eles me disseram que os caras tinham ido para o Vasco. O clube era mais uma "barriga de aluguel", vinha a todo o momento gente do Vasco, e a diretoria dialogou que só tinha interesse em contratar meia dúzia.



No ano seguinte, aceitou o convite do Botafogo-PB. Dado que é, levei o Romeu Evaristo para lá, porém foi muito complicado. Quando ele ia para a arquibancada, ficava me detonando, me criticando, só funcionava quando a gente estava próximo, trocando ideia. Além disto, tinha aquele negócio, de diretor desejando se determinar, muita inveja, não deu muito certo - recordou, a respeito da equipe que ficou na terceira colocação do Campeonato Paraibano. Em 1996, Nuno Leal Maia comandou o Londrina (tendo Romeu Evaristo como favorecer) no Paranaense, em que encerrou em oitavo lugar.



Foi um serviço excelente. O presidente Marcelo Caldarelli era alguém divertido. A gente sabia que ele estava jogando do nosso lado. Isto é muito relevante. Contudo, sua rotina como ator chegou a lhe render incidentes. Eu estava terminando "História de Carinho", tinha as gravações da novela e, nos intervalos, eu treinava o Londrina. O pessoal da Globo ficou meio chateado com isso pela época.



Aí, no último jogo, no momento em que o Londrina de imediato estava desclassificado e eu tive de deslocar-se pro exterior exibir um programa, acabei de terminar não comandando a equipe. O desempenho satisfatório acabou rendendo um serviço no Matsubara. O dono do Matsubara (Sueo Matsubara) vendia todos os jogos. Íamos desafiar o Corinthians de Prudente, e não eu tinha jogador para eu treinar. Tinha sumido com os jogadores Ele tinha dado uma grana pra vender o jogo! Na atualidade, não entendo se tem isto. De perceber o ser humano, saber como personalidade, de ter um trabalho de grupo.