No momento em que Será Que Seremos Cidadãos?


Tem sarau para dedéu por esse findi. Residência Amarela, Artefatos Poéticos, Sarau pela Galeria. Sarau da Maria e o que vai rolar de melhor pela semana que ‘inicia’. Nordeste Psicodélico e Desconcertos de Poesia.is?qUCnVb_ug6u2ttryX60I27oLJ6TB0LgEZqhh6BXwrRY&height=199 Daniel Marques gritando: "eu irei ser feliz à beça! Sábado passado fez um frio danado em São Paulo, contudo tava quente o clima no Sarau da Maria. Fervia de arte, de música e poesia.



De gente contente. Teve Vasqs, Auá, Claire, Silvia Maria e Tarica. Teve homenagens ao vasto Luiz Melodia, teve Zé Modesto e Chero da Poesia, teve Deise & João Emilio, Vladinski & Cordeirovich. Teve o som excelente da Anna Bueno e teve o poeta Carnevalli declamando e simulando slam, como no MAP. Teve muita emoção dedicada à memória do Daniel Marques.




  1. Oito Identidade em outros países

  2. Maior tranquilidade no felino

  3. Oferecer alimentação adequada ao gerbo e utilizar bebedouros próprios pra ele

  4. 26/09/2011 às dez:54



Teve a estreia dos livros do Oswhaldo Rosa e a voz arrepiante da vasto Susie Mathias (teve abraços, risos e lágrimas minhas e deles dois). Teve uma roda de viola que eu nem lembro se acabou. Não entendo correto como aparececeu começou. Só sei que foi desse modo. Teve um sarau que ainda tá rolando em nós.



Em mim. Sem término. Neste local você acompanha como foi a festa de lado a lado das fotos pb de Moacir Barbosa. E Aqui, pelas lentes coloridas de Roberto Candido. Espalhei várias imagens deles pelo artigo e aproveito pra agradecer a amizade, o talento e a colaboração desses 2 grandes fotógrafos e amigos. Edvaldo Santana: poeta, músico e compositor, lançou pouco tempo atrás o álbum "Só Vou Surgir Mais Tarde".



Deise Capelozza é militante política, organizadora do Sarau da Maria e cantora. Há 4 anos, no reencontro dos amigos da Vila Maria para a estreia do Projeto "As Marés", de Paulo Barroso, Deise interpretou três canções, passando, desde dessa forma, a frequentar os saraus da cidade. Acompanhada pelo violonista João Emilio, retrata canções dos artistas da Vila Maria: Arnaldo Afonso, José Carlos Guerreiro, Jhose Cordeirovich, João Marques, Luis Afonso, Luis Ge e Rogerio Duran.



João Emilio é videomaker e músico. Filho de pai violonista, aos 7 anos de idade iniciou seus estudos pela Academia Brasileira de Música, cursando violão clássico. Pela década de oitenta estudou na Universidade Paulista de Música onde fez o curso de bacharel em Composição e Regência. O Sarau da Moradia Amarela, um dos melhores da cidade, é divulgado pelo poeta Akira Yamasaki, com o auxílio luxuoso de Luka Magalhães e Escobar Franelas.



Estarei lá pra curtir poesia, boa música e abraçar velhos amigos. O show mistura a sonoridade da música psicodélica com a da música popular de raiz nordestina, acrescentando guitarras lisérgicas, instrumentos indianos, percussões africanas, violas dos cantadores do sertão, pífanos e batuques do sincretismo religioso. Pra interpretar as canções pesquisadas por Ortinho e Junio Barreto (que também assina a direção musical) um time da pesada: China, Isaar e Zé da Flauta, além de Ortinho e Junio. Os vocalistas se alternam e se incorporam acompanhados na banda montada por Martin Martan (guitarra), Eder Rocha (bateria), Chicão (teclado), Marcelo Monteiro (flautas e sax), Estevan Sinkovitz (guitarra), Rafael Ferrari (pequeno) e Mestre Nico (percussão).



Pela Casa Natura Musical, à estrada Artur de Azevedo, 2134, em Pinheiros. Pela semana passada escrevi Aqui sobre a importância de uma Flip negra e feminina. Abrir espaço pra grandes autores, negros ou mulheres, não é favor nenhum. Temos que quebrar os regulamentos viciadas do clubinho branco e machista, sim. O preconceito existe e precisa ser combatido.



Postei o vídeo da história de Diva Guimarães, uma professora negra que pegou o microfone e foi a voz do público brasileiro oprimido em Paraty. Li (todavia acabei nem ao menos comentando) a respeito do depoimento de escritoras negras que se sentiram estranhas ao seguir edições anteriores da Flip. Era uma feira literária branca em uma cidade elitista e excludente. Os poucos pretos se sentiam espiados pelas ruas, observados com descaso.



O que esses pretos estão fazendo aqui? Repleta de negros, nas mesas e nas ruas, Paraty foi mais Brasil pela semana retrasada. Pelo menos, o Brasil que nós, defensores de direitos e oportunidades aproximados para todos, podemos que possa ser. Postei também a entrevista do rapper Criolo a Lázaro Ramos, soltando frases teoricamente sem significado, mas que nos tocam pela aflição que carregam e que não suportamos perceber. Nem ao menos queremos que ninguém sinta. Ninguém. Poderia ter debatido a respeito os posts absurdos que li, desmerecendo a verba solicitada pelas escolas de samba do Rio, num momento de grave decadência financeira. Incerteza provocada pelos políticos e poderosos, não pelo público, que continua trabalhando, tocando em frente e gerando riquezas (que o Estado não lhe retorna). O carnaval carioca começou marginal, com os sambistas perseguidos na polícia.



É um evento que os pretos excluídos e abandonados nas periferias de uma cidade maravilhosa transformaram pela maior festividade popular do planeta. Sabem o porquê da gente ler tantas matérias compartilhando que eles não merecem investimentos? Porque é assim sendo que funciona a tabela de prioridades do poder. O dinheiro do contribuinte, primeiro, deve alimentar a roda da riqueza deles, políticos e empresários que estão no poder desde Cabral (o Pedro Álvares, não o Sergio). No momento em que a pilhagem aos cofres públicos passa da conta e os obriga a ‘economizar’, eles diminuem um tanto tuas mordomias mais visíveis e fecham as torneiras por onde pingavam alguns trocados pra políticas públicas.