No momento em que Será Que Seremos Cidadãos?
Tem sarau com o objetivo de dedéu por este findi. Casa Amarela, Artefatos Poéticos, Sarau pela Galeria. Sarau da Maria e o que vai rolar de melhor pela semana que ‘inicia’. Nordeste Psicodélico e Desconcertos de Poesia. Daniel Marques gritando: "eu vou ser feliz à beça! Sábado passado fez um frio danado em São Paulo, contudo tava quente o clima no Sarau da Maria. Fervia de arte, de música e poesia.
De gente contente. Teve Vasqs, Auá, Claire, Silvia Maria e Tarica. Teve homenagens ao grande Luiz Melodia, teve Zé Modesto e Chero da Poesia, teve Deise & João Emilio, Vladinski & Cordeirovich. Teve o som parabéns da Anna Bueno e teve o poeta Carnevalli declamando e simulando slam, como no MAP.
- Inexistência de urinar (anúria)
- Olhos: ovais e azuis
- Dê ao gato um quarto pra escapulir e uma porta de gato
- 5 Modo e ecologia
- 3 - E as namoradinhas
- Ausência de vontade de brincar ou fazer coisas que antes gostava
- Brasil tem 15 corredores de conservação para animais selvagens; acesse parques
- 7 Aspectos culturais
Teve muita emoção dedicada à memória do Daniel Marques. Teve o lançamento dos livros do Oswhaldo Rosa e a voz arrepiante da amplo Susie Mathias (teve abraços, risos e lágrimas minhas e deles dois). Teve uma roda de viola que eu nem sequer lembro se acabou. Não entendo direito de que forma apareceu começou.
Só imagino que foi por isso. Teve um sarau que ainda tá rolando em nós. Em mim. Sem encerramento. Neste local você acompanha como foi a festa de um a outro lado das fotos pb de Moacir Barbosa. E Neste local, pelas lentes coloridas de Roberto Candido. Espalhei algumas fotos deles pelo artigo e aproveito pra agradecer a amizade, o talento e a colaboração desses 2 grandes fotógrafos e amigos.
Edvaldo Santana: poeta, músico e compositor, lançou recentemente o álbum "Só Irei Chegar Mais Tarde". Deise Capelozza é militante política, organizadora do Sarau da Maria e cantora. Há 4 anos, no reencontro dos amigos da Vila Maria para a estreia do Projeto "As Marés", de Paulo Barroso, Deise interpretou três canções, passando, desde pois, a frequentar os saraus da cidade. Acompanhada pelo violonista João Emilio, oferece canções dos artistas da Vila Maria: Arnaldo Afonso, José Carlos Guerreiro, Jhose Cordeirovich, João Marques, Luis Afonso, Luis Ge e Rogerio Duran.
João Emilio é videomaker e músico. Filho de pai violonista, aos 7 anos de idade iniciou seus estudos pela Academia Brasileira de Música, cursando violão clássico. Pela década de oitenta estudou pela Faculdade Paulista de Música onde fez o curso de bacharel em Composição e Regência. O Sarau da Casa Amarela, um dos melhores da cidade, é divulgado pelo poeta Akira Yamasaki, com o auxílio luxuoso de Luka Magalhães e Escobar Franelas.
Estarei lá pra curtir poesia, bacana música e abraçar velhos amigos. O show mistura a sonoridade da música psicodélica com a da música popular de raiz nordestina, acrescentando guitarras lisérgicas, instrumentos indianos, percussões africanas, violas dos cantadores do sertão, pífanos e batuques do sincretismo religioso. Pra interpretar as canções pesquisadas por Ortinho e Junio Barreto (que também assina a direção musical) um time da pesada: China, Isaar e Zé da Flauta, e também Ortinho e Junio. Os vocalistas se alternam e se integram acompanhados na banda montada por Martin Martan (guitarra), Eder Rocha (bateria), Chicão (teclado), Marcelo Monteiro (flautas e sax), Estevan Sinkovitz (guitarra), Rafael Ferrari (baixo) e Mestre Nico (percussão). Pela Moradia Natura Musical, à rodovia Artur de Azevedo, 2134, em Pinheiros.
Pela semana passada escrevi Aqui sobre a relevância de uma Flip negra e feminina. Abrir espaço para grandes autores, negros ou mulheres, não é favor nenhum. Devemos quebrar os critérios viciadas do clubinho branco e machista, sim. O preconceito existe e necessita ser combatido. Postei o vídeo da história de Diva Guimarães, uma professora negra que pegou o microfone e foi a voz do público brasileiro oprimido em Paraty. Li (porém finalizei nem ao menos compartilhando) sobre o depoimento de escritoras negras que se sentiram estranhas ao ver edições anteriores da Flip. Era uma feira literária branca em uma cidade elitista e excludente.
Os poucos pretos se sentiam espiados pelas ruas, observados com desprezo. O que esses pretos estão fazendo por aqui? Repleta de negros, nas mesas e nas ruas, Paraty foi mais Brasil na semana retrasada. Pelo menos, o Brasil que nós, defensores de direitos e oportunidades parecidos para todos, podemos que possa ser.
Postei também a entrevista do rapper Criolo a Lázaro Ramos, soltando frases teoricamente sem significado, todavia que nos tocam na agonia que carregam e que não suportamos notar. Nem sequer queremos que ninguém sinta. Ninguém. Poderia ter discutido sobre o assunto os posts absurdos que li, desmerecendo a verba solicitada pelas escolas de samba do Rio, num instante de grave incerteza financeira. Queda provocada pelos políticos e poderosos, não pelo povo, que continua trabalhando, tocando em frente e gerando riquezas (que o Estado não lhe retorna). O carnaval carioca começou marginal, com os sambistas perseguidos pela polícia. É um evento que os pretos excluídos e abandonados nas periferias de uma cidade maravilhosa transformaram na superior celebração popular do planeta. Sabem o porquê da gente ler tantas matérias postando que eles não merecem investimentos?
Por causa de é assim que funciona a relação de prioridades do poder. O dinheiro do contribuinte, primeiro, deve alimentar a roda da riqueza deles, políticos e empresários que estão no poder desde Cabral (o Pedro Álvares, não o Sergio). Quando a pilhagem aos cofres públicos passa da conta e os obriga a ‘economizar’, eles diminuem um pouco suas mordomias mais reconhecíveis e fecham as torneiras por onde pingavam alguns trocados pras políticas públicas. É mamata, dizem os sugadores profissionais das tetas nacionais.
No caso do carnaval, é óbvio que o investimento resulta em lucro. No entanto o lucro não pode ser pensado somente como financeiro. Um governante de visão tem que investir nosso dinheiro e imaginar no retorno indireto: social, afetivo, cultural e gerador de algumas probabilidades, sejam elas traduzidas por entretenimento, empregos ou busca.
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