Ney Latorraca: ‘Eu Não Queria Fazer ‘Vamp"
De hábitos simples, Ney Latorraca anda de metrô pelo Rio de Janeiro - foi dessa maneira que chegou para a entrevista no teatro Riachuelo, no centro da cidade. Sou muito popular. Sou um ator pop. Eu passo na Lagoa, falo com o mundo inteiro, faço selfie, protejo as minhas capivaras, só não amo que interrompam minha caminhada.
Lá eu vejo como as pessoas não esquecem meus protagonistas, me chamam de Vlad (da novela Vamp), Barbosa (Televisão Pirata), Quequé (Rabo de Saia)", diz, orgulhoso, o ator. Foi na casa de espetáculos que o ator obteve a equipe de Encontre para uma longa e divertida discussão. Vamp foi uma novela de vasto sucesso, marcou uma geração no começo dos anos 1990. Como foi fazer este personagem pela televisão?
Eu não queria fazer Vamp. Na realidade, o Victor Fasano é que faria o Vlad. Eu estava em cartaz com O Mistério de Irma Vap, em São Paulo, e achava que seria puxado. Sendo assim, a minha mãe sugeriu que eu fizesse uma participação de nove episódios. Fiz a primeira cena em frente ao teatro em São Paulo, era uma cena em que eu levantava os óculos. Na hora senti que não iriam ser só 9 episódios, aquilo ia conceder certo.
Consegui conciliar os 2. E foi quando começou a entrar dinheiro mesmo na minha vida. O que fez com este dinheiro? Consegui ceder um veículo com motorista pra minha mãe, gerei moradia para ela em tudo quanto foi território. Ela e o marido viajavam muito. Pra mim, era um alegria amparar. Batia o cansaço, entretanto eu não me importava. E o interessante é que eu conquistei o público que mais adoro e que é o mais difícil: as meninas. Conquistando as crianças, você vitória toda a família.
Era uma coisa natural, entretanto estudada. Pensava, "Vou sugerir isto para o Jorginho (Jorge Fernando, diretor da novela e do musical)", como a cena em que mordia a Natasha, protagonista da Claudia Ohana, em que troquei o "gostoso" por "gotoso" e ficou. As criancinhas amam isso, estes signos que você joga pro público, aprendi com o Antunes Filho.
- 14 "Um Episódio pra meus Bonequinhos" 09 de junho de 2004
- 01 Semana Um: Laura[vinte e quatro] Adaptação: Mário Cunha
- Focinheira de tecido ou nylon
- 2 Os Pais dois.1 Dona Luísa
- 8 Conservação 8.Um Cativeiro
- 37 Semana 8: Armando[60] Adaptação: Mário Cunha
- Gabriel disse: 11/02/doze ás 15:Vince e seis
EntretenimentoPor onde andam as moças e os adolescentes de ‘Vamp’? Como é transpor Vamp da televisão para o teatro, em forma de musical? Eu me sinto como um ator recém-formado. E é engraçado pelo motivo de, com a idade, você vai ficando mais responsável perante o público. Está sendo uma delícia trabalhar de novo com a Claudia Ohana, as cenas vêm à memória. Eu sempre faço o que aspiro. Desde no momento em que morava em Santos, mirava trabalhar com alguém ou fazer alguma peça e ia atrás. Acho que por ter visto meus pais terem aquela vidinha dificultoso de não ter o que consumir em moradia, ter só uma refeição, tudo muito carente, eu sempre quis mais.
Qual a importância de ressuscitar Vamp como um musical? A gravidade de transportar alegria, já que estamos precisando, e esse é um dom que é meu. É um dom que eu encontrei como ator, de trazer alegria. É uma chave que tenho, não é macete ou uma muleta. Eu vim com isto, faz porção de mim. Tem uma história que mostra bem esse meu lado. No momento em que a Cissa (Guimarães), perdeu o filho, o Rafael Mascarenhas (o jovem foi atropelado dentro de um túnel pela Gávea, no Rio de Janeiro, em 2010) fui levar empadinhas pra ela. Uma hora depois, a Cissa estava dando gargalhadas comigo. Quando eu cheguei em casa, pensei: "não agi direito, não era o instante de levá-la ao riso". Dessa maneira liguei pra ela e pedi desculpas, que aquele não era o momento pra esta finalidade. Ela me respondeu: "você não pode sonhar o bem que você me fez".
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