Micróbios: Eles Voltaram
Alguns andavam sumidos. Outros até pareciam estar controlado. No entanto eles nos enganaram e hoje matam cinquenta 000 indivíduos por dia por todo o planeta. Os cientistas estão tentando encontrar os erros do passado para resolver este caos. O médico americano Anthony Fauci ainda se lembra dos tempos de infância, no momento em que tinha a impressão de que para todo mal havia remédio.
Não é à toa, ele nasceu em 1940 e cresceu pela mesma época em que os antibióticos se construíram. Todo mundo achava que nunca mais veria pandemias como a da gripe espanhola no início do século", falou ele à SUPER. Por ironia do destino, Fauci se tornaria uma das maiores autoridades do universo em AIDS, doença provocada pelo imbatível HIV, um dos trinta novos agentes infecciosos isolados nas últimas duas décadas. E hoje ele bem como dirige o Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, órgão do governo dos EUA, povo onde a incidência de antigas e novas infecções cresceu 58 por cento de dez anos para cá. No todo o mundo, anualmente, cerca de trinta milhões de pessoas em torno do globo morrem em razão de foram contaminadas por vírus, bactérias ou protozoários perigosos. Esses males são a maior circunstância atual de mortalidade", explica Fauci.
Os cientistas costumam chamar as doenças conhecidas só por esse século de emergentes, sempre que aquelas que voltaram a afligir a humanidade depois de um grande período de trégua são chamadas reemergentes. A malária, no caso, não é um mal reemergente por causa de infelizmente nunca desapareceu do mapa. Outros males, por tua vez, talvez devessem ser considerados reemergentes e, no entanto, ainda não são.
Ao menos, por hora. É o caso da raiva humana, que vem crescendo em tão alto grau aqui, no Brasil, como em países como os Estados Unidos", garante o infectologista Luciano de Almeida Burdmann, da Escola Federal de São Paulo. De acordo com o médico, essa é a doença mais subnotificada de que se tem notícia.
Os registros paulistas apontam só 4 casos nos últimos 10 anos. Um nada. "Mas como pra cada cinqüenta episódios de raiva animal, em cães, gatos e morcegos, pode-se aguardar um caso de raiva humana, há algo de incorreto com essa contagem", diz Burdmann. Velhas ou algumas ameaças, todas serão discutidas a partir do dia 28 nesse mês, quando acontecerá o Congresso Internacional a respeito Doenças Emergentes e Reemergentes, em Atlanta, nos Estados unidos.
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Infelizmente, teremos mais perguntas do que respostas. Entretanto esperamos sair de lá com várias pistas", diz um dos participantes, o médico americano Steve Simpson, da Instituição do Novo México. Eles foi um dos que estudaram demonstrações do hantavírus de uma paciente de 13 anos, na Argentina, onde aconteceu um surto de infecções neste microorganismo no começo do ano. Cogitou-se que a adolescente teria sido contaminada pelos pais, bem como doentes, já que ela própria não havia estado nas áreas de tópicos de ratos transmissores do vírus. Às vezes, quem muda são os chamados vetores, os animais que servem de intermediários na transmissão do agente infeccioso pro homem.
Existem estudos indicando que o mosquitinho Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela, está se ocasionando resistente aos inseticidas usados pra destruí-lo. Essa é uma das possíveis explicações pro crescimento as-sustador da dengue, que hoje é a mais significativo das infecções virais, contaminando cem milhões de indivíduos anualmente. Pro mal, não existe vacina.
O Brasil registrou 124 000 casos em 95 e 176 000 no ano anterior. O jeito é ver o mosquito de perto", diz o professor Arary Tiriba, da Escola Federal de São Paulo, um entusiasta da pesquisa dos insetos em seu habitat natural. Experiente, Tiriba defende a observação meticulosa do Aedes aegypti até para dimensionar o tamanho da encrenca, se a tua antevisão e de outros colegas cientistas se comprovar: a volta da febre amarela urbana, desaparecida há 56 anos. Basta uma pessoa se contaminar na localidade amazônica, vir se tratar pela cidade e pronto", exemplifica.
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