Matar Cachorro Não Impede Expansão Da Leishmaniose, Dizem Especialistas


Quem tem cachorro em moradia e vive em uma área onde a leishmaniose visceral é uma ameaça neste momento conhece a rotina. De tempos em tempos, equipes da prefeitura vêm visitar o bairro e pedem para enxergar os animais. Se qualquer exibir sinais de doença, logo é requisitado para fazer check-up. Se o repercussão for positivo, a sentença é o sacrifício. Adotada desde a década de 1950 no Brasil, a eutanásia de cães vem sendo questionada pela comunidade científica pela ineficácia em conter a leishmaniose visceral, também chamada de calazar. Se chegou até por aqui é por causa de se interessou sobre o que escrevi por este post, correto? Pra saber mais sugestões sobre isso, recomendo um dos melhores blogs a respeito de esse conteúdo trata-se da referência principal no tópico, olhe neste local cuidado com cachorro filhote (Www.Europeana.eu). Caso queira podes entrar em contato diretamente com eles na página purevolume.com de contato, telefone ou email e saber mais.



No entanto a charada é complicada: apesar de notabilizarem que a proporção não impede a expansão da doença, especialistas ouvidos pelo UOL dizem que bem como optariam pelo sacrifício caso tivessem um animal doente em casa. A letalidade da doença (taxa que aponta a proporção de mortes por número de casos) só se intensifica: passou de três,dois, em 2000, para 6,dois no ano anterior, segundo fatos do Ministério da Saúde.



Isso significa que, a cada cem pessoas infectadas, 6,dois precisam morrer. O sacrifício de cães parece ser a intervenção menos aceitável em grau comunitário, por razões óbvias, e tem baixa efetividade devido ao grande índice de reposição dos animais e outros obstáculos culturais", concluía o texto. É o que acontece na prática: depois que perde o cachorro pra doença, o proprietário logo adquire outro.



E, como o vetor continua na localidade, o novo animal é de forma acelerada infectado. Cerca de dez dias após o encontro, o Ministério da Saúde consultou um fórum de experts e decidiu reafirmar a política de sacrificar cães infectados. O relatório ignora totalmente a revisão da OMS e reitera a importância de se cortar os cães pra controlar a enfermidade.



Segundo Costa, o Brasil "escolheu" usar como referência bibliográfica os estudos favoráveis à eutanásia de cães. Para doar uma ideia de que forma as informações conseguem ser enviesados, ele cita o exemplo da China, que aproximadamente conseguiu extinguir a leishmaniose visceral no momento em que começou o regime comunista. A epidemia, na data, parecia incontrolável e os chineses optaram atacar com uso extensivo de DDT, tratamento de humanos doentes e sacrifício de cães.



Segundo o médico, a impressão geral foi de que a morte de animais teve encontro positivo na China, no entanto na verdade não houve uma análise do efeito da capacidade de modo isolada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez uma revisão sistemática de estudos e a conclusão é que não existem evidências de que matar cachorro controla o calazar", diz (veja quadro ao lado). E o Código Sanitário Internacional diz que não se podes adotar uma política pública sem que exista comprovação científica", alfineta. Costa alerta que, e também ineficaz, matar os animais pode ter até efeito oposto ao que se espera. Isso porque, durante o rastreamento para eutanásia de cães infectados, muitas vezes são sacrificados também animais que têm o parasita, entretanto não desenvolvem sintomas. Falecidos, eles deixam de se reproduzir e gerar indivíduos resistentes à doença.



A enorme tempo, sobram só cães sensíveis, o que poderia agravar ainda mais o cenário. Por último, é necessário julgar que, ainda que seja o principal reservatório, o cão não é o único. Animais silvestres, como a raposa e o cachorro-do-mato, também transmitem a doença. Pesquisas bem como neste instante encontraram o agente da leishmaniose visceral em gatos, ainda que se acredite que os felinos sejam mais resistentes ao protozoário.



Vários proprietários de cães e veterinários são contrários à eutanásia compulsória e buscam tratar os animais diagnosticados com a doença. Os recursos, mas, são limitados. A Portaria nº 1.426, de 2008, publicada pelos ministérios da Saúde e da Agricultura, proíbe o uso de medicamentos contra a leishmaniose visceral de uso humano, ou melhor, os mais garantidos.



A veterinária Fernanda Kerr, que atua pela ONG Arca Brasil, de proteção a animais, conta que há tratamentos opcionais que trazem resultados bastante positivos no momento em que o cão é jovem e a doença é descoberta cedo. A eutanásia necessita ser uma decisão do proprietário e do veterinário, contudo é tirado deles o direito de decidir", lamenta.







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Ela complementa, assim como, que o teste de diagnóstico usado no rastreamento é impreciso e poderá gerar falsos positivos. O único checape definitivo é a punção da medula ou de outros órgãos, o que é inviável pro sistema público", explica. Há, inclusive, um estudo publicado nos Cadernos de Saúde Pública, em 2004, que analisou rastreamentos efetuados em Minas Gerais de 1993 a 1997 - dentre 15.117 testes identificados como positivos, 12.925 eram falsos positivos.



Kerr defende que o dinheiro gasto pra fazer exames e sacrificar animais poderia ser investido em prevenção. Há imensos produtos acessíveis no mercado, como coleiras e repelentes, e pra todos os bolsos", comenta. A veterinária assim como reitera que existe uma vacina contra a leishmaniose canina que elimina a chance de infecção e assim como é utilizada para controlar os sintomas.