Líderes Do MBL Defendem Privatização Da Petrobras E Chamam Rede De 'estelionato

P2250123-vi.jpg


SÃO PAULO - O protesto "vazio" do último domingo foi só um "esquenta" pras grandes manifestações locação de plataforma elevatória convocadas pra 13 de março do ano que vem, dizem os líderes do MBL (Movimento Brasil Livre), Kim Kataguiri e Renan Santos. Pra próximas mobilizações, eles esperam contar com uma quantidade ainda maior de manifestantes do que a vista nos atos de março, abril e agosto desse ano.



Segundo eles, até que chegue o momento destes grandes protestos, a ideia é fazer um robusto ativismo de guerrilha pra pressionar políticos a continuar com o andamento do procedimento de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Quer saber onde investir em 2016? Visualize no Guia InfoMoney clicando aqui! InfoMoney: Como vocês avaliam o esvaziamento dos protestos deste domingo, vocês de imediato esperavam que fossem pequenos pelo pouco tempo que houve pra publicar os atos?



Renan Santos: Prazeroso, a gente esperava menos gente ainda do que foi. Acabou sendo bastante surpreendente a gente ter conseguido estimular uma quantidade tão enorme de pessoas em menos de duas semanas. IM: Ao mesmo tempo em que vocês fizeram essa manifestação, o PT convocou uma outra manifestação pro dia dezesseis, que eles esperam que possa ser até superior do que a de vocês. Vocês têm algum receio de perder potência caso isso aconteça? RS: Eles fizeram 3 manifestações antes dessa tentando espelhar a nossa e todas foram infinitamente menores.




  • 2ª residência - trinta e cinco por cento

  • Estudo de viabilidade técnica e ambiental

  • Além da samambaia: veja ideias para transformar sua moradia em "selva urbana" dez/0914h42

  • Eles não duram tal quanto móveis convencionais

  • Isto é lá com o destino



A última manifestação que a gente fez pela Paulista foi superior do que a do Fora Collor. locação de plataforma ElevatóRia Um esquenta chamado com 8 dias de antecedência foi maior do que o Fora Collor. Eles não entendem a medida disso. O PT não consegue fazer isso porque não têm participação popular. Kim Kataguiri: Não existe mobilização de sociedade civil, existe mobilização de militância partidária e de movimentos sociais, que é um público que está fixo lá, não é ninguém que eles irão convencer.



IM: Vocês já esperavam a abertura do processo de impeachment? RS: A gente trabalhava com a data de 21 de outubro que era sem considerar um acordo entre o Eduardo Cunha e o governo, todavia tiveram discussões bem profundas por esse significado. IM: Na proximidade do recesso parlamentar? RS: Isto. Pra conhecer um pouco mais nesse questão, você poderá acessar o web site melhor referenciado desse tema, nele tenho certeza que localizará outras referências tão boas quanto estas, olhe no link deste web site: locação de plataforma elevatoria elevatória; www.grupoapc.com.br,. Essa virada de ano, o recesso, a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), tudo isso foi muito inoportuno. Não é politicamente interessante, no entanto a gente precisa trabalhar com a realidade que nós temos. IM: A aparência do MBL em relação ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) mudou?



Ou vocês sempre tiveram uma visão crítica em relação a ele? IM: Como voês receberam a notícia de que o PSDB está unificado em torno do impeachment? RS: Foi uma decisão atrasada e, mesmo por isso, com cada um com a tua intensidade de vontade de impeachment. Ficou claro que o PSDB foi empurrado ladeira acima. Claro que existem figuras boas no partido como o Carlos Sampaio (PSDB-SP) e o Bruno Araújo (PSDB-PE).



São pessoas que trabalharam muito bem. Não podemos comentar o mesmo de José Serra (PSDB-SP), de Fernando Henrique Cardoso ou de um Aécio Neves (PSDB-MG). Eles perderam o bonde da história neste instante. As pessoas não estão atribuindo a eles a liderança do recurso. IM: E o que vocês esperam de um eventual governo Temer. Ele tem apoio pra implementar uma mudança na política econômica? KK: Se ele passar o impeachment, ele agora tem 2 terços do Congresso.



Ele tem a liderança das duas casas. RS: Enxergamos uma euforia pós-impeachment que podes servir de componente unificador nacional. Tem um pacote de medidas econômicas muito boas no programa "Ponte pro Futuro" do PMDB. Vai poder dirimir os efeitos da instabilidade. Nosso trato é apoiar tudo aquilo que diminua o tamanho do Estado e aumente a autonomia econômica. Se for primordial faremos o confronto público a pessoas que sejam contra este movimento.



Desse modo se o Temer for privatizar corporações públicas, algo que nós defendemos e que as pessoas pediram nas últimas manifestações, como a privatização da Petrobras e dos Correios, nós o apoiaremos. Ele estaria em um ciclo muito propício às reformas. IM: Nessa dúvida de política econômica, vários economistas falam de reforma na previdência e pela desindexação do Orçamento. Você encontra que com o PT na oposição o Temer seria apto de fazer isto? RS: Eu acredito que ele vai para cima disso e que é perfeitamente possível ir pro enfrentamento nesses temas.



Ninguém previa um movimento civil pró-impeachment que saísse sem dinheiro e sem base pela população civil organizada, como este ninguém prevê que possamos fazer um debate sobre a previdência em grande grau e com a participação popular. É possível debater a previdência iniciando pelos exageros dos gastos no judiciário, pelo excesso no gasto com militares. Existe claramente um descompasso entre a previdência pública e a privada, sendo que a pessoa que trabalha numa corporação privada vai perceber que há uma injustiça e não vai aderir ao discurso do PT pela oposição sem qualquer custo.



KK: É possível não só findar com o prejuízo no grande tempo como transformar a previdência em algo lucrativo como o Chile e a Suécia conseguiram, baseando a previdência em poupança e não em dívida. Você tem na Suécia a opção de 600 fundos de investimento e a pessoa que coloca o dinheiro dele ali não está pagando por alguém de uma geração anterior.



Não é uma previdência que se baseia em uma pirâmide geracional. É uma que se sustenta por seus próprios dividendos. Se o governo quiser entrar em um debate destes será muito bom. RS: o defeito é que o governo quer escolher quanto vai render a sua previdência. IM: Vocês acreditam que o PSDB será capaz de migrar para a oposição com o objetivo de se viabilizar em 2018 ou vocês descobrem mais viável um acordo que deixe Temer no governo do estado de SP e Aécio pela Presidência?



KK: É mais viável que eles se unam cerca de um acordo. É bem mais o estilo do PSDB do que amparar uma apresentação combativa. RS: E o PSDB não vai virar oposição com o bloco inteiro. Partidos como o PSDB, o DEM e o PSC não vão permanecer eclipsados pelo PT e na Rede Sustentabilidade, que serão as estrelas da oposição.