Líderes Do MBL Defendem Privatização Da Petrobras E Chamam Rede De 'estelionato
SÃO PAULO - O protesto "vazio" do último domingo foi apenas um "esquenta" pra grandes manifestações convocadas pra treze de março do ano que vem, dizem os líderes do MBL (Movimento Brasil Livre), Kim Kataguiri e Renan Santos. Pras próximas mobilizações, eles esperam contar com uma quantidade ainda maior de manifestantes do que a visibilidade nos atos de março, abril e agosto deste ano.
Segundo eles, até que chegue o instante destes grandes protestos, a ideia é fazer um robusto ativismo de guerrilha pra pressionar políticos a prosseguir com o andamento do método de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Quer saber onde investir em 2016? Visualize no Guia InfoMoney clicando neste local! InfoMoney: Como vocês avaliam o esvaziamento dos protestos deste domingo, vocês neste momento esperavam que fossem pequenos pelo pouco tempo que houve pra publicar os atos?
Renan Santos: Excelente, a gente esperava menos gente ainda do que foi. Acabou sendo bastante fascinante a gente ter conseguido instigar uma quantidade tão enorme de pessoas em menos de duas semanas. IM: Ao mesmo tempo em que vocês fizeram essa manifestação, o PT convocou uma outra manifestação para o dia 16, que eles esperam que seja até maior do que a de vocês. Vocês têm um receio de perder potência caso isso aconteça? RS: Eles fizeram 3 manifestações antes dessa tentando espelhar a nossa e todas foram infinitamente menores.
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A última manifestação que a gente fez na Paulista foi superior do que a do Fora Collor. Um esquenta chamado com 8 dias de antecedência foi maior do que o Fora Collor. Eles não entendem a proporção disso. O PT não consegue fazer isto porque não têm participação popular. Kim Kataguiri: Não existe mobilização de comunidade civil, existe mobilização de militância partidária e de movimentos sociais, que é um público que está fixo lá, não é ninguém que eles vão convencer.
IM: Vocês de imediato esperavam a abertura do modo de impeachment? RS: A gente trabalhava com a data de 21 de outubro que era sem levar em conta um acordo entre o Eduardo Cunha e o governo, porém tiveram conversas bem profundas por esse sentido. IM: Pela proximidade do recesso parlamentar? RS: Isto. Essa virada de ano, o recesso, a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), tudo isto foi muito inoportuno. Não é politicamente divertido, entretanto a gente tem que trabalhar com a realidade que nós temos. IM: A postura do MBL em conexão ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) mudou?
Ou vocês a toda a hora tiveram uma visão crítica em relação a ele? IM: Como voês receberam a notícia de que o PSDB está unificado em redor do impeachment? RS: Foi uma decisão atrasada e, mesmo então, com qualquer um com a tua intensidade de desejo de impeachment. Ficou claro que o PSDB foi empurrado ladeira acima. Claro que existem figuras boas no partido como o Carlos Sampaio (PSDB-SP) e o Bruno Araújo (PSDB-PE).
São pessoas que trabalharam super bem. Não queremos dizer o mesmo de José Serra (PSDB-SP), de Fernando Henrique Cardoso ou de um Aécio Neves (PSDB-MG). Eles perderam o bonde da história de imediato. As pessoas não estão atribuindo a eles a liderança do recurso. IM: E o que vocês esperam de um eventual governo Temer. Ele tem apoio pra implementar uma transformação pela política econômica? KK: Se ele atravessar o impeachment, ele agora tem dois terços do Congresso.
Ele tem a liderança das duas casas. RS: Enxergamos uma euforia pós-impeachment que pode servir de componente unificador nacional. Tem um pacote de medidas econômicas muito boas no programa "Ponte para o Futuro" do PMDB. Vai poder dirimir os efeitos da recessão. Nosso trato é apoiar tudo aquilo que diminua o tamanho do Estado e aumente a autonomia econômica. Se for primordial faremos o conflito público a pessoas que sejam contra este movimento.
Deste jeito se o Temer for privatizar organizações públicas, uma coisa que nós defendemos e que as pessoas pediram nas últimas manifestações, como a privatização da Petrobras e dos Correios, nós o apoiaremos. Ele estaria em uma etapa muito propício às reformas. IM: Nesta questão de política econômica, vários economistas falam plataforma elevatoria https://www.grupoapc.com.br/plataformas-articuladas/ (www.grupoapc.com.br) de reforma pela previdência e pela desindexação do Orçamento. Você localiza que com o PT na oposição o Temer seria apto de fazer isto? RS: Não há dúvida que ele vai para cima disso e que é perfeitamente possível deslocar-se para o enfrentamento nesses assuntos.
Ninguém previa um movimento civil pró-impeachment que saísse sem dinheiro e sem apoio pela sociedade civil organizada, como este ninguém prevê que possamos fazer um debate sobre a previdência em grande grau e com a participação popular. É possível debater a previdência começando pelos exageros dos gastos no judiciário, pelo exagero no gasto com militares. Existe obviamente um descompasso entre a previdência pública e a privada, sendo que a pessoa que trabalha numa organização privada vai perceber que há uma injustiça e não vai aderir ao discurso do PT na oposição gratuitamente.
KK: É possível não só terminar com o prejuízo no extenso período como transformar a previdência em qualquer coisa lucrativo como o Chile e a Suécia conseguiram, baseando a previdência em poupança e não em dívida. Você tem pela Suécia a opção de 600 fundos de investimento e a pessoa que coloca o dinheiro dele ali não está pagando por alguém de uma formação anterior.
Não é uma previdência que se baseia numa pirâmide geracional. É uma que se sustenta pelos seus próprios dividendos. Se o governo quiser entrar em um debate destes será fantástico. RS: o problema é que o governo quer escolher quanto vai render a tua previdência. IM: Vocês acreditam que o PSDB poderá migrar pra oposição afim de se viabilizar em 2018 ou vocês encontram mais provável um acordo que deixe Temer no governo do estado de SP e Aécio na Presidência?
KK: É mais possível que eles se unam em torno de um acordo. É muito mais o modo do PSDB do que amparar uma postura combativa. RS: E o PSDB não vai virar oposição com o bloco inteiro. Se você gostou nesse artigo e amaria receber mais dicas sobre o assunto relacionado, olhe nesse hiperlink aluguel plataforma elevatória https://www.grupoapc.com.br/plataformas-articuladas/ elevatória (www.grupoapc.com.br) maiores fatos, é uma página de onde peguei boa parte dessas dicas. Partidos como o PSDB, o DEM e o PSC não vão permanecer eclipsados pelo PT e pela Rede Sustentabilidade, que serão as estrelas da oposição.
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