Jacarés: Campeões De Sobrevivência

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Especialistas em sobrevivência, eles são capazes de atravessar meses sem comer, gastando as energias que acumulam durante os períodos de fartura. Para essa finalidade, transformam em gordura a maioria do que comem e possuem um estômago que é o meio mais ácido famoso entre os vertebrados. Vivem em bandos e obedecem a uma rígida escala hierárquica na qual o macho tem ainda mais benefícios à proporção que envelhece, inclusive pra acasalar. Com uma existência média de setenta anos, tornam-se mais férteis e potentes sexualmente à quantidade que o tempo passa. Apesar do estilo externo, seus órgãos internos têm bem mais a acompanhar com os das aves que com os dos lagartos. Documentadamente, por intermédio de fósseis, sabe-se que os crocodilianos surgiram há cerca de 245 milhões de anos, no chamado Triássico Superior, quando os dinossauros começavam a domar a Terra.



Desde então, do Protosuchia do Triássico, um baixo predador terrestre de não mais que 1 metro de comprimento, ao Eusuchia, subordem à qual pertence a atual família Crocodylidae, eles mudaram muito insuficiente. As últimas transformações relevantes aconteceram há cem milhões de anos, pra melhor adaptá-los à vida na água. As mudanças aconteceram basicamente nas fossas nasais internas, deslocadas diretamente pra garganta, e nas vértebras da cauda.




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A primeira lhes permite conservar a boca aberta com a garganta fechada por uma válvula, à espera de um peixe desprevenido, enquanto respiram com somente a ponta do focinho fora da água. A segunda, tornou mais forte e ágil o rabo, usado em movimentos laterais pra nadar e como apoio no momento em que pulam para abocanhar os filhotes de uma ave desavisada, que fez seu ninho nos ramos mais baixos à beira da água.



Bastante sociáveis, vivem em bandos ante uma rigorosa hierarquia, dominada pelo macho mais forte, que busca acrescentar a todo o momento sua área, demarcada com o odor das glândulas sexuais. O afortunado macho dominante torna-se ainda mais potente e fértil à medida que envelhece. O melhor exemplo disso é o lendário Big Jane, um Alligator mississippensis, reprodutor mantido em cativeiro nos Estados unidos que, aos 80 anos de idade, tinha um harém exclusivo de 25 fêmeas. Mesmo sem o invejável vigor de Big Jane, contudo, um jovem macho consegue acasalar com um mínimo de seis fêmeas.



Sem a presença de um macho dominante, a ocorrência se inverte e uma fêmea pode acasalar com muitos machos, garante Huberto Cezar de Moraes Machado, diretor da Coocrijapan Cooperativa dos Criadores de Jacaré do Pantanal. Em terra, livre em seu habitat, um crocodiliano tem normalmente uma maneira de passear lenta e majestosa, o corpo humano completamente afastado do chão, apoiado nas quatro patas, como os mamíferos quadrúpedes.



No entanto que pode se transformar em um veloz galope de até 17 km/h, nos animais pequenos, no momento em que persegue uma presa. Uma agilidade insuspeitada para que pessoas o vê boiando imóvel ou esquentando-se ao sol durante horas à beira dágua, um de seus lazeres preferidos. E não por pura preguiça. Animais ectotérmicos, conhecidos popularmente como de sangue frio, os crocodilianos não possuem equipamento interno de termorregulação para manter permanente a temperatura do corpo humano. Assim sendo, dependem fundamentalmente do sol e da água para resguardar a temperatura corporal ao redor de 35°. E calor para eles é tudo. Aquecem-se ao sol durante o dia e, como a água esfria mais lentamente que a terra, submergem à noite. Contrário dos outros répteis vivos, eles possuem um coração semelhante ao dos pássaros, com 4 cavidades, isoladas por uma divisão que separa o sangue arterial, oxigenado, do venoso.



Contudo os 2 tipos de sangue acabam se misturando um pouco, no momento em que as artérias que transportam o sangue do ventrículo esquerdo se comunicam com as do ventrículo direito. Mais estupendo, contudo, é como o sistema circulatório coopera na manutenção do calor no corpo humano. De acordo com suas necessidades, um crocodiliano podes acrescentar ou minimizar o ritmo dos batimentos cardíacos e dilatar ou contrair os vasos sangüíneos.



Em vista disso, no momento em que toma sol ele podes acelerar o trabalho do coração e dilatar as artérias, para conduzir oxigênio e calor a todo o organismo. Quando mergulha na água fria ou nos meses de inverno, ao contrário, reduz o ritmo cardíaco e contrai os vasos da circulação periférica, mantendo o fornecimento de oxigênio apenas entre o coração e o cérebro.



São essas características que lhe permitem resistir por muitos dias a temperaturas de até cinco graus negativos como o crocodilo-do-mississippi, que se espalha do sul dos Estados unidos até as cabeceiras do rio Mississippi, na Carolina do Norte. Ele tem que só de um menor orifício pra respirar enquanto hiberna ante uma camada de 1,cinco centímetro de gelo. Ou a numerosos meses de seca, como os jacarés do Pantanal Mato-grossense, enterrando-se pela areia para desfrutar os restos de umidade da terra. Com a chegada das chuvas de verão, refaz-se o ciclo da existência no Pantanal.