Insetos Em Genitália E éter Eram Maneiras De Tortura
Desde o encerramento da década de cinquenta os militares passaram a ensinar a prática da tortura na Universidade de Comando e Estado-Maior do Exército com apoio no estudo da batalha revolucionária . Existia até a Medalha Pacificador que recompensava os torturadores "para quem se destacasse no duelo contra os terroristas" afirmou em depoimento a CNV o general Rubens Bayma Denys.
Segundo relatos de testemunhas, os presos políticos eram utilizados como cobaias em aulas de tortura. Servi de cobaia para uma aula de tortura. Era uma espécie de aula prática, com várias dicas teóricas. No tempo em que eu levava choques elétricos, pendurada no tal do pau de arara, ouvi o professor expressar: ‘essa é a técnica mais eficaz’.
Acho que o professor tinha justificativa. Como comecei a passar mal, a aula foi interrompida e fui levada pra cela. Alguns minutos depois, vários oficiais entraram na cela e pediram para o médico mensurar minha pressão. As gurias gritavam, imploravam, tentando, em irão, impedir que a aula continuasse. A resposta do médico Amílcar Lobo, diante dos torturadores e de todas nós, foi: "ela ainda aguenta". Eram utilizados aparelhos como o magneto (chamado de maquininha ou Maricota), telefone de campanha, aparelhos de televisão (conhecido como Brigitte Bardot), microfone, pianola (que possuía teclas para regular a voltagem) e choques diretos da tomada. Rádios doados pelo governo dos Estados unidos eram usados, em tão alto grau que um dos torturados viu a inscrição "Donated by the People of United of States" (doado pelo povo dos Estados unidos) na máquina que lhe aplicava as descargas.
Os choques provocavam queimaduras em partes sensíveis e convulsões, além de micro-hemorragias no cérebro que causam problemas de memória. Muitos morreram no decorrer das sessões. Semelhante a uma "cadeira elétrica" é uma poltrona de madeira revestida com folha de zinco, onde o torturado sentava nu, com os pulsos amarrados e com as pernas forçadas pra baixo.
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A corrente atingia todo o organismo, principalmente as nádegas e os testículos. Usavam ainda um balde de metal na cabeça pra potencializar o efeito, jogavam água no organismo da vítima e obrigavam a comer sal (pra agravar mais o choque). É uma haste de madeira perfurada e arredondada com perfurações na extremidade.
Era usada no omoplata, pela planta dos pés e palma das mãos e nádegas. Causava derrames e inchaços impedindo a vítima de ir a pé. Uma palmada ou duas provocavam uma aflição penetrante, como picadas de agulhas de crochê, no entanto, até comparecer à Ilha das Flores, Jean Marc jamais tivera pânico da palmatória.
Já os torturadores usavam-pela durante horas, atingindo-lhe repetidamente a cabeça, os rins e o sexo", relatou Jean Marc Van der Weid, militante da Ação Popular. Grávida de 7 meses, Alice Schmidt relata como sofreu com este tipo de tortura. Espancamentos, principalmente no rosto e pela cabeça, choques elétricos nos pés e nas mãos, murros na cabeça no momento em que eu descia as escadas encapuzada, que provocavam dores horríveis na coluna e nos calcanhares, palmatória de madeira nos pés e nas mãos.
Por recomendação de um torturador que se dizia médico, não deviam ser feitos espancamentos no abdômen e choque elétricos somente nas extremidades dos pés e das mãos", relatou. Era a tortura praticada com o derramamento de água, ou de uma mistura com querosene ou amoníaco ou outro líquido pelo nariz da vítima pendurada de cabeça pra baixo.
Outra forma era a vedação das narinas e introdução de mangueira pela boca por onde era despejado o líquido. Os torturadores assim como mergulhavam a cabeça da vítima dentro de um tanque. Já a "pescaria" era quando um confinado tinha uma corta amarrada sob os braços e depois ele era lançado em um poço ou rio pra depois ser puxado.
Era a técnica de pancada com as mãos em concha nos dois ouvidos ao mesmo tempo, sendo que a vítima chegava a perder os sentidos, além do rompimento de tímpanos ou surdez eterno. Diferentes tipos de produtos químicos ou medicamentos eram utilizados, como jogar ácido no organismo da pessoa ou ir álcool em um corpo humano ferido, para logo depois ligar o ventilador. Era um medicamento aplicado pra fazer com que o aprisionado falasse.
Aplicação de compressa embebida em éter, principalmente na boca, nariz, ouvidos e pênis ou a introdução de buchas de algodão ou pano, embebidos em éter, no ânus do torturado, normalmente quando no pau de arara. A aplicação duradoura provocava queimaduras e aflição. Injeções de éter que provocam dores lancinantes e irritava a necrose da localidade atingida. Obstrução das vias respiratórias com panos ou algodão pra provocar a comoção de asfixia, além de impedir o torturado de gritar.
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