Havana Agora Não Tem Para Onde Atirar
Logo você receberá os melhores conteúdos em teu e-mail. Se as coisas fossem mais simples pra empresários como Leo, pessoas como Gabriel assim como se beneficiariam, em razão de haveria mais e melhores empregos. Mas o governo socialista de Cuba não pensa dessa forma. Em agosto, o regime anunciou que suspenderá a emissão de outras licenças de funcionamento para quem necessite iniciar uma empresa em em torno de 20 dos 201 segmentos que são capazes de ser explorados na iniciativa privada. A proporção atinge atividades como as de restaurantes, aluguel de quartos para turistas, consertos de aparelhos eletrônicos e aulas de música.
Isso não significa o encerramento da experiência de Cuba com o capitalismo. A maioria dos 600 1000 cuentapropistas (pessoas que trabalham por conta própria, operando restaurantes, hotéis e estabelecimentos parelhos) será capaz de continuar tocando seus negócios como antes. Mas o governo desconfia deles. Sua prosperidade provoca inveja entre os cubanos mais pobres. Sua autonomia e perícia de iniciativa um dia podem desaguar em dissidência.
Recentemente, o presidente de Cuba, Raúl Castro, vituperou contra as "ilegalidades e novas irregularidades" cometidas pelos cuentapropistas. Não lhe parece desenrolar-se que, tendo em vista as absurdas restrições governamentais, elas são inevitáveis. O governo "luta contra a riqueza, em vez de combater a pobreza", lamenta um empresário. A língua de Trump e o olho de Irma. A repressão ao capitalismo vem em má hora para Cuba.
Raúl precisa deixar a presidência em fevereiro. Será o término dos quase sessenta anos de mando autocrático que ele e seu irmão Fidel impuseram à ilha desde a revolução de 1959. O próximo presidente porventura não terá idade para se recordar do acontecimento. As relações com os Estados unidos, que ao longo do governo de Barack Obama relaxaram o embargo econômico e reataram os laços diplomáticos com Cuba, voltaram a se deteriorar.
O presidente Donald Trump quer dificultar as visitas de americanos ao país. Relatos sobre isso misteriosos "ataques sônicos" a diplomatas dos EUA em Havana contribuíram para elevar ainda mais a tensão. São golpes adicionais a uma economia que de imediato se encontrava em péssimo estado. A estratégia econômica predileta de Cuba — angariar subsídios junto a aliados esquerdistas — não tem êxito como antes.
As dificuldades da Venezuela, que substituiu a Combinação Soviética no papel de patrocinadora do regime, são ainda mais dramáticos que os de Cuba. O escambo entre os dois países — petróleo venezuelano em troca de serviços prestados por médicos e outros profissionais cubanos — é cada vez pequeno. Neste momento Cuba deve obter muito mais combustível pelo preço efetivamente praticado no mercado internacional. Tolhida pela camisa de potência socialista, Cuba não produz algumas novas coisas que os além da medida países, ou tua própria população, queiram adquirir. A agricultura, tais como, é prejudicada na inexistência de um mercado de terras, máquinas agrícolas e outros implementos, e também sofrer com os preços controlados pelo governo e com a péssima infraestrutura de transportes. Cuba importa 80% de seus alimentos.
Pagar por eles está ficando mais complexo. As prateleiras das lojas vêm sendo abastecidas de acordo com a persistência dos fornecedores de Cuba pra vender fiado. Em 2016, o PIB cubano sofreu queda de 0,9% em termos reais. O governo não entende o que fazer. Uma possibilidade seria incentivar os investimentos estrangeiros, porém o regime insiste em submeter os investidores ao pântano da burocracia.
Diante de uma economia emperrada e do risco de desabastecimento, o governo cubano até que tem se empenhado mais em atrair investidores. As organizações de alimentos, tendo como exemplo, neste momento podem repatriar quota de seus lucros. Cada coisa mais ousada que isto, todavia, ficará pra um futuro longe. Cuentapropistas como Leo aguardam impacientemente na aprovação de um projeto de lei sobre o assunto empreendimentos de nanico e médio porte para poderem introduzir companhias e fazer inúmeras novas coisas que as corporações normais costumam fazer.
- 06/doze/2017 06h00 Atualizado 06/12/2017 06h00
- Trabalhar como filiado de lojas e serviços online
- Domingo Show
- Use o marketing de e-mail
- Menor investimento
- 2 Solicitação de construção da vaga (início do modo)
Todavia a lei não sairá tão cedo, diz Omar Everleny, um economista cubano. Pra pessoas (incluindo os turistas) a taxa de conversão entre o peso cubano e o CUC é de vinte e quatro para 1. Contudo as empresas estatais e algumas entidades públicas são obrigadas a fazer uma taxa de um para um. Portanto, para esses agentes, que respondem pelo grosso da economia, o peso cubano localiza-se tremendamente sobrevalorizado.
Isto resulta num subsídio gigantesco pros importadores e penaliza brutalmente os exportadores. Sendo assim, pra que a economia funcionasse de modo mais apropriada, seria necessário alavancar a desvalorização do peso cubano utilizado pelas empresas estatais. Entretanto isto produziria quebradeira generalizada, e também motivar desemprego e pressões inflacionárias. Os países que tentam fazer esse tipo de ajuste normalmente procuram socorro externa.
Ocorre que os Estados unidos não aceitam o ingresso de Cuba no FMI ou no Banco Mundial, entre novas fontes de financiamento internacional. A reforma do sistema cambial é "pré-situação pra aprofundar a liberalização", diz Emily Morris, professor de economia da University College London. Isso não deve ocorrer no tempo em que Cuba não escolher um novo líder. O procedimento de sucessão acirrou a luta entre reformistas e conservadores no interior do governo. Esses últimos eventualmente vêm sendo auxiliados pela beligerância de Trump.
Replies