Guia Verde Politicamente Incorreto

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A chapa esquentou. Quando o tópico é aquecimento global, o universo neste instante se divide entre ecoradicais e ecochatos - qualquer um defendendo seu lado com unhas, dentes e as mais outras pesquisas científicas. De um lado estão os ambientalistas radicais. Para eles, o aquecimento global é responsável por todos os desastres naturais de que se tem notícia.



É o caso da onda de calor de 2003, que matou quarenta 1000 pessoas pela Europa, e do derretimento da neve do Kilimanjaro, como por exemplo. Do outro lado, ecocéticos querem limpar a barra dos seres humanos a qualquer gasto. Argumentam, como por exemplo, que a atividade vulcânica é mais determinante pro aquecimento global do que as nossas ações - no tempo em que estudos avaliam que humanos emitem 135 vezes mais CO2 do que vulcões. No meio de tantos dados contraditórios, quem sai perdendo é a ciência.




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Neste nosso Guia Verde Politicamente Incorreto não desejamos desmantelar boas intenções. Podemos só salientar que não existem vilões ou mocinhos na sustentabilidade - e que todas as atividades têm um lado sujo por trás. Ou limpo. Ou sujo. Reduzir árvores, reduzir carbono, sacos plásticos: tudo isso faz mal para o planeta. Derrubar um campo de futebol de floresta equivale a emitir 500 toneladas de CO2. No entanto reflorestar esse mesmo terreno para gerar madeira e papel limpa a atmosfera.



A lógica é acessível: ao amadurecer, a árvore absorve CO2, fazendo o famoso sequestro de carbono, que é armazenado na celulose usada para a produção do papel. No Brasil, a indústria de celulose emite vinte e um milhões de toneladas de CO2, todavia as florestas plantadas de pinus e eucalipto sequestram 64 milhões de toneladas de CO2.



Ou melhor, essa conta dá superávit - a plantação limpa mais do que polui. E tem um detalhe, no tempo em que cresce, uma floresta capta bem mais CO2 do que no momento em que chega à maturidade. Desse jeito, em termos de limpeza de carbono, é até melhor derrubar e plantar uma floresta nova do que deixar uma a todo o momento de pé. Apagar árvores não é bom.



Porém replantá-las o tempo todo limpa a atmosfera. CO2 é o que emite a indústria do papel. CO2 é quanto englobam as árvores da mesma indústria. Veja os estados que mais produzem papel no Brasil. O papel produzido na localidade Norte é usado em embalagens e papel higiênico para consumo recinto.



Sim, as embalagens são os vilões dos lixões. Contudo, por outro lado, elas ajudam a impedir o desperdício de alimentos. Veja como novas embalagens em lugares certos conseguem ajudar. A perda de maçãs embaladas. Peixe - Apesar da lata de aço, o peixe enlatado tem uma pegada de carbono menor porque corta a inevitabilidade de refrigeração.



Faz significado obter um carro menor que consome menos combustível e, consequentemente, libera menos carbono, correto? Nem sempre. Suponha que você quer trocar seu veículo 1.0 que faz 10 km por litro de gasolina por um que rode 15 km. Primeiro, você necessita de transportar em consideração que gerar um automóvel novo gasta por volta de 7 toneladas de CO2. No fim de contas, até vir às concessionárias, vai ter envolvido extração de minérios, transporte de matérias-primas e fabricação.



E tudo isso gasta energia. Sendo assim, você deverá andar 70 1 mil quilômetros com o teu veículo novo para economizar as sete toneladas de CO2 que você eliminou comprando o carro. Se você rodar vinte e três km por dia, essa quilometragem só será alcançada após oito anos - e teu carro novo neste instante estará velho novamente.



Toda vez que há um derramamento de petróleo, os jornais ficam repletos de imagens aterrorizantes de pássaros cobertos de óleo. Todavia a verdade é que a realização de energia não é a maior vilã das aves - fazemos coisas muito piores. Mortes de aves ao ano, por categoria. Vazamento de óleo da British Petroleum. Geradores de energia eólica. Infelizmente, pela sustentabilidade, não há soluções totalmente limpas. Instalar painéis solares no telhado das casas ou turbinas eólicas no topo de um prédio poderá parecer divertido.



Porém eles são a resposta pra fazer com que não dependamos mais do petróleo e de energias sujas? Não pra Bill Gates. O problema de Gates é com o excesso de atenção dado à energia solar. Energia a começar por painéis fotovoltaicos, por exemplo, custa o mesmo que energia atômica e é muito menos produtivo - e ainda sendo assim governos topam subsidiá-la. E, assim, falta dinheiro para o desenvolvimento de outras soluções energéticas que de fato poderiam transformar o planeta.



Mais de 90% dos subsídios vão pra tecnologias que prontamente existem, e não para a busca. Com esse dinheiro, você consegue comprar todas as tecnologias antigas, porém nunca terá algumas descobertas, que só irão vir com as pesquisas. Se não houver inovação, não teremos nada", argumentou Gates em uma palestra dada em maio. Para piorar, a energia solar é muito melhor para países ricos do que pobres, pelo motivo de depende de tecnologia cara e pouco disponível. Essas PLACAS TAMBÉM POLUEM! Comprar energia elétrica pelo sol tem um desafio intransponível - ela só está disponível no decorrer do dia.