Fórum Dos Leitores

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Em balanço divulgado pela sessão de fim do ano judiciário, a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), comemorou um acervo de menos de cinquenta 1 mil processos aguardando julgamento. Dito isto, partiram os ministros para um merecido descanso, do qual só voltarão - acredite quem quiser - na semana que antecede ao carnaval.



Por esse tempo não teremos o ministro Dias Toffoli agindo de ofício, em supressão de instâncias, para propiciar habeas corpus a velhos companheiros da militância petista. Tampouco veremos um senador ser afastado do exercício do mandato e proibido de sair à noite pelos ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso - esse último indignado com a, segundo ele, "agitada existência noturna" do referido parlamentar. Fará falta o ministro Ricardo Lewandowski, que, abnegado, abandonou tua licença médica pra invalidar a capacidade provisória que suspendeu o aumento salarial dos funcionários federais e, assim sendo, colaborou para a grandiosidade do buraco nas contas públicas. Nosso sistema judiciário é um despropósito, peculiar do povo das jabuticabas.







    • Setenta e um "Goku é Ginyu!? E Ginyu é Goku!?" A Metamorfose doze de Dezembro de 1990






    • Com os pés pela África - Autor(a): Sérgio Túlio Caldas - Editora: Editora Moderna






    • Apanha e entrega, professora






    • Lorena citou: Trinta/01/doze ás 18:Cinquenta e sete






    • 145 29 "Thortoy" 01 de novembro de 2017







Da prisão domiciliar 5-estrelas de Marcelo Odebrecht à prisão tardia de Paulo Maluf, da libertação de Anthony Garotinho, Adriana Ancelmo e outros até o Lula vociferando, solto, um vendaval de horrores. E o público está pela dormência, como diria Guimarães Rosa. Com o ministro Gilmar Mendes nos tribunais superiores, quem necessita de Papai Noel?



Já a desaposentação, que oneraria muito menos os cofres públicos, foi desprezada pelo mesmo STF perante a contestação de que o país não suportaria propiciar esse certo ao trabalhador que recolhe compulsoriamente para o INSS mesmo depois de aposentado. Uma clara demonstração de que não há Justiça neste povo, só politiqueiros agindo de acordo com os próprios interesses.



A decisão de Lewandowski de suspender a proporção provisória sobre isto reajuste pra servidores públicos, não considerando a árduo ocorrência fiscal do Estado, é, em termos fiscais, irresponsável e em termos criminais, um franco abuso de poder. Tribunais de Justiça, é uma humilhação pra comunidade brasileira. Pra completar, a Ajufe ainda organiza uma mobilização contra a reforma da Previdência.



Isto é, os treze.185 juízes dos Estados da Federação estão "se lixando" pro enorme desequilíbrio das contas públicas do País e pra pobreza de cinquenta e dois milhões de irmãos brasileiros. Pagamos muito por uma Justiça ineficiente, ineficaz, caríssima, injusta e que não funciona. Isto é mais que uma bofetada pela nossa cara. Vejam o nosso caso. Impetramos uma ação trabalhista, requerida por 100 professores, contra a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que de imediato foi julgada em primeira instância e cujo repercussão foi procedente.



Neste momento a secretaria recorreu - essa reclamação corre na 12.ª Vara Trabalhista da Comarca de São Paulo, recurso n.° dois.797/73, encabeçado por Nivea Otero d’Almeida e outros. Faz 44 anos (isso mesmo, quarenta e quatro!) que a ação está tramitando e por enquanto não temos uma conclusão. Da centena de requentes, somente alguns, como eu, ainda estão vivos (estou com quase oitenta anos). Finalmente, só temos a expressar que, apesar dos polpudos vencimentos, os componentes do Judiciário só se preocupam com seu absurdo salário e os outros que se danem. Nesta circunstância, como desejamos confiar pela Justiça brasileira?



Deus queira que algum dia este recurso seja resolvido. Muito interessante a entrevista do jornalista Gilberto Amendola com o professor da Faculdade de Certo da FGV-SP dr. Carlos Ari Sundfeld ("Estado", vinte e um/12, A9). Diz o entrevistado que o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a interferir pela existência nacional, e mal, através do instante em que foi desenvolvida a Televisão Justiça.