Fórum Dos Leitores
A mesma moral que rege a corretíssima inadmissibilidade de desafiar, agredir, ofender o Judiciário assim como está presente quando juízes realizam passeatas pedindo regalias do tipo auxílio-moradia e outros extras absurdos, acima do já significativo salário mensal? Se todo e qualquer assalariado paga suas despesas sem estas criativas benesses corporativas, tua autorização é enfrentar cada um que não seja "do time". Ou seja, quase toda a população! E também pesar em nossos bolsos qualquer coisa tão estapafúrdio e inteiramente indevido.
Pedimos à ministra Cármen Lúcia que, por gentileza, reflita a respeito do mostrado acima. Como filho de ex-desembargador, fiquei envergonhado com a foto publicada pela primeira página do Estadão de sexta-feira em que juízes e procuradores, tal qual sindicalistas, se opõem à reforma da Previdência e reivindicam benefícios. Além de não se vexarem com o imoral auxílio-residência, saem a público pra requisitar acréscimo salarial e novas benesses. Onde estão a ética, o patriotismo, o senso de justiça social e a discrição, atributos inerentes a quem vai julgar os seus similares?
Procuradores e juízes, servidores públicos togados, ao realizarem manifestações públicas em defesa de causas questionáveis, destacando-se o auxílio-casa, estão abandonando o habitual e esperado jeito recatado. Esse corporativismo togado está apequenando o Poder Judiciário, de imediato desgastado na histórica morosidade processual e por seu grande custo - o mais alto dentre os três Poderes.
A continuarem tais comportamentos, é extenso o risco de perderem o respeito da população, como agora vem acontecendo pontualmente. O instante exige sacrifícios, não benefícios. E, ainda, adicional por tempo de serviço! Pra agravar a ocorrência, eles são completamente contra a reforma da Previdência, para poderem se aposentar com o mesmo valor do último salário na ativa.
E nessas atitudes se irão equiparando e nivelando aos nossos políticos desonestos e aproveitadores, que só pensam e se empenham em defender os próprios interesses e os de seus parceiros. No Brasil, quarenta e quatro,5 milhões ganham menos de um salário mínimo! Dá para acreditar que representantes de associações de juízes afrontem a pobreza e façam esse feito espúrio pedindo reajuste salarial?
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Só de auxílio-residência recebem mais de 4 salários mínimos! Noticia o Estadão que Lula recorreu ao STF para evitar ser confinado. Se o STF modificar de avaliação e não constatar a prisão após a condenação em segunda instância, anulando o acórdão do TRF-4, fica confirmado que o Brasil não é mesmo um país sério. Pior ainda será apequenar-se (expressão de sua presidente) diante da pressão dos petistas e salvar o "padrinho" da prisão.
Por que ver novamente a prisão em segunda instância? Agora não foi decidida? Não há um critério para fazer uma lei? Ou isso muda no vai da valsa, de acordo com a vontade do juiz? Ou conforme quem está sendo julgado ou será capaz de ajudar-se da modificação? Acrescento para o Judiciário? Que tal conceder acrescentamento de serviço?
Vamos acelerar todos os processos e extinguir férias de 60 dias, recessos, auxílio-residência e excessivo penduricalhos! A Justiça não tem focos mais sérias pra julgar? Eleição sem Lula é fraude. Eleição sem Lula é golpe. Eleição sem Lula é cassar o justo da maioria da população e, por aí vai o mantra do PT.
Em 2026, Lula estará apto a concorrer nas eleições presidenciais, dessa maneira, petistas, tenham um pouco de paciência porque "quem espera alcança". Claramente vivemos tempos estanhos e bizarros. No tempo em que leis brasileiras determinam que condenados em segunda instância tornam-se inelegíveis a cargo público e são capazes de ser presos, inúmeras brechas nestas mesmas leis ainda são capazes de permitir a Lula concorrer às próximas eleições e, mesmo confinado, ser eleito presidente da República! Nem ao menos o mestre italiano do surrealismo, Federico Fellini, acreditaria em tamanho disparate. Fundado na pesquisa do "Datafolha", em que Lula lidera com 30% das intenções de voto, o PT diz que precisa ser respeitada a vontade da maioria e Lula precisa ser candidato a presidente da República. O mesmo "Datafolha" levantou em outra procura que cinquenta e três por cento dos pesquisados, ou seja, maioria absoluta, esclarecem que Lula deve ser preso, pelo mesmo critério do PT, deve ser respeitada o desejo da maioria!
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