Fórum Dos Leitores

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Imagine uma panificadora onde todos se ajudam pra fabricar um pão com aceitável aprovação da clientela. Em vista disso, os encarregados do preparo da massa levam em consideração as dicas dos que irão assá-la, o que garantirá um permanente aperfeiçoamento do item e assegurará o progresso do estabelecimento e a alegria dos clientes. Tais resultados não seriam possíveis se as equipes não cooperassem, ou melhor, se o pessoal do forno se limitasse a esperar que o outro time lhe oferecesse vantagens em troca do ajuste da temperatura recomendada pra um efeito palatável.



Esse cenário é a metáfora do jogo de empurra entre o Planalto e o Congresso acerca da reforma da Previdência. Ora, desta forma a coisa desandará, a freguesia ficará insatisfeita e o estabelecimento estará condenado à falência em médio tempo. Discordo de Fernando Henrique e alguns outros tucanos: uma coisa é apoiar as reformas e outra coisa é apoiar, digamos, ideologicamente o governo, e também participar em pastas interessantes.



Esse apoio é, evidentemente, muito mais significativo. Desejamos até dizer importante. Disso tem consciência, seguramente, o presidente Temer, por tua vasta experiência política e teu protagonismo no caso político atual, em razão de não pode prescindir da consistência do PSDB na sustentação do teu governo. Deixando de participar do governo, o PSDB não auxílio o Brasil nem sequer a si respectivo, só auxilia a oposição, a mesma que nos levou à circunstância de hoje.







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O Brasil deve que o governo atual, que poderia ser de qualquer outro partido que não o PMDB, implemente as medidas de saneamento econômico que estão à vista de todos, a maioria delas parecidos às do impecável do PSDB. Se o partido não apoiar com fatos, que lute de dentro pra que sejam feitas as correções que julgar necessárias. O guru Fernando Henrique Cardoso de imediato errou feioso quando o mensalão veio à tona e levou o PSDB a uma localização de aguardar para ver de perto, pensando que com o escândalo a oposição desapareceria. Não desapareceu, ao contrário, voltou mais potente. Que o guru não repita o problema.



Admitamos que para um sociólogo necessita ser incrível visualizar voltar à Presidência quem lhe sucedeu, porém para os além da medida brasileiros isso está sendo por demasiado danoso. Não deixem a história se reiterar. Lembrando tirada clássica do nosso saudoso Garrincha, pergunto: já combinaram com os russos? Refiro-me à nova lei trabalhista e à Justiça especializada, notadamente seus juízes de primeira instância, que tudo são capazes de inibir, haja vista o grande montante imprescindível pra se adquirir uma segunda decisão.



O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não poderá sucumbir à tentativa do deputado Paulo Pereira da Silva, presidente da Potência Sindical, de emplacar novo imposto sindical. Ainda não ficou claro? Para que conste o termo "blindado" no certificado de propriedade de veículos uma organização precisa incorporar 33 documentos, dois requerimentos, três alegações (uma manuscrita) - com firma conhecida - e conduzir o veículo a 2 locais para revisão.



Se por um fundamento da própria burocracia se passarem 30 dias, necessita de-se outra vez a preparação e exibição de toda a documentação. Conforme reportagem recente do Estado, o Brasil é o campeão em exigências burocráticas. Eis aí um caso clássico. No dia da demissão do presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati, pelo presidente afastado, senador Aécio Neves, este disse que sempre trabalhou na combinação do partido.



Não, o senador indiciado a todo o momento foi o desagregador do partido, a toda a hora teve agenda própria, traindo companheiros de partido. Foi desta maneira com José Serra, no momento em que promoveu Lula em Minas Gerais, na famosa união Lulécio. O mesmo aconteceu contra Geraldo Alckmin, quando Aécio promoveu Dilma pela famosa união Dilmasia. O PSDB imediatamente poderia ter feito o presidente da República, não fosse a trairagem do senador mineiro. A falta de realismo, espírito público e partidário fica demonstrada na tomada do partido pela potência, o que provocará a terceira derrota seguida do PSDB na briga na Presidência da República.



Olhando a verdadeira rinha em que se transformou o PSDB, proponho a transformação do símbolo do partido de tucano para galo de disputa. Uma coisa é não querer do presidente, outra coisa é não desejar do Brasil! O único partido com candidato à Presidência competente e não corrupto vai implodir? E O VOTO IMPRESSO?