Fórum Dos Leitores


Todos os candidatos que disputaram as prefeituras em 2016 e tomaram posse neste momento em janeiro sabiam muito bem que não iriam encontrar as contas saneadas, todas pagas, e ainda dinheiro em caixa. Entretanto, demagogos, pela campanha eleitoral prometeram aperfeiçoar a saúde, o ensino, arrumar creches para todas as crianças, melhor transporte público, locomoção, enfim, um festival de perspectivas velhas conhecidas, pra tomar o Poder Executivo dos respectivos municípios.



Prontamente, dezessete dias depois da posse, com caras de surpresa, a choradeira começou: estamos quebrados, não temos dinheiro pra pagar a funcionários, fornecedores, coletores de lixo, nem pra merenda ou pra consertar buracos das ruas. Não podem alegar ignorância, pois que pesquisas antes do pleito indicavam que 60 por cento dos municípios iriam fechar as contas no vermelho. Entretanto o que importa é o trono, o poder por quatro anos, o resto depois se ajeita. E como se ajeita - a vida deles e de um "punhado" de penduricalhos que deram o "sangue" nas campanhas! Aí se decreta calamidade financeira e a população que se ajeite como puder. Primeiro "nós", depois os contribuintes, como a todo o momento, relegados a segundo plano. Calamidade financeira não é um desastre causado por forças da meio ambiente, pragas, epidemias.



Resulta de atos voluntários de infração de conhecidas boas práticas de gestão de orçamento público e da Lei de Responsabilidade Fiscal. Como tal, constitui crime de responsabilidade. Os decretos configuram confissões de crime cometido. A primeira resultância cabível é a destituição do cargo e a condenação dos infratores. Por que não se procede de acordo com o óbvio?







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Não é possível a vivência de tantos municípios (mais de cinco.500), sendo a vasto maioria deles dependente dos Estados e da União. Criam-se custos, inexistentes antes da municipalização (salários de prefeitos, secretários municipais, vereadores, assessores, etc.), que as recentes entidades não têm condições financeiras de bancar, passando a precisar dos chamados "fundos municipais", onerando toda a estrutura do Estado.



Das duas, duas: há que extinguir municípios deficitários e reestruturar o Estado brasileiro. Até que enfim o sr. Guilherme Boulos, comandante-chefe do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), foi detido na polícia paulista, quando de reintegração de posse no bairro de São Matheus, na capital. Prontamente passou da hora de este senhor prestar contas à Justiça. Mesmo depois dos longos treze anos de inércia do desgoverno petista, ele continua orientando centenas de pessoas a invadir terras e propriedades, lesando os donos no teu legítimo direito de posse. Em qualquer povo civilizado estas invasões são crime e punidas com o rigor da letra da lei. Reintegrações de posse como estão sendo cumpridas ofendem o princípio fundamental da Constituição federal da dignidade da pessoa humana! Foi comprovado que a invasão de prédios em São Paulo serve aos interesses de traficantes de drogas e a quadrilhas que alugam espaços invadidos.



Sob o pretexto de conquistar residência pra uma extenso população excluída, surgiu o MTST, um braço petista, liderado por Guilherme Boulos, um incendiário que, volta e meia, faz a apologia da selvajaria. O citado cidadão é também professor universitário, e aí cabe uma indagação: o que será que ensina a seus alunos, táticas de guerrilha urbana?



Fui engenheiro por 23 anos na Fepasa, desenvolvida na ditadura pela junção das então cinco boas ferrovias paulistas. O trecho da serra (do interior ou da capital ao Porto de Santos) neste momento estava eletrificado, mas o cabeamento e os postes foram retirados. Na Araraquarense e na Paulista se acertava o relógio pela pontual chegada dos trens.



Fui gestor de grandes obras estratégicas pra exportação, todavia terceirizadas pra outros fins. E as fiz por menos de 50 por cento dos preços e do tempo usual no mercado, o que me custou 2 atentados e uma existência banida. A ditadura comprava máquinas de diferentes modelos, marcas e origens, sem ouvir a engenharia, o que tornava inviável um produtivo almoxarifado de manutenção.



Restava aos colegas "inventar" novos equipamentos com a união de partes de diferentes marcas. A mesma criatividade se verificava pela manutenção da avenida infinito, em terraplenagem e socorros. Nesta ocasião se está falando de novo em retomar a construção de ferrovias, como a da Bahia, pra definitivamente retornar às privatizações - círculo vicioso que quem de imediato viveu muito tempo presenciou e que serve pra apropriação do erário. Concordo que o Brasil está sendo posto mais uma vez nos "trilhos do crescimento" (14/um). No entanto é fundamental que os velhos e desgastados "dormentes" (os políticos que estão aí) sejam trocados, a fim de impossibilitar um novo descarrilamento. Prefeituras e Estados falidos desrespeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal? Onde vai parar esta matança nos presídios brasileiros?



O número de presos mortos nas cadeias de quatro Estados este ano já ultrapassa 140, um legítimo massacre. O Brasil é o quarto país em número de presos, em sua maioria em prisão provisória, perdendo só para EUA, China e Rússia. Por que o aprisionado no Brasil não é obrigado a trabalhar para custear seus próprios gastos na prisão, como é feito em outros países que têm economia em melhor estado que a nossa? Uma pessoa acredita que este criminoso vai ficar agradecido e deixar de cometer novos crimes quando sair da prisão?



Os presídios no Brasil são faculdades onde bandidos executam pós-graduação no crime custeados com dinheiro público, do povo. Um preso custa 6 vezes mais que um estudante do ensino médio. Da mesma maneira, desenvolvendo escolas hoje, não precisaremos erguer presídios amanhã. A moderação e o estado de espírito da população brasileira honesta e ordeira prontamente se escoaram pelo ralo, não infundada.



É óbvio que os presos tem de ser tratados com dignidade, independentemente do crime que consumaram, até visto que um dos objetivos da pena é a tua ressocialização. Todavia não sejamos hipócritas e admitirmos que não há como ressocializar quem nunca foi socializado. É o caso dos integrantes das inúmeras facções criminosas que tomaram conta dos presídios.