Flamingo, Habitat, Reprodução, Alimentação Flamingo

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Distribuição geográfica: Norte do continente e Antilhas até Florida. Habitat: Lagunas rasas e salobras sem vegetação e beira mar. Hábitos alimentares: São onívoros porém comem principalmente larvas, moluscos, pequenos crustáceos e algas. Reprodução: 1 ovo e duvidosamente dois, incubação de vinte e sete-31 dias. Tempo de vida: Em cativeiro podem viver aproximadamente quarenta anos.



UMA gritaria estridente enche o ar, ressoando de um lado a outro do lago remoto. Milhares de aves cor-de-rosa caminham nas cintilantes águas verde-esmeralda. No grande, algumas descrevem círculos num vôo gracioso, batendo as estreitas asas compridas e deixando entrever coberteiras alares de tom rosa-coral. O enorme ajuntamento de aves de cores exuberantes é uma visibilidade magnífica. É teoricamente o maior espetáculo do universo alado — os flamingos róseos do vale da Grande Fenda. Desde os tempos mais remotos o flamingo vem sendo boquiaberto por tua bonita e delicada silhueta. Gravuras de flamingos, com teu característico pescoço alongado, foram entalhadas em rocha e podem ser vistas em hieróglifos egípcios.



A exótica ave era tão maravilhada que os egípcios a reverenciavam como a encarnação do deus Rá. Desenhos primitivos nas cavernas também retratam o flamingo com seu pescoço delgado e arqueado, e pernas finíssimas e elegantes. Na atualidade, existem quatro espécies de flamingos em regiões da África, da América do Sul, do Caribe e da Eurásia. O flamingo-anão é o menor de todos. Ele detém uma atraente plumagem rosa-escuro e pernas e pés vermelho-vivos. O flamingo-rosado tem o dobro do tamanho do flamingo-anão e mede um,40 metro de altura. Todas as espécies têm uma característica em comum — o harmonioso bico ligeiramente curvo na segunda metade, que lhe confere um ar imponente.



Para alçar vôo, a ave bate graciosamente as asas e corre a respeito as águas com as pernas ágeis, obtendo desse modo o impulso primordial para voar. No ar, ela bate as asas majestosamente, estica o alongado pescoço e a cabeça para frente e estira as pernas para trás. Calcula-se que exista uma população de 4 milhões de flamingos no vale da Vasto Fenda da África.



A vasto colônia de flamingos que habita o vale da Extenso Fenda se aglomera nos lagos ricos em carbonato de sódio, inconfundíveis da região. A concentração de carbonato de sódio é tão grande que a água chega a ser oleosa e causticante. A temperatura em volta desses lagos podes atingir 65 graus Celsius.



O potente cheiro de enxofre e de água salobra ascende das águas borbulhantes, saturando o ar quente. O teor de compostos alcalinos e de sais na água é tão vasto que eles se cristalizam, formando crostas de depósitos brancos nas margens. São poucas as criaturas que podem viver em águas tão cáusticas. Porém, alguns microorganismos — as algas verde-azuladas — são capazes de este feito. O sol quente, tropical, aquece as águas alcalinas, construindo condições ideais pra proliferação dessas algas, que dão ao lago um tom esverdeado.



Como esmeraldas incrustadas num belo colar, o conjunto desses lagos confere um encanto especial aos vales e montanhas no decorrer do vale da Enorme Fenda. É deslumbrante que uma criatura tão delicada como o flamingo possa sobreviver num local tão inóspito e hostil. E, todavia, o flamingo se oferece super bem desse ambiente. Suas pernas esguias são resistentes às águas cáusticas, e os pés palmados realizam com que ele não afunde no lodo mole e viscoso. O flamingo-anão é perfeitamente adaptado para a existência desse local hostil.




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O bico é dotado de minúsculas lâminas que aspiram e depois filtram microorganismos concentrados perto da superfície das águas. Para se alimentar, a ave mantém o bico em localização horizontal, virado pra trás, logo abaixo da superfície. A língua atua como uma bomba-aspirante-premente, absorvendo a água e fazendo com que ela saia de um a outro lado das lâminas que filtram e retêm os microorganismos.



O amanhecer sobre isto as águas cor de jade apresenta um contexto estupendo — o vasto bando de flamingos brilha à luminosidade do sol como chamas de fogo a respeito da superfície do lago. As aves ficam bem próximas umas das outras. Com o pescoço esticado, elas marcham imponentes em grupos, jogando o bico de um lado para o outro. Ao passo que grupo após grupo marcha em direções opostas, o reflexo do sol sobre isto as asas delicadas forma um mosaico de tons contrastantes de escarlate e rosa. As aves balançam e dançam, abrindo bem as asas e exibindo o tom vermelho-vivo da plumagem.



Ostentando suas cores vibrantes, elas correm na água e alçam vôo, depois pousam e recomeçam o ritual. O bando fica tão compacto que as aves não podem alçar vôo individualmente; elas precisam aguardar que as que ficam nas beiradas voem primeiro. Seus gritos estridentes produzem um clamor ensurdecedor. Então, de repente, ao anoitecer, as aves levantam vôo em massa e partem.