Felis Silvestris Lybica (Norte Da África

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O gato-bravo (Felis silvestris), também denominado como gato-selvagem, gato-cabeçana ou gato-montês, é um nanico felino natural da Europa, África e Ásia. A espécie é bastante versátil e ocupa habitats diversificados como savanas, florestas e estepes. O gato-doméstico evoluiu através do gato-bravo e é considerado como tua sub-espécie (Felis silvestris catus).



O gato-bravo é um carnívoro de médio porte, aproximado aos gatos-domésticos, mas mais robusto. A cabeça é extenso e arredondada, com um focinho curto e poderosas mandíbulas. Os olhos são geralmente verdes. As patas são curtas e fortes. A pelagem é acastanhada e/ou acinzentada, o que permite camuflar-se no seu recinto.



A principal característica distintiva é a sua cauda grossa e de aspecto tufado, que fornece três a cinco anéis pretos, largos e bem espaçados, terminando numa ponta negra arredondada. O organismo também possui riscas no decorrer dos flancos e patas. Ao inverso de muitos gatos-domésticos, a pelagem do gato-bravo não tem pintas.



Gato-bravo. Os machos têm entre cinquenta e dois e sessenta e cinco cm de comprimento e pesam em média 5 kg (máximo 7 kg), durante o tempo que as fêmeas medem entre 48 e 57 cm e pesam por volta de 3,cinco kg. O peso dos animais varia sazonalmente. O gato-bravo habita preferencialmente bosques fechados, entretanto bem como ocorrem em matagais mediterrâneos e florestas de coníferas. No decorrer do dia conseguem refugiar-se em buracos de árvores, fendas nas rochas ou tocas abandonadas de outros animais. É um animal tímido e esquivo, de hábitos noturnos e trabalhoso de observar pela natureza.







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Como quase todos os felinos, o gato-bravo é um animal solitário. Cada animal controla um território que defende tenazmente de invasores. Machos e fêmeas procuram-se só na época do acasalamento, no encerramento do inverno boreal. Os territórios conseguem ter entre 0.Seis e 3,cinco km², ainda que em Portugal os territórios tendem a ser maiores, alcançando 10-12 km².



Os gatos-bravos tem excelentes sentidos: audição, olfato e visão. São também grandes trepadores, passando enorme cota do tempo sobre isso os ramos das árvores. O gato-bravo come principalmente pequenos mamíferos como roedores (ratos-selvagens) e lagomorfos (coelhos e lebres). Também come aves e, mais raramente, pode alimentar-se de répteis, anfíbios e até já de insectos. Os acasalamentos ocorrem no fim do inverno, entre janeiro e março.



Nesta época os machos mais dominantes copulam com algumas fêmeas. Depois de um estágio de gestação de entre 63 a 70 dias nascem os filhotes, a maioria entre o término de março e o fim de abril. As ninhadas têm entre 3 a 7 crias. As fêmeas tem uma ninhada por ano. As crias são amamentadas entre 6 a sete semanas, e a partir dessa idade começam a tornar-se independentes e a procurar um território onde decidir-se. As fêmeas alcançam a maturidade sexual aos 9-dez meses de idade, e os machos aos 12 meses.



As algumas sub-espécies selvagens do gato-bravo têm ampla distribuição geográfica, ocorrendo em grande parcela da Europa, Ásia e quase toda a África excetuando o deserto do Sahara. Na Europa a variedade F. silvestris silvestris agora teve uma distribuição mais ampla no passado (azul-claro) que hoje (azul-escuro). Felis silvestris silvestris (Europa e Turquia). Felis silvestris lybica (Norte da África, Oriente Médio e Ásia Central).



Felis silvestris cafra (África subsariana). Felis silvestris ornata (Paquistão, noroeste da Índia, Mongólia e norte da China). Felis silvestris bieti (China). Além das sub-espécies selvagens, os gatos-domésticos são considerados participantes da subespécie Felis silvestris catus, derivada da domesticação do gato-da-Líbia (Felis silvestris lybica) na localidade do Crescente Fértil mais de 9000 anos atrás. O gato-bravo desapareceu de várias regiões da Europa Ocidental.



Em Portugal acontece a sub-espécie Felis silvestris silvestris de norte a sul do país, no entanto não se conhece sua tendência populacional. Inclusive até quando globalmente considerado uma espécie abundante, o gato-bravo é ameaçado localmente pela caça furtiva, destruição de habitats e redução das suas presas naturais (roedores e coelhos). Na Europa, um dos principais dificuldades é a hibridação da sub-espécie selvagem, Felis silvestris silvestris, com o gato-doméstico, que pertence a outra sub-espécie.



Driscoll , CA; et al. The Near Eastern Origin of Cat Domestication». Science. 317 (5837): 519-523. doi:Dez.1126/science.1139518 ! CS1 manut: Exercício perceptível de et al. Esse texto é disponibilizado nos termos da licença Creative Commons - Atribuição - Compartilha Parelho 3.0 Não Adaptada (CC BY-SA três.0); podes estar sujeito a condições adicionais. Para mais fatos, consulte as condições de exercício.