Felis Silvestris Lybica (Norte Da África


O gato-bravo (Felis silvestris), assim como denominado como gato-selvagem, gato-cabeçana ou gato-montês, é um baixo felino natural da Europa, África e Ásia. A espécie é bastante flexível e ocupa habitats diversificados como savanas, florestas e estepes. O gato-doméstico evoluiu por meio do gato-bravo e é considerado como tua sub-espécie (Felis silvestris catus).



O gato-bravo é um carnívoro de médio porte, parecido aos gatos-domésticos, entretanto mais robusto. A cabeça é vasto e arredondada, com um focinho curto e poderosas mandíbulas. Os olhos são normalmente verdes. As patas são curtas e fortes. A pelagem é acastanhada e/ou acinzentada, o que permite camuflar-se no seu recinto.



A principal característica distintiva é a tua cauda grossa e de semblante tufado, que dá três a 5 anéis pretos, largos e bem espaçados, terminando numa ponta negra arredondada. O corpo também possui riscas ao longo dos flancos e patas. Ao inverso de muitos gatos-domésticos, a pelagem do gato-bravo não tem pintas.



Gato-bravo. Os machos têm entre cinquenta e dois e 65 cm de comprimento e pesam em média cinco kg (máximo 7 kg), sempre que as fêmeas medem entre quarenta e oito e cinquenta e sete cm e pesam por volta de 3,5 kg. O peso dos animais varia sazonalmente. O gato-bravo habita preferencialmente bosques fechados, porém também ocorrem em matagais mediterrâneos e florestas de coníferas. Durante o dia conseguem refugiar-se em buracos de árvores, fendas nas rochas ou tocas abandonadas de outros animais. É um animal tímido e esquivo, de hábitos noturnos e dificultoso de constatar pela natureza.







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    • Hyju (conversa) 01h42min de três de agosto de 2009 (UTC)






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Como quase todos os felinos, o gato-bravo é um animal solitário. Cada animal controla um território que defende tenazmente de invasores. Machos e fêmeas buscam-se apenas pela data do acasalamento, no término do inverno boreal. Os territórios podem ter entre 0.6 e três,5 km², ainda que em Portugal os territórios tendem a ser maiores, alcançando 10-12 km².



Os gatos-bravos tem excelentes sentidos: audição, olfato e visão. São também grandes trepadores, passando extenso parte do tempo sobre o assunto os ramos das árvores. O gato-bravo come principalmente pequenos mamíferos como roedores (ratos-selvagens) e lagomorfos (coelhos e lebres). Bem como come aves e, mais duvidosamente, podes alimentar-se de répteis, anfíbios e até já de insectos. Os acasalamentos ocorrem no final do inverno, entre janeiro e março.



Nessa data os machos mais dominantes copulam com numerosas fêmeas. Depois de uma etapa de gestação de entre 63 a setenta dias nascem os filhotes, a maioria entre o desfecho de março e o encerramento de abril. As ninhadas têm entre três a 7 crias. As fêmeas tem uma ninhada por ano. As crias são amamentadas entre 6 a 7 semanas, e a partir dessa idade começam a tornar-se independentes e a procurar um território onde determinar-se. As fêmeas alcançam a maturidade sexual aos 9-dez meses de idade, e os machos aos 12 meses.



As imensas sub-espécies selvagens do gato-bravo têm ampla distribuição geográfica, ocorrendo em amplo parcela da Europa, Ásia e quase toda a África excetuando o deserto do Sahara. Na Europa a pluralidade F. silvestris silvestris já teve uma distribuição mais ampla no passado (azul-claro) que hoje (azul-escuro). Felis silvestris silvestris (Europa e Turquia). Felis silvestris lybica (Norte da África, Oriente Médio e Ásia Central).



Felis silvestris cafra (África subsariana). Felis silvestris ornata (Paquistão, noroeste da Índia, Mongólia e norte da China). Felis silvestris bieti (China). Além das sub-espécies selvagens, os gatos-domésticos são considerados participantes da subespécie Felis silvestris catus, derivada da domesticação do gato-da-Líbia (Felis silvestris lybica) na localidade do Crescente Fértil mais de 9000 anos atrás. O gato-bravo desapareceu de muitas regiões da Europa Ocidental.



Em Portugal ocorre a sub-espécie Felis silvestris silvestris de norte a sul do estado, contudo não se compreende tua tendência populacional. Apesar de que globalmente considerado uma espécie abundante, o gato-bravo é ameaçado localmente pela caça furtiva, destruição de habitats e redução das suas presas naturais (roedores e coelhos). Na Europa, um dos principais problemas é a hibridação da sub-espécie selvagem, Felis silvestris silvestris, com o gato-doméstico, que pertence a outra sub-espécie.



Driscoll , CA; et al. The Near Eastern Origin of Cat Domestication». Science. 317 (5837): 519-523. doi:10.1126/science.1139518 ! CS1 manut: Uso percebível de et al. Esse texto é disponibilizado nos termos da licença Creative Commons - Atribuição - Compartilha Parelho três.0 Não Adaptada (CC BY-SA três.0); podes estar sujeito a condições adicionais. Para mais dados, consulte as condições de emprego.