Como Os Animais Realmente Enxergam O Universo
3 andares acima do térreo, a alguns lances de escada de distância, muito antes de você apalpar os bolsos em busca da chave, teu cachorro o aguarda ansioso atrás da porta. Ele entende que você, e não o teu Zé, que recolhe o lixo do prédio diariamente, está prestes a subir até o terceiro percorrer. Basta botar o primeiro pé dentro de residência para receber a saudação calorosa do bichinho. E não importa com quem você esteja.
Se entrar acompanhado com velhos ou novos amigos, ou mesmo com seu irmão gêmeo, que mora no exterior há alguns anos, ele não vai pular nas pernas erradas. Ele entende quem é você. Mas não domina quem ele é. Coloque um ser humano em frente ao espelho e esse animal bípede começa instintivamente a mexer no cabelo (achando que um tapinha na franja de fato vai deixá-lo mais bonito).
- Empreenda a seriedade do que precisa ser feito
- Joao carlos argumentou
- Iluina dos reis tavares citou: Trinta e um/01/12 ás treze:42
- Limpar fogão
- 139 23 "Tv Soninho" trinta de agosto de 2017
- 17 Episódios Institucionais
- oito Naruto Uzumaki
- dois Reprodução em cativeiro
Um cão, porém, consegue ser ainda mais bestial: a reação dele ao espelho é a mais completa impiedade. Nem sequer uma olhadinha. Ele não reconhece a própria imagem. E se não reconhece a própria imagem, não tem aquilo que chamamos de consciência, direito? Até pouco tempo atrás, era o que a ciência achava. Animais que reconhecem a própria imagem no espelho teriam consciência - e aí entram fundamentalmente nós, nossos primos (os grandes macacos - chimpanzé, gorila, orangotango), cetáceos e elefantes.
Os bichos que não se reconhecem não teriam noção de "eu". No entanto a verdade eventualmente é outra. A dificuldade não está nos animais que não se reconhecem no espelho. Está em quem testa a presença de consciência perante a ótica humana. O universo de um cachorro ou de um gato não se cria majoritariamente com imagens, como o nosso. Eles veem com sons e, principalmente, cheiros. E o espelho exclui a melhor arma de reconhecimento do cachorro: o olfato.
O biólogo Marc Bekoff, da Faculdade do Colorado, testou o próprio bichinho para saber se ele era capaz, de alguma mandeira, de se reconhecer. Ao invés de testar imagens, Bekoff pensou como um cão. Durante 5 invernos, toda vez que saía para passear com o companheiro, recolhia pedaços de neve onde o cão havia feito xixi.
Depois, recolhia neve com urina de outros cachorros. Logo Bekoff espalhava os blocos de neve - alguns com xixi do cachorro dele, outros com o de outros cães -por lugares diferentes. E a reação do melhor conhecido do pesquisador era sempre a mesma: quando encontrava a urina de outro cão, despejava um novo jato de xixi em cima para marcar o território como dele.
Normal. Todavia quando encontrava um bloco com a própria urina, não dava bola. Sabia que aquele xixi imediatamente era dele, pois o território não precisaria de remarcação. Repercussão: o cachorro entende muito bem quem ele é. Contudo diferentemente de você, que se reconhece na fisionomia, ele faz isso pelo cheiro. Se o nosso universo é cheio de imagens, o dos animais domésticos, as estrelas dessa reportagem, vem carregado de sons, cheiros e sensações.
Replies