Cinco Razões Pra Fazer Um E Se Realçar No Mercado

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Treze Segredos Para Ampliar O Alcance Orgânico No Facebook


O encerramento das senhas ou a valorização da privacidade? A concretização das distopias do seriado 'Black Mirror' ou uma viagem até Tóquio em 50 minutos? Em seu décimo aniversário, a Serafina convocou escritores e cartunistas pra sonhar a nação e o universo daqui a 10 anos. Penso antes nas coisas que vão desaparecer do que nas que vão aparecer. Água mineral em garrafas de plástico.


Chaves e fechaduras. Senhas. Fios, tomadas, carregadores: acredito que a luminosidade solar possa oferecer conta. Pichações, bullying, assédio sexual haverão de cortar, com câmeras dentro de salas de aula e em toda porção. Cadeias vão acrescentar, a menos que a punição por banimento eletrônico e tratamento químico se generalize. Numeração de roupas e sapatos.


Nunca funcionou perfeitamente, aliás. Com biometria e impressão em 3-D, sua roupa chega sem ajustes. Costureiras, motoristas de táxi, funcionários de caixa, balconistas: os empregos na especialidade de serviços conhecerão o mesmo declínio experimentado no universo industrial. Sobrarão os entregadores, não acredito que de bicicletas. Dificultoso idealizar o desaparecimento das forças armadas convencionais em tão curto período. Mas a competição eletrônica (imagino em hackers causando de apagões a acidentes nucleares) avançará. O triunfo término da ciência sobre a religião dependerá, mais e mais, da China.


No momento em que somos jovens, dez anos são vários anos. Ainda me lembro: teria uns 20 e a ideia de ter trinta era, simultaneamente, remota e assustadora. No momento em que cheguei aos 30, os 40 prontamente eram menos remotos todavia mais assustadores. Principlamente visto que o tempo passava de forma acelerada e eu ainda me lembrava de ter chegado aos vinte pela semana anterior. Hoje, com quarenta e mais uns trocos (41, pronto, quase 42), olho para os cinquenta (pros 51, pronto, quase 52) e entendo que lá estarei amanhã de manhã. Meio século de vida: não é possível.


A comemoração só começou. E depois, com o meu incurável narcisismo, vou desbobinando as enciclopédias masoquistas em contagem decrescente: Mozart morreu aos 35; Charlie Parker aos 34; Keats aos 26. E eu? Que fiz eu aos 50? Os amigos entram em cena: Saramago despontou para a literatura aos 60! Ainda tens 10 anos! É isso que gosto nos amigos meus: o talento para a mentira piedosa. Eles é que merecem o Nobel. Lamento, Serafina: não entendo como será o universo daqui a uma década. Imagino que o cenário será outro -automóveis sem motorista; um robô em cada residência; Viagra na pasta de dentes. Entretanto se o passado ensina alguma coisa é que nós, humanos, continuaremos a ser o mesmo caos patético de a todo o momento.


Inseguros, invejosos, pávidos. Contudo assim como capazes de amar, pensar e fazer. Quando imagino no mundo futuro, não é no mundo que eu imagino. É em meu universo. Na minha tribo. Os meus amores, os amigos meus. E até os meus adversários, sem os quais a existência perderia qualquer encanto. Se eu e eles estivermos por cá no momento em que eu vir aos cinquenta anos (ok, desisto: 52), garanto ao leitor que melhor é inadmissível.


O mundo em 2028 será mais próspero, pacífico, verde, tolerante, abundante e divertido. Passaremos muito mais noites frescas trocando figurinhas da Copa ou das Olimpíadas com estranhos na avenida. Beberemos drinques com champagne como quem hoje toma cerveja em lata. O Brasil receberá bravos imigrantes que deixarão a nação mais cosmopolita e envolvente.


A África será a nova China e mais centenas de milhões de pessoas sairão da miséria. Todavia haverá um defeito: os intelectuais. Com a produtividade maior, mais gente poderá se conceder ao luxo de atravessar a existência problematizando. A bordo de hotéis com rodas (ônibus autônomos com suítes individuais e serviço de quarto), intelectuais e políticos farão romarias pelo Brasil disseminando ideias de injustiça e opressão.


  • 23 - sábado - estação Paulista
  • Convergência de mídias
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  • 09/10/2012 às 14:Quarenta e três
  • Certifique-se de que seu web site seja rapidamente
  • 14 - Quatro Cantos - Karyna Spinelli (de Karynna Spinelli)
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Os problemas que eles inventarem serão pauta de mídias sociais e blogs de notícia. Viveremos em 2028 no universo mais divertido e próspero até por isso, mas que pena: não teremos consciência disso. Em 10 anos, olharemos para trás e morreremos de desonra do festival de selfies, das imagens dos pratos de comida, da aparência perfeita na ioga, do exibicionismo sem final, da ostentação sem limite que desfilamos nas mídias sociais. Reclamamos que o Facebook entrega de bandeja nossos dados, entretanto todos os dias servimos sem parcimônia, após uma mãozinha de verniz, claro, uma versão melhorada do que somos. A superexposição transformou pessoas sem talentos em celebridades.


Vivemos em uma época em que somos o que postamos, não o que fazemos. Nossa individualidade virou item pra consumo externo, o que os especialistas chamam de "personal brands". Entretanto a onda que nos empapuçou de Kardashians e Pugliesis neste momento começa a conceder sinais de decadência. Por que passamos em tão alto grau tempo vivendo experiências que não são nossas ou escancarando nossas vidas à espera de likes? A empresa de tendências Box1824 detectou um novo posicionamento entre adolescentes de dezoito e 24 anos, o de deixar as redes sociais ou decretar uma grande transformação em como elas funcionam.