Cachorro Excelente é Cachorro Falecido

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Primeiro foi o tiro. O corpo humano caído. O policial rindo. A viatura indo embora. Deste jeito veio o choro, que virou raiva, que deu origem à barricada. Fecharam a via, queimaram entulho, tacaram fogo num ônibus. Só faltou a polícia contar que o cachorro estava armado", diria, dias mais tarde, uma moradora de Heliópolis, a maior favela de São Paulo.



Mistura de vira-lata com pit bull, Bob era o xodó da comunidade. Como bom cachorro de rua, não tinha origem, idade nem sequer histórico familiar. Chegou do nada, prontamente adulto, em torno de quatro (ou, para alguns, 6) anos atrás. De começo travou amizade com outro cachorro, o Negão, que batia ponto nas biroscas por ali. Com o sumiço do Negão, também do nada, virou a referência canina de quem frequenta a Praça É Nossa - um pequeno conjunto de bares que, apesar do nome, em nada lembra uma praça.



Daniel se encarregava de ceder banho - algumas vezes com sabão de coco, algumas vezes com shampoo pra cães - quando Bob ficava sujo além da medida. Pela praça tem uma bica", contou. Eu chegava com uma coleira, ele percebia e neste instante tentava fugir." Quando a renda permitia, a ducha era complementada com remédio antipulga.



Mal tinha tempo de desfilar a limpeza, dado que ato frequente o cachorro se esfregava no chão, recuperando a sujeira que lustrava seu pelo branco e preto. Era também na praça que Bob costumava dormir e ingerir. Para o sono, contava com um quarto abandonado nos fundos de um bar, onde uma senhora chamada Hortência botava cobertor, travesseiro e lençol. Todavia os noias roubavam", ela explicou.



Travesseiro eu dei dois. Cobertor eu perdi a conta. No momento em que não tinha mais nada, levei toalha para ele se esquentar." O cachorro chegou a obter uma casinha de madeira formada pelos moradores da comunidade. Mas ela também foi roubada", lamentou a cuidadora. Hortência também se encarregava de alimentar o animal. Ele gostava de arroz, carne, frango, costela, abobrinha e escarola", lembrou.



Bem como adorava banana. E quando tinha macarronada com carne moída raspava a panela." Levava a comida duas vezes ao dia, em potes de plástico. Em torno de um ano atrás, contam os moradores de Heliópolis, Bob passou a ter dificuldades com a Polícia Militar. Certa vez apareceu com as duas patas traseiras marcadas por balas de borracha. Hortência tratou-o com violeta genciana, e Daniel zelou para que o banho não o molhasse da barriga para nanico. Em outra ocasião, o cachorro começou a espumar - dizem que por ter comido carne envenenada.



Pra tratá-lo, Daniel virou a noite enfiando-lhe leite goela abaixo. De uns tempos pra cá, Bob também começou a apresentar um defeito nos olhos. A suspeita - decorrente do acontecimento de que ele a toda a hora latia para a polícia - é de que tenha sido atingido por spray de pimenta. No sábado em que foi executado, Bob brincava com duas criancinhas em frente ao Rebarba’s Boteco e Espetinho, numa estrada de entrada da comunidade.



Era término de tarde, e uma viatura passou três vezes, fazendo a vigília. Na quarta, contam, o cachorro tomou um tiro no pescoço, sumário, e estrebuchou pela calçada. O automóvel, um Spin, prosseguiu lentamente, o policial sorrindo, as crianças paradas pela estrada, espantadas. Avisada, Hortência correu ao lugar, debruçou-se sobre o cadáver e começou a chorar. Foi como se tivessem arrancado um pedaço de mim. Precisou um bebê me tirar de cima do cachorro", ela contou, expondo no telefone celular uma foto de Bob falecido.



A comunidade - revoltada com a morte do cão, mas também com o risco corrido pelas crianças - começou a se introduzir. No começo da noite neste instante havia barricadas pela avenida. Não tardou para que a polícia voltasse à cena, com reforços, em busca do cachorro. Houve correria, bomba de gás, cota do público queimou um ônibus e duas caçambas nos arredores.



O corpo humano de Bob foi escondido numa garagem, e depois, ainda em meio ao caos, enterrado num canteiro, perante a copa de uma árvore. Às 21h21 daquela noite, a morte foi noticiada na página do Facebook do Paquistão F.C., um time de futebol de Heliópolis. O texto lamentava a perda do "nosso mascote da pior forma possível", com um tiro desferido por um policial. Todos que conviviam com ele sabiam o amor que este cachorro doava às pessoas", continuava. Nos comentários, Bob foi conhecido como "guerreiro", "anjo" e "defensor quando necessário". Um bebê protestou: "Agora fale, Senhor secretário da Segurança, o cachorro estava armado? Ofereceu um perigo eminente?




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Quantas vezes devo reforçar o acasalamento? Geralmente se repete o acasalamento 2 ou três vezes, com intervalo de vinte e quatro horas. Qual a diferença entre sêmen resfriado e sêmen congelado? Sêmen resfriado é colhido e submetido a um processo de resfriamento até atingir cinco graus C. Este sêmen deverá ser armazenado em refrigerador por até 48 horas até sua utilização. Sêmen congelado é colhido, resfriado e congelado.



É mantido em nitrogênio líquido (botijão respectivo) dentro de palhetas própria. Em pincípio dura diversos e vários anos. Todos eles são adicionados de diluidores específicos pra não danificar os espermatozóides. Acasalei minha fêmea. Quando é possível saber se ela está grávida? Normalmente um veterinário, com um checape clínico (palpação), consegue discernir a gravidez de uma fêmea a partir dos vinte e oito/trinta dias. Não obstante, se a fêmea for muito enorme ou estiver muito gorda, este checape de toque é enganoso. A melhor forma de se assegurar a presença dos filhotes é com o check-up de ultrassom, por meio do 30° dia.