As 4 Admiráveis Companheiras Do Programa
Remexia velhos alfarrábios, livros de nota, páginas pela Internet em pesquisa de um mote, uma inspiraçãozinha pra coluna dessa semana, quando bateram à minha porta o Fernando Schiavo e tua mulher, a Cláudia. O automóvel deles pifou pontualmente em frente de moradia, em uma estradinha deserta e pedregosa aqui de Secretário. Ora, o Fernando vem a ser o homem do marketing do GNT. Sou fã deste canal: não perco incontáveis de seus programas.
A série "Reserva Especial", com o Renato Machado, sobre o assunto vinhos, é alguma coisa inédito, bastante educativo, de ótimo gosto, e realização esmeradíssima, só comparável às aulas dos mestres Hugh Johnson e Jancis Robinson pela televisão britânica. Pois que o Reserva Especial, o Manhattan Connection e o Saia Justa, além de outros mais, são programas que procuro não perder.
E foi o programa Saia Justa que forneceu pistas para a coluna de hoje. O programa está fazendo um ano - que o GNT comemorou com um belo anúncio a cores nos jornais. Estão lá, no refrescante risco da bonita descoberta que é a artista Fernanda Guedes, a Fernanda Young, a Rita Lee, a Marisa Orth e a Mônica Waldvogel, brindando o acontecimento com pretinhos básicos e taças de champanhe.
Fernando desconversou comentando que a Mônica não devia ser interessante de copo. Mas o casal acabou passando a noite nesse lugar. Afinal, o problema foi de suspensão, que na serra não se repara dessa maneira rapidamente. Desta forma, o mote da semana passou a ser "saia justa". As 4 admiráveis companheiras do programa, todas maduras, prontas pra debater assuntos limites, bem no fio da navalha.
Como seria isto no universo dos vinhos, perguntou o Fernando? Lembrei de uma frase de André Tchelistecheff, uma lenda no universo dos vinhos. Perco o sono quando a leio: "Apreciar um vinho velho é como fazer amor a uma mulher velha. É possível. Poderá até ser agradável. No entanto requer um tanto de imaginação". Se o André Tchelistecheff não tivesse sido um gigante, o homem que mudou (pra melhor) a face dos vinhos da Califórnia, imediatamente teria soltado meus cachorros em cima desse russo há muito tempo.
Entretanto a pergunta nos deixa de saia justa, ah, isto deixa. Admito que venho me segurando nuns competitivos quarenta e cinco anos e minhas amigas não jogam fora as velas quatro e 5 quando me presenteiam com o invariável bolo de aniversário, existem muitos janeiros. Russo e nobre, André Tchelistcheff viveu de 1901 a 1994. Fugiu da revolução de 1917, emigrou pra Checoslováquia, onde estudou uma abundância de matérias.
- 6 de março de 2017 às doze:Quinze
- Luana disse: 11/09/doze ás 13:35
- Imagem: Vinhos e Vinhos
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Contudo é depois de pular pra França que escolhe preparar-se enologia no Instituto Pasteur e no Instituto Nacional de Agronomia. Foi recomendado a Georges de Latour, o fundador da vinícola Beaulieu, pela Califórnia. De 1938 a 1973, enquanto no Beaulieu, Tchelistcheff mudou a face da criação de vinhos no Vale de Napa, na Califórnia, num serviço que ultrapassou as fronteiras do estado norte-americano e alcançou o mundo todo.
Ele centrou teu trabalho na credibilidade da higiene na qualidade final do vinho. Iniciou a prática da fermentação a frio, explicou o papel da fermentação malolática e encorajou o uso de pequenos barris de carvalho para o envelhecimento de vinhos finos. André chegou a ser o principal mentor de Robert Mondavi, esse gigante norte-americano dos vinhos.
Seu serviço de consultoria estendeu-se por todos os EUA, Itália e França. Obteve justamente o codinome de "Maestro" e para diversos é o "Pai dos Vinhos da Califórnia". Comentar de vinhos velhos, bem maduros, avançados nos anos, é bem complicado. Quando um vinho é deixado a envelhecer acontecem grandes modificações dentro da garrafa.
E assim como no teu preço. Nós, humanos, perdemos o valor e encucamos em razão da velhice - quase a mesma coisa. Aliás, envelhecemos. Só diplomaticamente amadurecemos. Não é qualquer vinho que pode envelhecer: e também qualidades próprias, ele necessita ser guardado corretamente. Disso neste momento sabiam gregos e romanos. Os vinhos mais velhos, como o Falerno e o Surretino, chegavam ao teu ápice após 15-vinte anos em ânforas bem seladas.
A partir dos séculos dezessete e 18, com a introdução das garrafas e das rolhas de cortiça, os métodos de preservação e envelhecimento melhoraram substancialmente. E a busca por vinhos maduros ou que pudessem envelhecer transformou o comércio do vinho. No entanto a todo o momento foi coisa de clientes ricos e alguns negociantes poderosos e espertos, que puderam (e continuam podendo) estocar imensas safras em seus depósitos.
Os vinhos amadurecem segundo as características das safras, de sua origem, como foram produzidos. Tudo isto e mais fatores, como fermentação em barris de carvalho para os brancos e maturação nesses barris (pra vinho de qualquer cor). Quanto menor o PH de um vinho, mais remoto ele vai. Entre os tintos, quanto maior o grau de componentes de sabor e fenóis, especificamente os taninos, superior a sua prática de envelhecer.
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