Animais:gente Como A Gente
Os polvos são os animais invertebrados mais inteligentes que conhecemos. Eles são hábeis no emprego de ferramentas e criativos pela solução de problemas. Também têm personalidades bem estabelecidas. No aquário onde eu serviço, temos a Emily Dickinson, que fica encolhida no tanque, e a Lucretia McEvil, que puxa pra água quem se aproxima", diz o biólogo Roland Anderson. Há indícios de que eles bem como brincam. Ao analisar a reação dos animais diante de uma garrafinha de plástico vazia, Anderson percebeu que eles gostam de utilizar jatos de água pra jogar o material pra cima continuamente, como se estivessem praticando vôlei.
Estas capacidades desafiam a tese de que a inteligência é desenvolvida em sociedade. Ovelhas e algumas espécies de pássaros têm uma ótima memória visual. Entre os esquilos, ela é muito rapidamente ativada por cheiros. Ratos de laboratório que sentiram náusea por causa de uma mistura de limão e cloreto de lítio passam o resto da vida evitando cada coisa que tenha cheiro de limão. Divisão dos cientistas prefere tratar em temperamento. Contudo a nomenclatura é o que menos importa. O evento é que indivíduos de dezenas de espécies seguem, cada um, um modelo de jeito.
- Preguiça e desânimo
- Pelos finos e delicados: Maltês, Yorkshire, Shih Tzu, Spitz Alemão, Griffon Belga
- 157 Obrida, companheiro Agil
- 2 Na literatura
Um animal violento se comporta a toda a hora com hostilidade. Sendo assim, é possível que ele tenha identidade. Como esta de os humanos, numerosos animais nascem com uma tendência de modo, que se firma ou muda com o passar do tempo. Quando o ambiente entra em combate com a personalidade, surge a frustração, que pode causar preocupação e depressão.
Isso acontece com a gente, todavia bem como com muitas espécies. Alguns testes indicam que golfinhos e grandes primatas têm consciência de si mesmos. Baseados nessas pesquisas, pesquisadores defendem que os primatas podem controlar seus impulsos. Há quem vá ainda mais afastado e defenda que eles têm técnica de idealizar o que outro animal está pensando. Tudo sinaliza que, ao contrário da gente, os animais usam a linguagem de modo apenas funcional, para acudir na procura por alimento, na reprodução ou na fuga de predadores. Entretanto as pesquisas mais recentes sinalizam que esses sistemas de intercomunicação poderá ser muito mais construídos do que se pensava.
Humanos, orangotangos e chimpanzés sustentam tradições culturais, desenvolvidas de acordo com o recinto e repassadas de criação em formação. Pesquisadores brasileiros desconfiam que esse seja o caso dos macacos-prego. Entre os golfinhos-nariz-de-garrafa, as mães ensinam os filhotes a caçar. E DUAS QUE CONTINUAM FIRMES. Até onde sabemos, até hoje nenhum cachorro escreveu uma sinfonia, os orangotangos não podem programar um micro computador e as abelhas são incapazes de fofocar.
E também muito mais rica, a linguagem humana nos ajudou a elaborar a organização social mais complexa de que se tem notícia. Orangotangos e macacos bonobos - e, desconfia-se, várias espécies de aves - armazenam alimentos pra garantir que eles não faltem no futuro. Todavia, até onde as pesquisas alcançam, nem sequer mesmo os grandes primatas pensam no futuro a grande prazo. Só a gente tem a competência de refletir pela nossa própria morte. O vilarejo de Bunyaruguru, em Uganda, a todo o momento conviveu bem com os elefantes.
No entanto, nos últimos anos, o local começou a ser atacado por manadas enfurecidas. Casos parecidos são reportados em toda a África e em várias regiões da Índia. Ao avaliar o fenômeno, 2 grupos independentes de pesquisadores chegaram a conclusões parecidas. Não se trata de pesquisa por alimento. As agressões são uma reação à morte de elefantes adultos.
Nos últimos 30 anos, a caçada a elefantes aumentou demasiado, e os elefantes órfãos cresceram bem mais agressivos do que seus pais. Esses animais que perderam as mães em caçadas são muito sensíveis e sofrem estresse pós-traumático. Eles formaram gangues de jovens delinqüentes", explica o biólogo norueguês Joyce Poole, que coordenou o estudo na África.
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