Amazonas Registra O Segundo Caso De Sobrevivência Por Raiva Humana No Brasil

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O paciente de 14 anos, do município amazonense de Barcelos, que contraiu raiva humana, passou a ser considerado o segundo sobrevivente da doença no Brasil. A recuperação do jovem foi confirmada na Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam). Contudo, em nota, o Ministério da Saúde informou que ainda não obteve todos os relatórios neurológicos do paciente, "assim, ainda não há como avaliar quais as condições e prognóstico de recuperação".



Esse é o segundo registro de caso de paciente que sobreviveu à doença no Povo. O outro foi em 2008, em Pernambuco. De acordo com o Ministério da Saúde, o protocolo instaura que, após o diagnóstico laboratorial confirmado positivo, deverão ser realizadas mais três coletas de amostras pra exame, um por semana, as quais serão suspensas no momento em que houver 3 demonstrações negativas.



Neste caso cadastrado no Amazonas, de acordo com o ministério, a cura depende da exclusão do vírus rábico no corpo humano do paciente em tratamento e também da recuperação clínica. O tratamento consiste pela sedação do paciente e exercício de medicações - um antiviral e outro medicamento precursor de neurotransmissores, controle da motricidade dos vasos sanguíneos do sistema nervoso central e precaução de convulsões. No recurso, o paciente é mantido em coma induzido, ventilação mecânica e cuidados intensivos de suporte à vida.



As medicações foram enviadas pelo Ministério da Saúde à FMT. Segundo a Susam, logo nos primeiros dias de contágio, o quadro clínico do adolescente se agravou, característica da infecção viral, ficando em estado gravíssimo, entretanto após o tempo considerado crítico do vírus, passou a responder bem ao tratamento.




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Magela explicou que a avanço clínica tem sido progressiva. Devido à melhoria, teve alta da UTI e prontamente está em enfermaria, tendo acompanhamento de pediatras, fisioterapeutas, nutricionista, neurologista e outros profissionais. Apesar da recuperação, o garoto necessita escoltar internado, por tempo indeterminado, para tratamento das complicações causadas pela raiva humana. 2 irmãos do adolescente morreram depois de contrair raiva humana por mordida de morcegos, um jovem de dezessete anos, no dia 16 de novembro de 2017, e a irmã dele, de dez anos, no dia 2 de dezembro.



Os dois já chegaram em estado dramático ao hospital e não resistiram à doença. Os 3 são da comunidade Tapiira, localizada pela Reserva Extrativista do Rio Unini, entre os municípios de Barcelos e Novo Airão. A raiva é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus que acomete mamíferos, inclusive o homem, e é transmitida principalmente pela mordida de animais infectados (cães, gatos ou morcegos). Em 2017, foram 5 casos, sendo um em Pernambuco, um em Tocantins, um pela Bahia e 3 no Amazonas. Os sintomas da raiva humana variam de acordo com o avanço da incubação infecciosa.



A pessoa mordida por um animal infectado podes perceber mal-estar geral, febre, anorexia, náuseas, aflição de garganta, entorpecimento, irritabilidade, inquietude e impressão de amargura. Devido ao tempo de incubação da infecção - que varia a precisar do organismo do paciente ou do tipo de animal que mordeu -, a recomendação é buscar atendimento médico já e relatar a mordida ao agente de saúde. No Amazonas, foram realizadas vacinação antirrábica de 546 pessoas pela região onde ocorreram os casos, além da vacinação de 111 cães e 12 gatos, captura de morcegos e palestras educativas nas comunidades do Rio Unini.