Ainda Descobre Que é Conto Da Carochinha?

is?s7Mj6SxkBrdtdXCp_WSXP4TVp4pfuXuXz_nTaMvVQ0o&height=176


Logo você receberá os melhores conteúdos em seu e-mail. O repercussão disso: a mesma ideia pipocando neste local e acolá ao mesmo tempo. Isto vale principalmente pra aquelas que podem se transformar mais rápido em produtos e serviços de nosso cotidiano. E no momento em que estas convergências de ideias acontecem, infelizmente o que vejo por aí é uma parcela processando a outra por plágio. A começar em razão de as duas iniciativas, por mais parecidas que sejam, teoricamente são legítimas e inéditas. Além do mais, ao partir pro embate, perde-se a oportunidade de embarcar em outro interessantíssimo fenômeno social do momento: a criação coletiva de ideias.



Costumo brincar que não existem coincidências em um universo de redes sociais onipresentes. Se duas pessoas tiveram a mesma ideia, é um sinal de que elas porventura poderiam unificar forças para melhorá-la, de modo que ambos ganhem ainda mais! Visto que, apesar de a ideia ser parecida, as pessoas têm habilidades diferentes e muitas vezes complementares. E, de certa forma, é mesmo.



Todavia isso exige uma alteração cultural profunda. Este jeito colaborativo é o motor de regiões em que a tecnologia e os negócios acontecem em ritmo frenético, como o Vale do Silício. E não desejo dizer que dá certo a toda a hora! Porém, ao menos, os erros são identificados e corrigidos mais rapidamente e, quando a coisa emplaca, os resultados tendem a ser melhores.



Pare de almejar ser a toda a hora o melhor! É verdade que essa cultura tem diferentes raízes. Começa infelizmente o nosso sistema educacional, que tem três pilares terríveis. O primeiro é o privilegiar a erudição em detrimento do desenvolvimento de habilidades práticas. Além disso, é um recinto em que os alunos são obrigados a reiterar com exatidão o que lhes é exposto, o que contribui que as meninas decorem ao invés de perceber, contrariando a natureza humana de assimilar com os erros.



Afinal, nossas escolas têm o péssimo vício de colaborar a competição contraditório, onde quem tira as notas mais altas, os melhores do time, os mais comportados viram os queridinhos dos professores. Esse é um foco recorrente nos meus postagens. Não estou propondo que não sejamos bons no que fazemos, pelo oposto! O defeito é quando isto descamba para "o final justifica os meios".







    • Frases explícitas






    • Como a princípio usa seu taco distante da bola






    • oito - Don Maximiano 1995 - Viña Errazuriz, Aconcágua






    • Resultados Reais - Mais de quatrocentos filmes de depoimentos e centenas de estudos de caso







Pois que uma decorrência comum disso é o ímpeto de aspirar tudo sozinho, e trabalhar apenas pra ser o melhor (e conquistar os benefícios disso), sem se preocupar se isto resultará em alguma coisa excelente pra todos. O sistema cria pessoas superqualificadas que não sabem trabalhar em equipe, que não sabem falar sobre este tema e não pensam na coletividade.



E isso é uma desgraça, até pra estes próprios indivíduos, visto que inevitavelmente perderão diversas boas oportunidades na existência desse modo. Outra raiz deste posicionamento é a nossa história de nação colonizado, onde a elite econômica e política vivia da análise do bem público e da escravidão, sem devolver nada em troca a quem estivesse a sua volta. Disso surgiram outras máximas do lado insatisfatório da cultura brasileira até hoje, como "se é público, não é de ninguém", "o bom é tirar vantagem a toda a hora, de tudo" e "farinha pouca, meu pirão primeiro". Como aguardar que uma pessoa que cresça em um recinto desse jeito consiga criar este artigo ideias para construir com algumas pessoas qualquer coisa melhor?