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Veja Quanto As Blogueiras Conseguem Receber Por Um Postagem No Instagram


O juiz federal Sergio Moro reconheceu vazamentos em delações de executivos da Odebrecht na operação Lava Jato e declarou que investigá-los "é quase como se fosse uma caça a fantasmas". O ex-presidente Lula, por sua vez, enviou uma petição ao comitê de direitos humanos da Instituições das Nações Unidas (ONU), alegando que a operação pesquisa a "destruição de reputação por intermédio de vazamentos ilegais de documentos e depoimentos à mídia".


À reportagem, Moro disse que investigar jornalistas e automóveis que publicaram conteúdos vazados "seria oposto a proteção de referências, à autonomia de imprensa". Depois de ser criticado por órgãos como a agregação Repórteres sem Fronteiras, o juiz voltou atrás e excluiu Guimarães do recurso. As imagens foram divulgadas no ano anterior.



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  • 21 de agosto de 2016 às 5:44
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  • Marcelo Felício disse


Leia a entrevista completa da BBC Brasil com o juiz federal Sergio Moro no decorrer da Brazil Conference, organizada por estudantes de Harvard e do MIT (Massachusetts Institute of Technology) no último fim de semana, nos EUA. BBC Brasil: Estamos em um estágio em que o núcleo do governo tenta anular delações da Odebrecht, alegando vazamentos ilegais a imprensa.


Essa falta de controle poderá pôr em traço a operação, uma vez que estamos em uma das principais delações neste momento. Como é que a Lava Jato consegue achar o superior esquema de corrupção do Brasil, ou um deles, mas não consegue controlar esse tipo de vazamento? Sergio Moro: É, esta é uma questão intrigante. É como aquela velha charada: "O que é o que é que quando você divide você destrói?" E isso é um segredo.


Pelo momento em que se compartilha a informação com algumas pessoas, sempre vai surgindo a alternativa de um vazamento ilegal. Às vezes, tem-se de fazer uma observação, há uma crítica a supostos vazamentos na Lava Jato que não são pontualmente vazamentos. Nossa legislação necessita de que estes processos sejam conduzidos em público, que os julgamentos sejam públicos, e isto significa assim como que as provas acabam se resultando públicas em um período no modo.


Por isso, várias vezes, o que as pessoas falam que é vazamento na verdade não é. Dessa forma, infelizmente, há uma dificuldade de descoberta desses detalhes. Não que nós não tenhamos mecanismos de investigação, contudo que a utilização deles fica comprometida por conta destas proteções jurídicas. E eu não estou reclamando dessas proteções jurídicas, acho significativo. BBC Brasil: O senhor alegou a independência de imprensa e o correto ao sigilo de fontes.


A liga Repórteres sem Fronteiras classificou como "clara tentativa de quebra de sigilo de referência" a condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães, do web site da Cidadania. Como o senhor avalia esse episódio? Esse foi um deslize? Moro: Olha, este é um caso pendente, desta forma eu teria contrariedade de deixar claro. Porém, fundado no que neste instante foi inserido no processo, tem uma pergunta jurídica interessante em qualificar a atividade, em particular daquela pessoa, como ele sendo jornalista ou não. Havia uma série de controvérsias sobre isso se o que a pessoa fazia era jornalismo ou não. BBC Brasil: Essa avaliação foi feita antes da repercussão negativa também? Moro: Sim, foi uma charada debatida no procedimento.


E realmente não é uma questão tão fácil. O que define um jornalista, né? Tudo bem, existe a posição no Brasil de que não é necessário um diploma, todavia o caso de você ter uma página pela internet qualifica alguém como jornalista? Assim sendo, a título de exemplo, você tem uma página no Facebook, isso é jornalismo? Ou um site, como era o caso, é jornalismo?