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Tony Gallagher, editor do "The Sun", um dos tabloides mais ruidosos e influentes do Reino Unido, olha pro governo de cima, literalmente. Visto de sua Redação no 12º percorrer, toda de vidro, o Palácio de Westminster parece um castelo de brinquedo, algo pra se divertir ou rejeitar, à desejo.


Gallagher também olha de cima pro editor do mais comedido "Times" de Londres, cujo escritório fica um percorrer abaixo e que faz charada de conservar as cortinas fechadas. A hierarquia não passa despercebida a nenhum dos 2. No Reino Unido, depois da votação do "brexit", o poder dos tabloides é evidente. Seus leitores, muitos deles com mais de 50 anos, trabalhadores que moram fora de Londres, parecem notavelmente com os eleitores que foram cruciais para o efeito do plebiscito do ano anterior sobre a permanência pela União Europeia. São estes cidadãos da "brexitlândia" que os tabloides possuem a intenção de representar, no coração do território adversário: ocupando moradias palacianas em alguns dos bairros mais caros de Londres, eles se consideram embaixadas da Inglaterra mediana em Londres.


Gallagher deixou tua marca em três dos jornais mais veementemente pró-"brexit" do Reino Unido. Foi editor de "The Daily Telegraph", um jornal conservador em modelo standard, e vice-editor do mais mediano "Daily Mail", um dos principais rivais do "Sun", antes que Rupert Murdoch o comprasse, há quase 2 anos. Juntos, esses três títulos são um porquê central pelo qual 80 por cento da cobertura impressa da campanha do plebiscito se inclinaram pelo "brexit", segundo pesquisa da Universidade de Loughborough.


Johnson, de cabelos despenteados e interessante, ficou um dos principais arquitetos do "brexit" no momento em que, quatro meses antes do plebiscito, colocou seu peso por trás de uma razão até pois mais associada ao populista Partido da Liberdade do Reino Unido (Ukip). Mas tua principal contribuição ao "brexit" quem sabe remonte a mais de duas décadas. Parecido em Bruxelas do "Daily Telegraph" no começo dos anos 1990, Johnson foi creditado por colegas repórteres como pioneiro pela cobertura eurocética da UE, que desde desse jeito tornou-se a norma em amplo parcela da imprensa britânica.


Martin Fletcher, um ex-editor de notícias internacionais do "Times" que esteve em Bruxelas insuficiente depois de Johnson. Antes do plebiscito, adicionou Fletcher, "Boris fez campanha contra a caricatura de Bruxelas que ele mesmo concebeu". Os tabloides dizem que apenas refletem as preocupações e os temores de seus leitores. Contudo seus críticos dizem que envenenam o debate ao reagir aos piores instintos e preconceitos das pessoas, distorcendo os dados e desenvolvendo um empenho de propaganda que põe a intolerância pela ordem do dia e molda a política.



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O elevador subiu, passando pelos escritórios de "The Wall Street Journal", da agência de notícias Dow Jones, de "The Sunday Times" e "The Times", até voltar à redação de "The Sun". Murdoch, o dono do jornal desde 1969, fica logo acima. Porém ele bem como é popular por perder a esportiva. Gallagher passou vasto parcela de sua carreira, cita ex-colegas que o descrevem como uma "figura da morte" que "incute em seus repórteres o pavor do diabo". Uma figura alta e magra, ele me conduziu até uma cadeira voltada pra uma visão panorâmica de Londres. Durante toda a nossa discussão, foi cauteloso e não sorriu muito, porém foi educado.


Sem mais, Gallagher apontou para uma escada e explicou que a Redação do "Sun" é a única coisa no edifício com acesso direto ao andar da administração. Gallagher ainda desfrutava os resultados de um recente combate com o governo. Foi a primeira vez que os tabloides atacaram o governo de 9 meses de May, e ela recuou mais rápido.


Gallagher, falando que os jornais conseguem continuar atingindo certas questões. O Reino Unido faz diversas de tuas leis, é claro. No entanto é uma escolha de modelo curioso. Um mais óbvio poderia ter sido a imigração. Procura de uma ex-jornalista do "Times", Liz Gerard, descreveu que os tabloides martelaram a pergunta da imigração, com pelo menos trinta matérias de primeira página no "Daily Mail" nos 6 meses anteriores ao plebiscito, e 15 no "Sun". As manchetes —"As fronteiras escancaradas da Grã-Bretanha", gritou o "Daily Mail"— muitas vezes tendiam a histriônicas. O Sun insinuou que as gurias refugiadas que chegavam ao Reino Unido mentiam sobre isso sua idade e deveriam ir por raios X dentais.


Uma semana antes, eu tinha achado Kelvin MacKenzie, um ex-editor e colunista do "Sun" que mais tarde foi suspenso por chamar de "gorila" um astro mestiço do futebol. Ele citou que o jornal ainda refletia o "coração pulsante da Grã-Bretanha" e que o "brexit" foi vitorioso em consequência a da imigração "por 1 mil milhas". Gallagher foi mais moderado. O "Sun", que recruta alguns funcionários recém-saídos dos colégios, tem um relacionamento quase pessoal com seus leitores, como se fosse um conhecido confidente no botequim.


Outros jornais do grupo de Murdoch apoiaram a continuação pela UE, notou Gallagher, refletindo a avaliação de seus leitores. Entre esse grupo estava a edição escocesa do "Sun", que, do mesmo modo os eleitores escoceses, apoiou a permanência na UE. Gallagher. Entretanto ele também foi um eurocético apaixonado durante anos. No entanto adicionou: "A ideia de que desejamos de alguma mandeira atrair leitores avessos para um ponto de visão que eles não teriam é ilusória".


Eram 14h30 e Gallagher imediatamente tinha o boneco das páginas três a vinte e nove do jornal do dia seguinte. Ele aguardava que a primeira página abrisse com o funeral do policial morto no recente ataque terrorista a Westminster. A viúva e o filho do oficial apareceriam em público pela primeira vez, o que poderia ceder imagens "emocionantes", alegou o editor.