A Linguagem Oculta Das Ruas
Cada cidade tem um código visual e cinematográ Ãfico pra definir sua paisagem. Todas as cidades quem sabe sejam construÃdas utilizando as mesmas coisas, ou ao menos coisas muito semelhantes, entretanto a maioria delas desenvolve uma linguagem de equipamentos quase única. Se um diretor de arte cinematográ ônica e uma caixa de correio vermelhas servirão super bem; pra Nova York, um carrinho de cachorro quente e uma grade da qual escapa ar quente fazem o mesmo papel; em Paris, uma coluna publicitá
ô com ornamentos Art Déco. O mobiliário urbano e a arquitetura intersticial que povoam os pavimentos definem a experiência de uma caminhada na cidade. É uma experiência muito distinto percorrer o pavimento de uma praça da era georgiana em Londres, a superfÃcie arenosa de Birdcage Walk, os paralelepÃpedos de Montmartre, as placas monocrá
ção à beira da praia no Rio de Janeiro ou o asfalto semiderretido da Cidade do México. As superfÃcies importam. Os padrões inscritos no pavimento, a maneira pela qual as superfÃcies se desgastam, pela qual a chuva escorre pro meio-fio, formando poças que refletem a luminosidade. Crianças brincam saltando a respeito de os intervalos entre as pedras do calçamento; o pavimento se torna cota de suas brincadeiras, em maneira de pista de amarelinha, ou como moldura pra superstições. A aparência muda se você estiver de skate, de patim, de cadeira de rodas, de buggy - pequenas variações de textura alteram radicalmente a natureza de nossa interação. Todavia, a despeito das diferenças que até mesmo a pequeno das mudanças pode fazer para a nossa percepção da cidade, essa paisagem urbana é aquilo a que o escritor Georges Perec se referiu como "l'infra-ordinaire", o oposto do extraordiná
É a paisagem do cotidiano e, precisamente por conta de tua familiaridade, se torna uma coisa que nem percebemos. Os arquétipos da avenida são, mas, muito afastado de banais. No Reino Unido e pela Holanda, há ção feitos de antigos canhões. Há marcos de numeração que poderiam resultar em sentença de morte para quem os removessem de suas posições, no passado. Há cabines telefônicas projetadas por Giles Gilbert Scott, o arquiteto que projetou a usina de energia de Battersea, e elas tomam por base uma tumba desenhada por Sir John Soane.
A rua é primordial visto que é uma domínio comum, o último baluarte de existência pública que nos resta. É a paisagem da democracia e também um templo para o protesto. Quando os manifestantes na Paris de 1968 arrancavam as pedras do calçamento para jogar na detestada polÃcia de choque, diziam "sous les pavés, la plage" ("perante o pavimento, a praia"). As pedras tinham um leito de areia que surgia no momento em que eram arrancadas - a natureza utópica da cidade exposta através da remoção de camadas. Os protestos nos lembram da estrada como fórum de manifestação e revolta.
- 2 Carreira dois.1 2005 — 2009: Início da carreira
- Não se mostre incomodado ou ameaçador
- E se ele não utilizar a caixinha
- cinco Visualizar assim como
- Porco-espinho faz sucesso no Instagram com fotos temáticas
- 1 - Não compre por impulso. O cachorro é um ser vivo, não um material
- vinte Link quebrado 11
- quatro de abril de 2012 às vinte e dois:09
Ruas e seu mobiliá ão projetados pra um público ideal, porém também são capazes de ajudar como veÃculos de controle. O barão Haussman famosamente inventou as ruas de Paris como condutos para as forças armadas, rotas pelas quais um exército poderia marchar a término de reprimir as incessantes revoluções da cidade, e que seria difÃcil bloquear através de barricadas.
Uma nova paisagem urbana de segurança, uma versão contemporânea da militarização de Haussman, está ário urbano brotam como maneira de tentar resistir a toda espécie de coisa - skates, mendigos dormindo, veículos-bomba. O chamado "Anel de Aço", da City de Londres, introduz uma linguagem de pânico, um sistema de controle que torna o último baluarte daquilo que é público uma espécie de portão de segurança de aeroporto. Abundantes e horrendos postes, com cinturões de pontas metá ção pra câmeras de segurança em múltiplas cidades britânicas.
Blocos de pedra que parecem ser bancos na verdade servem para socorrer as praças diante de edifÃcios corporativos contra veículos-bomba, e suas extremidades são protegidas com protuberâncias para evitar que skatistas os usem pra manobras. Mourões são projetados pra resistir a automóveis-bomba. A apoio do Cheesegrater, na City de Londres, poderá ser um espaço público, no entanto está
A nova linguagem do mobiliá ública que da imposição de controle. A questão é, que espécie de motivo nossa paisagem urbana contemporânea comunica? Ao longo da história dos espaços públicos, marcadores urbanos foram usados pra conduzir um senso de território, de centro, de conexão e fato. Um marco de quilometragem expressa distância porém é também um marcador de local. Um mercado ocupa o centro de um assentamento, uma bomba ou fonte de á água aos animais ou lavar as mãos. Uma caixa de correio representa uma conexão para com uma rede mais ampla, uma comunidade.
Replies