A Fera Ante A Pele De Um Gato

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Vire um gato de costas para o chão e tente mantê-lo dessa forma, com a palma da mão quase encostada nele. Como num passe de mágica, um reflexo será desencadeado. O gato agita mais rápido as pernas traseiras, com movimentos rápidos e cheios de energia. É que pela existência selvagem, no momento em que um antepassado cravava os afiados dentes pela garganta da presas por baixo, ele tentava rasgar-lhe o ventre com as garras traseiras. O impulso de uma fera potente e inteligente ainda estão vivos debaixo de sua pele. O gato é um animal doméstico, no entanto conservou algumas características de seus ancestrais, avalia a veterinária Hannelore Fuchs, dona de 2 gatos, um cachorro e uma tartaruga, doutora pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo em jeito animal. Estudos sobre a genealogia do gato doméstico indicam como seus antepassados os mais espertos, sutis, perigosos e valentes mamíferos do planeta.



Ante a pele de um gato dorminhoco repousa, com elegância, o ocelote; no enxergar de uma gata rajada, com os olhos fixos no pássaro do jardim, podes-se notar os olhos do tigre. Entre as muitas qualidades herdadas dos felinos selvagens e predadores estão os afiados dentes, as unhas, a força física, a agilidade e a rapidez ao atacar a presa. Por mais que pareça excêntrico, o gato poderá ter tido os mesmos ancestrais do cachorro. Cientistas teorizam que um anão animal que vivia e árvores, há muito extinto, foi seu antepassado longínquo: o miacis . Esse foi assim como o ancestral do urso, da doninha, do guaxinim, da raposa e do coiote. O miacis viveu há 40 ou 50 milhões de anos e tinha corpo comprido, rabo maior e patas curtas.



Esses carnívoros, mais sagazes e eficientes, foram um melhoria dos creodontes, os primeiros carnívoros na face da Terra, há setenta milhões de anos. Os miacídeos tinham o cérebro superior que o creodontes e por volta de quarenta dentes. Os protótipos dos atuais felinos começaram a se esparramar pelo mundo, estabelecendo-se em lugares que lhes eram mais favoráveis e emigrando no momento em que as caças não lhes eram propícias. Como conseqüência, surgiram espécies variadas, cada uma adaptada a um habitat específico e à presa que havia no ambiente. Poucas dessas espécies sobreviveram. Entre as que se extinguiram estavam muitas feras terríveis, como o extenso leão das cavernas da Europa e um tigre gigante do norte da Ásia.



Entre eles bem como estavam os tigres dentes-de-sabre, com dentes caninos que se assemelhavam a punhais. Com estas armas, eram capazes de abater elefantes adultos, coisa que nenhum predador atual poderá fazer. Todos os felinos atuais, desde os ferozes caçadores das matas tropicais até o animalzinho doméstico, ostentam um grande parentesco.



A cabeça arredondada e o organismo ágil identificam o animal como felino, qualquer que possa ser o seu tamanho ou cor. Entre estes estão o leopardo-das-neves, o tigre, o jaguar, o leão, a pantera, o lince, a jaguatirica, o gato selvagem indiano, o gato selvagem africano e o gato do deserto asiático.



Os zoólogos não chegam a um acordo quanto ao número exato das espécies felinas, a despeito de todos reconheçam ao menos 38, incluindo o gato doméstico. A classificação dessas espécies em gênero não é acessível. Um indício respeitável é a infraestrutura do osso hióide situado debaixo da língua. No leão, no leopardo, no tigre, pela pantera e no jaguar, isto é constituído em quota por uma cartilagem.




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Como resultado, esses animais podem rugir. Imediatamente em todos os demais gatos, que não rugem, o hióide está ossificado, totalmente rígido. Os primeiras são classificados dentro do gênero Panthera. Os outros formam o grupo dos felinos menores, do gênero Felis.Gatos não são solitários. Ao contrário, levam uma existência bastante social, ajudando-se mutuamente. No momento em que possível, formam pequenas comunidades e instituem hierarquia, rituais e regras bem definidas. Os grupos giram em torno de um chefe mais velho. A existência social de que goza a maioria dos gatos está apoiada e reforçada na know-how de eles se comunicarem pela linguagem do corpo humano, da vocalização e do olfato. Se dois gatos são amigos, eles se esfregam para futuras identificações. Para poderem reconhecer seus donos, fazem o mesmo nas pernas destes.



A rica linguagem vocal faz do gato um dos animais mais falantes. Estudiosos identificaram 16 vocalizações, em três categorias de sons. Entre os primeiros estão o ronronear e os suaves sons empregados pra saudar, chamar a atenção e expressar reconhecimento e aprovação. As distintas variações do "miau" são usadas pra pedir, exigir, expressar perplexidade e queixa.



A maioria dos gatos tem um vocabulário pequeno, mas muito funcional, que cobre conceitos como "fora", "para dentro", "obrigado", "vem cá", "socorro", "não". Os sons de superior intensidade são reservados geralmente para a intercomunicação entre os próprios gatos. Conversas mais prolongadas entre os gatos adultos acontecem na data do cio.



Tal o macho como a fêmea emitem fortes alaridos antes de copular. Suas proezas sexuais não são nada silenciosas. Donos de gatos conhecem bem as conseqüências da angustiada atividade da fêmea felina as importunações causadas pelas insistentes rondas dos machos. As gatas passam por inmensuráveis ciclos de fertilidade durante o ano, normalmente do término do inverno ao início da primavera e no conclusão do verão. Planejamento, análise cuidadosa e a surpresa são os elementos-chave de um ataque ótimo sobre isso os ratos ou outros menores animais.



Caçadores pacientes, ficam imóveis por muito tempo até que possam saltar sobre isso as vítimas. O salto fim tem que ser preciso. Muitas vezes eles se escondem, armando emboscadas para tocar passarinhos.Cada gato, selvagem ou doméstico, segue a mesma seqüência de movimentos pela caça. Ao descobrir a presa, aproxima-se, arrastando-se o muito rapidamente possível, em silêncio.



De repente, fica imóvel, concentrando-se todo no animal. Os olhos seguem-no e a ponta da cauda se agita de ansiedade. A cabeça move-se levemente de um lado ao outro, ajudando-o a calcular a distância com precisão. Ele levanta as patas dianteiras e pula. Depois, com as patas traseiras firmes no chão, utiliza as dianteiras pra imobilizar a presa. Se ela resistir e tentar guerrear, o gato a liberta, pra rápida e obviamente pegá-la.