A Evolução Dos Gatos
Elegantes e enigmáticos, os felinos desafiam não só aqueles que dividem seu sofá com espécies menores, entretanto também cientistas que tentam descobrir as origens e a história evolutiva de seus primos maiores. Onde o ramo moderno da família dos felinos se construiu? Quando e por que saíram de teu habitat e migraram pelos continentes?
Quantas espécies existem atualmente? Quais delas estão mais intimamente relacionadas? De forma geral, os especialistas concordam que há trinta e sete espécies na família Felidae. Entretanto, nas dezenas de esquemas de classificação existentes, alguns pesquisadores dividem as espécies de felinos em só dois gêneros, durante o tempo que outros consideram até vinte e três. Quem podes culpá-los? Todas as espécies de felinos são muito similares: todos parecem apenas gatos, de vasto, médio ou menor porte.
Diferençar o crânio de um leão do de um tigre poderá ser um desafio mesmo pra especialistas. Todas as pesquisas genéticas que nas últimas duas décadas tentaram dividir os felinos em agrupamentos bem definidos falharam. Nos últimos anos, mas, a revolução no seqüenciamento genético de numerosos seres vivos, induzida pelo Projeto Genoma Humano e por poderosas tecnologias de estudo do DNA, deu origem a novas ferramentas de busca extremamente valiosas.
Atraídos por essas novas técnicas e com o auxílio de colegas de outras corporações conseguimos enfim montar a primeira árvore da família Felidae mais definitivamente resolvida. Comparando as mesmas seqüências de DNA de 30 genes de cada espécie de felino existente pudemos indicar as ramificações da árvore. Percebemos agora que os estudos de DNA pareciam apontar 37 espécies distribuídas em oito grupos distintos, ou linhagens. Ficamos fascinados, e ainda mais motivados, no momento em que verificamos que os oito grupos definidos exclusivamente por observação molecular estavam de acordo com observações baseadas em outros tipos de detalhes. Espécies de uma mesma linhagem, tais como, freqüentemente compartilham características morfológicas, biológicas e fisiológicas encontradas apenas em seu respectivo grupo.
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Há cerca de 600 milhões de gatos domésticos em o mundo todo. Uma das linhagens reúne todos os grandes felinos que rugem como o leão, o tigre, o leopardo, a onça e o leopardo-das-neves. Em todos eles a infraestrutura óssea que apresenta apoio à língua, chamada hióide, localiza-se parcialmente calcificada, o que permite que estes felinos rujam. Bem como por esse grupo estão as panteras-nebulosas e as panteras-nebulosas de Bornéu, espécie insuficiente conhecida de felinos de porte médio com pelagem marmoreada.
Por terem os ossos do pescoço estruturados de forma um pouco desigual, esses animais não podem rugir. Com base em registros fósseis somente, vários pesquisadores acreditavam que um felídeo chamado Pseudaelurus, que viveu pela Europa entre nove milhões e vinte milhões de anos atrás, era o último ancestral comum dos felinos modernos. Note-se que o Pseudaelurus não foi o primeiro felino.
Domina-se que grandes felinos dente-de-sabre, chamados nimravídeos, viveram em épocas mais remotas, há em torno de 35 milhões de anos, entretanto quase todos os seus descendentes estão extintos. Nossas pesquisas moleculares novas, no entanto, sugerem que todos os felinos modernos descendem de apenas uma das muitas espécies de Pseudaelurus que viveram na Ásia há em torno de onze milhões de anos.
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