A Construção Da Convivência E Do Combate

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RESUMO No ano do centenário de seu nascimento, a obra de João Batista Vilanova Artigas (1915-1985) volta à cena. Esse ensaio destaca a incorporação do conflito pela arquitetura da "universidade paulista" e chama a atenção pra plataforma elevatória relações entre público e privado no serviço de Artigas e na obra de artistas como Lygia Clark e Hélio Oiticica. Tomado pelo torpor de noites mal dormidas, e na clara emoção de estar convivendo naquele edifício "sui generis", ele desconsiderou inteiramente link Site as imagens terríveis daqueles versos e apostou: "cara, é a FAU!". É claro que ele pensou pela imagem do monumento sem porta, que verdadeiramente caracteriza a FAU.



Muito clique em meio a próxima página significativamente, em 1983, a congregação de professores da faculdade barrou o pleito pra transformá-lo em professor titular, o que lhe restituiria a condição profissional anterior à cassação, reparando em quota a injustiça sofrida. O front era nesta ocasião na própria escola, no limiar da reabertura democrática do estado. Se quiser saber mais infos sobre isto deste assunto, recomendo a leitura em outro excelente web site navegando pelo link a seguir: aluguel plataformas elevatorias elevatóRias [www.Grupoapc.Com.br]. No ano seguinte, Artigas escolhe, constrangido, se submeter a um concurso de titulação, ao final do qual declara, enfurecido, ter sido vítima de uma "molecagem medieval". 6 meses depois, em janeiro de 1985, vinha a falecer antes de completar setenta anos.



Seu legado, no entanto, permanece muito vivo. Vilanova Artigas é o criador de uma verdadeira "universidade" de arquitetura, a chamada "instituição paulista". Um legado que se transmite de geração em formação há décadas, e que fornece o tom da realização arquitetônica brasileira contemporânea. Em um registro filmado de 1978, que podes ser visto na "Ocupação Vilanova Artigas", no Itaú Cultural até 9/8, o arquiteto explica tua pretenção ao jogar o edifício da FAU.



Em tuas frases, diz ter buscado a simplicidade total, sem a menor concessão a nenhum barroquismo, criando uma entrada que é um peristilo clássico, como um templo grego sem porta. Raciocínio que termina com uma frase lapidar, que até hoje causa ódio em todos aqueles que sentem-se desconfortáveis no prédio: "Só entram deuses na FAU. Lá não tem frio nem calor!".



Essa é, realmente, uma frase renomado, sobretudo se considerarmos que o seu autor é um comunista ateu. O prédio da FAU, além de tudo, inspira respeito e simpatia pelo jeito como nos educa. Um edifício feito sem a divisão hierárquica entre salas e corredores, no qual todos os espaços têm a particularidade de lugares de estar e de desfrute, como no caso de tuas famosas rampas.



Uma faculdade que carrega consigo um melhor civilizatório, relativo à importancia e à responsabilidade do viver compartilhado, no qual a liberdade não é um atributo fácil nem ao menos rápido, porém uma coisa que se conquista aos poucos. Visto que ali "o indivíduo se instrui, se urbaniza, ganha espírito de equipe", completa. É primordial frisar por aqui a ideia de urbanidade, que a imensa liberdade que o edifício da FAU inspira tem de uma mediação fundamental, que é o respeito ao espaço do outro.



Está aí uma das características centrais da chamada "faculdade paulista" de arquitetura: o duelo ao predomínio do doméstico e do privado, no Brasil, a respeito da instância pública. É o que, na hipótese social, chamamos de patrimonialismo: a tendência, muito própria a certos países colonizados e escravocratas, a cuidar os assuntos públicos com apoio nas relações pessoais de favor. Não por sorte Artigas projetou tantas casas. Casas que se contrapõem frontalmente ao idílio doméstico, ao fetiche da intimidade, às ideias de privacidade, segredo e compartimentação, ao pequeno conforto burguês, com seus bibelôs e pelúcias.




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Trata-se, no fundo, de uma revisão da ligação convencional entre programa doméstico e lote urbano em São Paulo, herdeira tanto do modelo dos palacetes ecléticos da elite quanto da acanhada tipologia rural importada sem mediações pra cidade. Com isto, Artigas abole, tendo como exemplo, o grande corredor lateral que costumava transportar o veículo pra uma garagem situada na fração de trás das casas, junto aos aposentos de serviço.



Ao mesmo tempo, à quantidade que unifica toda a construção sob uma cobertura única, avança ao máximo possível o edifício sobre isto os limites do lote, absorvendo-o no interior da residência na condição de jardins internos. De cada forma, a ideia de contrariar a rotina usual em nome de uma moral rígida é muito tem que. A resposta não é funcional nem técnica.



Algumas das casas de Artigas se parecem com objetos urbanos, obras públicas, como estações rodoviárias, fóruns e escolas. Sérgio Ferro, seu discípulo dissidente, viria a criticar o que entendeu como um descompasso entre ideologia e realidade. Apesar de tudo, o paradigma desta arquitetura havia sido formado, no período da construção de Brasília, com o alto propósito de edificar um país novo e moderno.